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Tabeliã Maria Aparecida Bianchin participa de entrevista sobre o Setembro Verde e reforça importância da conscientização sobre doação de órgãos

23 de setembro de 2026

A tabeliã e registradora no Cartório do 2º Ofício de Rondonópolis, Maria Aparecida Bianchin, participou nesta quarta-feira (23 de setembro) de entrevista dedicada ao Setembro Verde, campanha que busca ampliar a conscientização da sociedade sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. Durante a entrevista concedida à TV Centro América, a tabeliã destacou a necessidade de levar informação à população e estimular o diálogo dentro das famílias sobre a decisão de ser doador. O tema ganha relevância diante do número de brasileiros que aguardam atualmente por um transplante.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde em setembro de 2026, mais de 49 mil pessoas estão na fila por um transplante no Brasil, sendo aproximadamente 45 mil à espera de um rim. A campanha Setembro Verde está relacionada ao Dia Nacional de Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro, e procura incentivar as pessoas a manifestarem ainda em vida sua vontade de doar aos familiares. No Brasil, nos casos de doação após a morte, a autorização da família continua sendo necessária.

Informação como instrumento de conscientização

Para Maria Aparecida Bianchin, a divulgação do tema é fundamental para que a população conheça as possibilidades existentes e, principalmente, compreenda a importância de conversar antecipadamente com os familiares.

“Falar sobre doação de órgãos é falar sobre vida, solidariedade e sobre a possibilidade de transformar um momento de perda em uma oportunidade de esperança para outras pessoas. Por isso, considero muito importante que esse assunto seja divulgado e discutido com naturalidade. A informação ajuda a combater dúvidas e permite que cada pessoa conheça as possibilidades e converse com sua família sobre a sua vontade”, informou a tabeliã.”

A atuação dos cartórios também passou a integrar esse processo de formalização da manifestação de vontade. Desde 2024, a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo) permite que o cidadão registre formalmente sua intenção por meio dos cartórios de notas. Segundo dados do Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal, mais de 32 mil solicitações já haviam sido realizadas até setembro de 2026. O procedimento é gratuito e pode ser feito pela internet, mediante videoconferência com o tabelião.

Papel dos cartórios na informação à sociedade

A participação de representantes da atividade extrajudicial em iniciativas de conscientização reforça também o papel dos cartórios como espaços de orientação e prestação de serviços de interesse da população. “Os cartórios estão presentes em momentos importantes da vida das pessoas e também podem contribuir para levar informação e segurança jurídica à sociedade. Divulgar o Setembro Verde é uma forma de ajudar a ampliar o conhecimento sobre a doação de órgãos e incentivar uma conversa que pode fazer diferença na vida de muitas famílias”, destacou Maria Aparecida Bianchin.

A entrevista concedida pela tabeliã integra as ações de divulgação do Setembro Verde, contribuindo para ampliar o debate sobre a doação de órgãos e para estimular que o tema seja tratado dentro das famílias, de forma aberta e responsável.