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Regularização fundiária cria oportunidades para o crescimento da produção e a geração de trabalho e renda, afirma médica veterinária da Seaf

22 de junho de 2022

     Atualmente, Mato Grosso ocupa o 11º lugar no ranking de produção de leite e responde por 2,02% da produção nacional com 684.052 mil litros produzidos em 2018, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os cartórios possuem um papel importante junto ao Governo do Estado no desenvolvimento dessa produção leiteira.

     De acordo com a médica veterinária e responsável pelo programa Mato Grosso Produtivo – Leite da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Vânia Ângela Kohl, o processo de regularização fundiária é fundamental para os produtores de leite de Mato Grosso, pois “cria-se oportunidades para o crescimento da produção e a geração de trabalho e renda”.

     Kohl explica que esse processo de entrega de títulos de terras promove melhorias na vida dos agricultores, garantindo acesso às políticas públicas, como o que é promovido pela Seaf com o edital de fomento à bacia leiteira.

     Nesse edital, são selecionadas associações e cooperativas sem fins lucrativos (OSC), ligadas à produção da cadeia leiteira, que tenham condições financeiras de dar contrapartida de 100% na compra de novilhas Girolando ½ sangue, com gestação de embrião sexado fêmea, também Girolando. Pela proposta, a Seaf compra a novilha e a entidade participante entra com contrapartida na mesma quantidade adquirida pelo Estado.

 

     “No primeiro edital 5 cooperativas foram aptas a participarem do edital. Atualmente está na fase de aquisição de animais, para que possam ser repassadas as entidades habilitadas”, relata a médica veterinária.

     O Governo de Mato Grosso também investe em maquinário e serviços para fortalecer e desenvolver a produção de leite no estado com ações desde 2019, conforme destaca Vânia Kohl.

     “Além disso, o Governo já destinou 43 mil toneladas de calcário para correção de pastagem, seis caminhões isotérmicos para o transporte de leite e o repasse de dois silos isotérmicos para estocagem de leite”, completa.

     No Estado foram ordenhadas 496.791 vacas, uma produtividade média de 3,77 litros dia, ainda abaixo da média nacional que registra 5,66 litros, segundo o IBGE. A expectativa, conforme explica a médica veterinária, é dobrar a produção de leite em até 10 anos.

     Leia a entrevista na íntegra:

     Anoreg-MT – O edital de chamamento público de fomento a bacia leiteira feito em janeiro já deu algum resultado? Quantos produtores se inscreveram? Já iniciou a distribuição?

     Vânia Ângela Kohl – O edital não era voltado para produtores. Apenas associações ou cooperativas sem fins lucrativos (OSC), ligadas à produção da cadeia leiteira, estavam aptas a participar. No primeiro edital 5 cooperativas foram aptas a participarem do edital. Atualmente está na fase de aquisição de animais, para que possam ser repassadas as entidades habilitadas.

     Anoreg-MT – Esse incentivo pretende colocar o estado em um melhor posicionamento no ranking de produção de leite?

     Vânia Ângela Kohl – Atualmente Mato Grosso ocupa o 11º lugar no ranking de produção de leite e responde por 2,02% da produção nacional com 684.052 mil litros produzidos em 2018 (IBGE), um aumento significativo de 9,97% quando comparado ao ano de 2017. A expectativa é de que em 10 anos, Mato Grosso possa dobrar a produtividade da bacia leiteira.

     Anoreg-MT – Além desse edital, quais outros incentivos são ofertados pelo Governo aos produtores de leite?

     Vânia Ângela Kohl – O Governo do Estado vem desde 2019 investindo na compra de máquinas e serviços destinados ao fortalecimento e expansão da bacia leiteira mato-grossense. Até o momento já foram adquiridos 830 resfriadores de leite, 118 ordenhadeiras de leite, 27 mil doses de sêmen bovino, realizados 1.750 prenhezes, instalação de 37 Unidades de Referência Tecnológica (URTs) com o objetivo de passar conhecimento e divulgar a outros produtores a importância da correção do solo, adubação, escolha de forrageira, divisão de pastagem, pastejo rotacionado, sombreamento, reserva de alimento para a seca, manejo sanitário e zootécnico, distribuição de água, gestão da propriedade, preservação ambiental e outros. Além disso já destinou 43 mil toneladas de calcário para correção de pastagem, seis caminhões isotérmicos para o transporte de leite e o repasse de dois silos isotérmicos para estocagem de leite.

     Anoreg-MT – A regularização fundiária tem um papel essencial nesse processo?

     Vânia Ângela Kohl – A regularização fundiária promove a cidadania no campo, a melhoria da qualidade de vida de agricultores familiares e a garantia do direito constitucional à terra. Trata-se de uma importante ferramenta para a resolução de conflitos sociais, na medida em que a entrega dos títulos possibilita o acesso dos produtores a políticas públicas federais, estaduais e municipais voltadas para a agricultura familiar, a crédito rural, e permite a realização de investimentos na propriedade. Na prática, cria-se oportunidades para o crescimento da produção e a geração de trabalho e renda.

Fonte: Assessoria de comunicação da Anoreg-MT.