

O Primeiro Ofício de Registro de Imóveis, Títulos e Documentos de Porto Esperidião, realizou ação social a convite da Prefeitura Municipal, por iniciativa das Secretarias de Saúde e Assistência Social, no dia 16 de abril. A oficial de registro, Rosangela Poloni, participou da “Roda de Conversa com a Família Atípica”, ocasião em que compartilhou sua vivência como mãe de um autista, hoje com 14 anos, desde seu diagnóstico e evolução.
A noite foi marcada por momento de acolhida; escuta e participação; partilha da experiência e desafios na maternidade neurodivergente; oportunidade para fortalecimento de vínculos entre os familiares; e o despertar para o tema e a realidade de muitas famílias do município. Ao final, a prefeitura serviu jantar aos participantes. Toda equipe da serventia participou do evento, com elaboração e entrega de diversos materiais orientativos e cordões de identificação para as mães.
Este encontro, no mês de abril, mês de conscientização sobre o Autismo, reforça o compromisso social do cartório para com a comunidade, ressaltando a importância da conscientização e sensibilização sobre o estudo e compreensão da neurodiversidade autista.
Em maio de 2025, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, pela primeira vez, dados do Censo Demográfico 2022, que mapeou 2,4 milhões de pessoas com TEA no Brasil – 1,2% da população brasileira.
O estudo Mapa Autismo Brasil (MAB), divulgado em 09 de abril deste ano, traça o primeiro perfil sociodemográfico nacional sobre pessoas autistas, e revela que o acesso ao diagnóstico e terapias no Brasil permanece limitado. Os dados demonstram que 56,5% realizam até duas horas semanais de terapia, o que destoa do preconizado internacionalmente; também, que 16,4% não realizam terapias (Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/autismo-pesquisa-aponta-baixo-acesso-a-diagnostico-e-terapias).
Os dados mais recentes sobre o transtorno do espectro autista da Rede de Monitoramento de Autismo e Deficiências do Desenvolvimento dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, indicam que 1 a cada 31 crianças com até 8 anos de idade foi diagnosticada com TEA. (Fonte: https://www.cdc.gov/autism/data-research/index.html).
Os autistas crescem e existe a necessidade da inserção no mercado de trabalho. Os cartórios, por sua vez, podem acolher a neurodiversidade, ofertando vagas nas suas equipes.
Fonte: Primeiro Ofício de Registro de Imóveis, Títulos e Documentos de Porto Esperidião